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Veja quais pesquisas chegaram mais perto das urnas
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Vox Brasil e Colectta apontaram o petista à frente na reta final; no primeiro turno, Veritá, Gerp e Futura haviam se aproximado mais da diferença entre os candidatos.
A vitória do presidente Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno presidencial do domingo (25), contrariou a tendência numérica da maioria das pesquisas eleitorais divulgadas nos três dias anteriores à votação. Dos 16 levantamentos nacionais divulgados entre quinta (22) e sábado (24), 14 apontaram vantagem para Flávio. Apenas dois, Vox Brasil e Colectta, colocaram Lula à frente. Ambos também ficaram mais próximos dos resultados das urnas.
Lula foi reeleito com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos válidos, contra 59.826.041 votos (48,21%) de Flávio. A diferença foi de 4.430.191 votos, ou 3,58 pontos percentuais, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A comparação considera a última pesquisa nacional identificada de cada instituto, divulgada entre quinta-feira (22) e sábado (24). Os levantamentos estão ordenados pela distância entre os percentuais estimados e os resultados oficiais.
Na véspera, a média de dez pesquisas divulgadas no sábado (24), calculada pelo Congresso em Foco, indicava 50,9% para Flávio e 49,1% para Lula. O percentual obtido pelo presidente nas urnas superou essa média em 2,69 pontos percentuais.
Vox Brasil e Colectta chegaram mais perto
Divulgada na sexta-feira (23), a Vox Brasil atribuiu 50,6% dos votos válidos a Lula e 49,4% a Flávio. A diferença em relação ao resultado oficial foi de 1,19 ponto percentual por candidato, a menor entre os levantamentos comparados. A pesquisa ouviu 2.100 eleitores entre 20 e 22 de outubro e apontou empate técnico.
A Colectta, divulgada no sábado, ficou em segundo lugar. O instituto registrou 50,3% para Lula e 49,7% para Flávio, distância de 1,49 ponto percentual das urnas.

Em terceiro apareceu a Futura/100% Cidades, com 50,1% para Flávio e 49,9% para Lula. Embora tenha apresentado o candidato do PL numericamente à frente, foi a pesquisa mais próxima do resultado entre as que indicaram essa vantagem, com desvio de 1,89 ponto percentual por candidato.
Entre os institutos mais conhecidos, Datafolha e Quaest apresentaram os mesmos percentuais arredondados: 51% para Flávio e 49% para Lula. Ambos registraram empate técnico, considerando as respectivas margens de erro.
AtlasIntel/Bloomberg, CNT/MDA e BTG/Nexus também mostraram vantagem numérica de Flávio, mas com diferenças menores entre os candidatos. No extremo oposto, Gerp, Real Time Big Data e Alfa Inteligência atribuíram 52% ao senador e 48% ao presidente, ficando a 3,79 pontos percentuais das urnas.
Veritá se destacou no primeiro turno
A comparação com a votação de 4 de outubro mostra uma mudança na proximidade das pesquisas com os resultados.
No primeiro turno, Flávio terminou à frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, vantagem de 1,87 ponto percentual. Levantamento publicado pelo Congresso em Foco em 23 de outubro identificou Veritá, Gerp e Futura/100% Cidades como os institutos que mais se aproximaram dessa diferença.
A Veritá estimou 47% para Flávio e 45% para Lula, ficando apenas 0,03 e 0,16 ponto percentual, respectivamente, dos resultados individuais. A Gerp apontou 46% a 44%, enquanto a Futura registrou 44,8% a 42,6%.
No segundo turno, os três institutos apresentaram vantagem numérica para Flávio, mas Lula venceu por 3,58 pontos percentuais. A distância entre a vantagem estimada e a efetiva foi de 6,70 pontos na Veritá, 7,58 na Gerp e 3,78 na Futura.
Inversão
Os resultados também revelam uma inversão no sentido das discrepâncias. No primeiro turno, nove institutos analisados pelo Congresso em Foco subestimaram a votação de Flávio, em média, em 3,08 pontos percentuais. No segundo, todos os 16 levantamentos examinados atribuíram a Lula percentuais inferiores aos 51,79% efetivamente obtidos.
O que explica as diferenças?
A divergência entre pesquisas e urnas não significa, necessariamente, falha metodológica. Levantamentos registram preferências declaradas durante as entrevistas, enquanto o resultado final também depende do comparecimento dos eleitores e de possíveis mudanças de escolha até a votação.
As margens de erro igualmente precisam ser consideradas. Diversas pesquisas apontavam empate técnico, mesmo com Flávio numericamente à frente.
Há ainda uma distinção entre identificar a ordem dos candidatos e estimar com proximidade seus percentuais finais. A Futura, por exemplo, apontou vantagem de Flávio, mas ficou a menos de dois pontos percentuais da votação individual de cada candidato. Vox Brasil e Colectta apresentaram Lula à frente e as menores distâncias das urnas, embora ambas tenham subestimado sua vantagem.
Flávio culpa prorrogação, mas aliados apontam erros próprios na derrota
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Políticos que fizeram parte da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) dizem que a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já era esperada antes mesmo da prorrogação do horário de votação neste domingo (25/10). Para eles, o resultado se deve ao excesso de confiança e a falhas da campanha.
Flávio não reconheceu a vitória de Lula e atribuiu a contestação à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender a votação até as 19h. Segundo ele, a medida criou desigualdade entre eleitores de diferentes estados.
“Nós vamos usar o nosso direito, vamos pedir a anulação dessas eleições. Não vou aceitar que a regra do jogo seja mudada no meio do jogo, mais uma vez pelos amigos do Lula”, declarou após a divulgação do resultado.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, afirmou, no entanto, que a extensão do horário não prejudicou a apuração. Ele relatou dificuldades técnicas, mas disse que a equipe conseguiu resolvê-las. “Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial”, afirmou.
Bolsonaristas começam a culpar Pablo Marçal por possível derrota de Flávio
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No último domingo (25), os brasileiros foram às urnas para definir quem será o presidente pelos próximos quatro anos. O escolhido da vez foi o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mesmo tendo ficado atrás no 1º turno, o chefe de Estado conseguiu virar o jogo e conquistou a reeleição, derrotando o senador Flávio Bolsonaro (PL). Com o resultado consolidado, apoiadores do bolsonarismo começam a direcionar críticas a Pablo Marçal e a questionar sua participação na campanha.
A derrota de Flávio abre espaço para discussões sobre as estratégias adotadas durante a disputa presidencial. Nesse cenário, o influenciador passa a ser apontado por apoiadores como um dos nomes envolvidos nos questionamentos sobre a condução da campanha e as decisões tomadas para conquistar o eleitorado. Marçal participou da preparação de Flávio para o debate da TV Bandeirantes e esteve próximo de integrantes da campanha.
Entretanto, sua influência também passou a ser questionada diante das divergências sobre a postura do senador e as estratégias de comunicação utilizadas durante a disputa. O episódio evidencia uma disputa interna no campo da direita, que agora enfrenta questionamentos sobre os caminhos escolhidos para tentar chegar à Presidência da República.
Além das críticas direcionadas ao influenciador, o resultado eleitoral coloca em discussão o papel das alianças políticas e a capacidade de diferentes lideranças de mobilizar eleitores. Com forte presença nas redes sociais, Pablo Marçal construiu uma audiência expressiva e se tornou uma figura conhecida no cenário político brasileiro. Sua atuação demonstra como influenciadores digitais podem ganhar espaço nas campanhas eleitorais, participando da comunicação com o público e da construção de estratégias para alcançar diferentes grupos.
Apesar disso, atribuir a derrota de Flávio a uma única pessoa não explica a complexidade do resultado eleitoral. A votação envolve diferentes fatores, como a avaliação dos candidatos, a mobilização das campanhas e as preferências dos eleitores. Agora, com a vitória de Lula confirmada, as divergências sobre a atuação de Marçal e os rumos do bolsonarismo ganham espaço no debate político. A disputa também levanta questionamentos sobre quem assumirá o protagonismo da direita nos próximos anos.
Polícia investiga mulher que fez saudação nazista na Zona Sul
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Caso aconteceu no Colégio Santo Inácio, em Botafogo; caso foi registrado como injúria por preconceito.
Uma eleitora foi filmada fazendo uma saudação nazista ao entrar em um colégio eleitoral em Botafogo, na Zona Sul do Rio, neste domingo (25) Crédito: Divulgação / Reds Sociais https://t.co/fQhuIlKkJT
A Polícia Militar informou que não conduziu nenhuma ocorrência relacionada ao episódio.




