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Por onde anda Michelle Bolsonaro no 2º turno

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Michelle Bolsonaro recua e deixa Flávio sem a ajuda no 2º turno

Por onde anda Michelle Bolsonaro no  2º turno



Um detalhe sobre Michelle Bolsonaro (PL-DF), ex-primeira-dama e senadora eleita, tem chamado a atenção. Acontece que ela não participou de eventos de campanha ao lado do enteado, Flávio Bolsonaro (PL), durante o 2º turno das eleições presidenciais. Em vez disso, a esposa de Jair concentrou suas atividades eleitorais no Distrito Federal e em regiões próximas a Brasília.

Michelle Bolsonaro tinha planos de viajar pelo país por Flávio, mas mudou a rota

Embora apoie a candidatura de Flávio à Presidência, Michelle dividiu a agenda entre atos em favor de Flávio e a campanha de Celina Leão (PP) ao governo do DF. De acordo com “O Globo”, a princípio a equipe da ex-primeira-dama cogitou viagens por quatro ou cinco capitais para pedir votos ao enteado.

Manaus, Salvador e João Pessoa estavam entre os destinos avaliados. A proposta previa deslocamentos rápidos, com retorno a Brasília no mesmo dia, mas não saiu como planejado.


A estratégia pretendia mobilizar mulheres e evangélicos por meio da rede construída pela ex-primeira-dama, especialmente no PL Mulher. Ela também deveria dividir compromissos com a senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

Ex-primeira-dama deixa campanha nacional de enteado de lado e reforça apoio a Celina

Nesta semana, Michelle participou de atos em Palmas e Cidade de Goiás (GO), além de carreatas em Brasília, Ceilândia e Taguatinga. No DF, ela também intensificou o apoio a Celina, amiga próxima e candidata ao governo estadual.

A permanência na capital também está ligada à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, que limita as ausências prolongadas da senadora. Dessa forma, a previsão é que ela acompanhe a apuração de domingo em casa, ao lado do marido.



Nobel de economia critica plano de Flávio Bolsonaro para cortar investimento público

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Nobel de Economia critica plano de Flávio Bolsonaro para cortar investimento público



O economista norte-americano Joseph Stiglitz, vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 2001, e a brasileira Laura Carvalho, professora da Universidade de São Paulo (USP), alertaram nesta terça-feira (20) que o programa econômico de Flávio Bolsonaro (PL) pode levar o Brasil a uma recessão. Em artigo publicado no Project Syndicate, os pesquisadores questionam a proposta de reduzir despesas públicas em até 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e apontam riscos para o emprego, a atividade econômica e as contas do governo.

Intitulado Brazil Cannot Afford Bolsonaro’s Spending Cuts, o artigo analisa os possíveis efeitos da política fiscal defendida pelo candidato à Presidência, que disputa o segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no próximo domingo (25).

Segundo os economistas, um corte dessa dimensão pode enfraquecer a economia brasileira ao reduzir os recursos que circulam entre empresas, trabalhadores e consumidores.

Pequenos negócios e famílias estariam entre os afetados, diante da possibilidade de diminuição das vendas, da renda e das oportunidades de trabalho.

O alerta também envolve as contas públicas. Uma retração econômica pode comprometer a arrecadação de impostos, já que empresas e consumidores passam a movimentar menos dinheiro.

Nesse cenário, os autores argumentam que o ajuste fiscal poderia não produzir a redução da dívida pública pretendida, mesmo com a diminuição das despesas governamentais.

A avaliação contraria a expectativa de que cortes expressivos nos gastos sejam suficientes, por si só, para melhorar a situação fiscal do país.

O texto foi publicado cinco dias antes da votação que definirá a Presidência da República, em um momento em que as propostas econômicas dos candidatos ganharam espaço central na campanha.

Stiglitz é professor da Universidade Columbia e ex-economista-chefe do Banco Mundial. Laura Carvalho é professora de economia da USP e pesquisadora das relações entre crescimento econômico e desigualdade social.

Habeas Corpus

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Hipólyto celebra repercussão de 'Habeas Corpus' e mira novos desafios
Ator, que integra o elenco da série da Netflix, fala sobre a preparação para o papel e os próximos passos da carreira.

Quem são os empresários que promoveram festa para Flávio Bolsonaro com prostitutas durante a pandemia

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Investigados pela CPI da Covid por suspeitas de irregularidades e lavagem de dinheiro, Danilo Trento e Francisco Maximiano buscavam negócios milionários com o governo Jair Bolsonaro; um deles teria presenteado o senador com um Rolex, e ambos tiveram seus interesses defendidos pelo filho do então presidente.


Os empresários Danilo Berndt Trento e Francisco Emerson Maximiano, que promoveram uma festa com prostitutas para Flávio Bolsonaro (PL) durante a pandemia de Covid-19, não são desconhecidos das autoridades brasileiras. Os dois foram investigados pela CPI da Pandemia por suspeitas de irregularidades em contratos milionários com o ex-governo Jair Bolsonaro (PL) e movimentações financeiras que levantaram suspeitas de lavagem de dinheiro. Um deles, Trento, voltou a aparecer em investigações sobre o escândalo dos descontos ilegais de aposentados do INSS e ingressou na disputa eleitoral de 2026.
A festa, realizada em 17 de julho de 2020, em uma lancha no Lago Paranoá, em Brasília, foi revelada nesta quarta-feira (21) pela revista piauí. Segundo a reportagem, os empresários, ligados à Precisa Medicamentos, levaram três garotas de programa de São Paulo para participar de um churrasco com o filho mais velho do então presidente, que teria recebido um relógio Rolex de presente de Trento ao final do passeio.
Naquele momento, o Brasil já contabilizava mais de 76 mil mortes por Covid-19, enquanto Jair Bolsonaro minimizava a gravidade da pandemia e o governo federal era pressionado pela demora nas negociações para aquisição de vacinas.

Os dois empresários buscavam ampliar seus negócios com o governo federal. A Precisa Medicamentos, controlada por Maximiano e representada institucionalmente por Trento, viria a protagonizar um dos maiores escândalos investigados pela CPI da Pandemia: a negociação de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin, por R$ 1,6 bilhão, em contrato posteriormente cancelado. A empresa, que patrocinou a festa no Lago Paranoá, teve a defesa ferrenha de Flávio Bolsonaro na CPI da Pandemia – veja vídeo abaixo.

Para organizar a festa, os empresários recorreram a Raphael Barão, dono da Barão Turismo, agência que recebeu aproximadamente R$ 4 milhões de empresas do grupo econômico da Precisa somente em 2020.

A investigação da piauí foi construída a partir de entrevistas, documentos financeiros, dados de voos e informações obtidas em quebras de sigilo realizadas por comissões parlamentares de inquérito.

Danilo Trento: do Rolex de Flávio ao escândalo do INSS

Diretor institucional da Precisa Medicamentos, Danilo Berndt Trento era um dos principais articuladores políticos e empresariais do grupo de Francisco Maximiano.

Segundo a piauí, foi ele quem retirou um relógio Rolex do próprio pulso para presentear Flávio Bolsonaro ao final do passeio na lancha. O presente teria sido entregue depois de uma confraternização que durou aproximadamente quatro horas e meia, entre 10h30 e 15h.

O empresário entrou na mira da CPI da Pandemia em 2021, quando parlamentares passaram a investigar sua participação nas negociações da Covaxin e transferências financeiras entre empresas ligadas à Precisa Medicamentos.

Durante depoimento à comissão, em setembro daquele ano, Trento admitiu que já havia encontrado Flávio Bolsonaro em eventos públicos. Questionado sobre suas relações com integrantes do governo e as movimentações financeiras investigadas, recorreu ao direito de permanecer em silêncio, assegurado por habeas corpus.

Segundo o Senado Federal, os parlamentares apontaram indícios de que empresas de Trento e Maximiano participaram de operações suspeitas de lavagem de dinheiro.

O relatório final da CPI recomendou o indiciamento de Trento por fraude em contrato. A recomendação parlamentar, entretanto, não representa condenação judicial.

Cinco anos depois, o empresário voltou ao noticiário policial por outro escândalo que atingiu o governo federal: o esquema de descontos associativos indevidos sobre aposentadorias e pensões do INSS.

Em setembro deste ano, a Folha de S.Paulo revelou que Trento era investigado pela Polícia Federal no caso e que relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificaram o recebimento de R$ 19,2 milhões da J&F. As transferências, isoladamente, não comprovam participação em crimes.

A ligação com o bolsonarismo também ganhou contornos eleitorais. Em 2026, Trento foi indicado como primeiro suplente de Janaína Riva (MDB) na disputa ao Senado por Mato Grosso, em uma aliança eleitoral que reunia MDB e PL. A candidatura foi registrada na Justiça Eleitoral, embora a composição final da chapa ainda exija conferência de eventuais substituições.

O histórico do empresário reúne, portanto, a participação em negócios investigados pela CPI da Pandemia, suspeitas examinadas no escândalo do INSS e uma incursão eleitoral em uma aliança com o partido de Jair e Flávio Bolsonaro.

Não foi localizada condenação criminal definitiva de Trento pelos fatos relacionados à Covaxin ou às movimentações investigadas na CPI.

Francisco Maximiano: o empresário da Covaxin e a reunião intermediada por Flávio no BNDES

Francisco Emerson Maximiano, conhecido como Max, é o proprietário da Precisa Medicamentos e acumula um histórico de negócios controversos com órgãos públicos que antecede a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Seu nome apareceu em investigações envolvendo contratos com os Correios, a Petrobras, o governo do Distrito Federal e o Ministério da Saúde.

Em 2021, O Globo revelou que Maximiano havia sido citado em delação do ex-vereador Alexandre Romano, que relatou supostos pagamentos ilícitos para viabilizar contratos com a Postal Saúde, plano de saúde dos funcionários dos Correios.

Uma de suas empresas, a Global Gestão em Saúde, recebeu R$ 62 milhões da Postal Saúde. A companhia também firmou contrato de R$ 549 milhões com a Petrobras, posteriormente rescindido pela estatal, que aplicou multa de R$ 2,3 milhões.

Maximiano negou as acusações envolvendo os negócios investigados.

Durante o governo Bolsonaro, o empresário passou a negociar a compra da Covaxin, vacina desenvolvida pela indiana Bharat Biotech. O contrato, de R$ 1,6 bilhão, tornou-se alvo de suspeitas depois que o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda relatou pressões incomuns para viabilizar a operação.

A relação entre Maximiano e Flávio Bolsonaro, entretanto, não se limitou ao passeio de lancha.

Em 13 de outubro de 2020, cerca de três meses depois da festa, o senador intermediou uma reunião entre o empresário e o então presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano.

O encontro tinha como objetivo discutir financiamento para um empreendimento no setor de telecomunicações.

Flávio reconheceu ter solicitado a reunião, mas negou manter relações comerciais ou financeiras com Maximiano. O BNDES informou que nenhum financiamento foi contratado.

Durante a CPI da Pandemia, o empresário foi questionado sobre a possibilidade de o senador ter facilitado o acesso da Precisa Medicamentos ao alto escalão do Ministério da Saúde.

Maximiano negou que Flávio tivesse intermediado esse acesso. Questionado sobre uma possível aproximação com Jair Bolsonaro para tratar da Covaxin, recorreu ao direito ao silêncio.

O relatório final da CPI recomendou seu indiciamento por falsidade ideológica, uso de documento falso e fraude em contrato.

As suspeitas não equivalem a uma condenação. Não foi possível confirmar sentença criminal definitiva contra Maximiano pelos fatos relacionados à negociação da Covaxin.

Flávio defendeu empresa na CPI e elogiou diretora: “Demonstração de patriotismo”

A proximidade entre Flávio Bolsonaro e os empresários da Precisa Medicamentos ganhou um capítulo público durante a CPI da Pandemia, em julho de 2021, cerca de um ano depois da festa na lancha.

Ao participar do depoimento de Emanuela Medrades, diretora da empresa de Francisco Maximiano, o senador saiu em defesa das negociações da Covaxin e elogiou a executiva pelo suposto esforço para reduzir o preço da vacina.

“Parabéns pela sua coragem, pela sua firmeza, por não se intimidar quando algumas pessoas tentam praticamente obrigá-la a falar o que querem ouvir”, afirmou Flávio.

Em seguida, o filho do então presidente classificou a atuação da diretora como uma “demonstração de patriotismo”, por supostamente ter negociado uma redução no valor cobrado pelo laboratório indiano.

O elogio contrastava com os preços investigados pela CPI. A Covaxin estava sendo negociada por aproximadamente R$ 80 a dose, valor superior ao de outras vacinas oferecidas ao governo brasileiro.

Flávio também ironizou as denúncias sobre o contrato, argumentando que não havia ocorrido desvio de recursos públicos porque o governo federal não havia desembolsado dinheiro pela compra.

As declarações constam das notas taquigráficas oficiais do Senado. O vídeo do depoimento de Emanuela Medrades está disponível na TV Senado.

A defesa pública da empresa ocorreu depois do encontro privado promovido por seus empresários e da reunião de Maximiano com o presidente do BNDES, intermediada pelo senador. A sequência demonstra a existência de contatos entre os envolvidos, mas não comprova que a manifestação de Flávio na CPI tenha sido uma contrapartida pelos agrados relatados pela piauí.

Raphael Barão: o organizador da festa e os R$ 4 milhões recebidos da Precisa

O terceiro empresário envolvido no episódio é Raphael Barão, proprietário da Barão Turismo, agência contratada por Danilo Trento e Francisco Maximiano para organizar viagens e eventos.

Segundo a piauí, foi Barão quem providenciou a logística da festa, incluindo o deslocamento das três garotas de programa de São Paulo para Brasília.

Na noite de 16 de julho de 2020, os empresários, Barão e as três mulheres embarcaram em um jato executivo Embraer Phenom 300, que aterrissou na capital federal às 22h12. No dia seguinte, participaram do churrasco no Lago Paranoá.

A relação financeira entre a agência de turismo e as empresas da Precisa Medicamentos acabou chamando a atenção da CPI da Pandemia.

Somente em 2020, a Barão Turismo recebeu aproximadamente R$ 4 milhões de empresas do grupo econômico de Maximiano e Trento.

A comissão também examinou a abertura de uma empresa nos Estados Unidos e transferências financeiras entre a agência e companhias ligadas à Precisa.

Durante os trabalhos da CPI, o senador Randolfe Rodrigues levantou suspeitas de que a estrutura empresarial pudesse ter sido utilizada para lavagem de dinheiro.

Barão negou a acusação. As suspeitas estão registradas em documentos oficiais da CPI e na cobertura do Senado Federal.

Não foi localizada condenação criminal definitiva de Barão relacionada às movimentações financeiras investigadas pela comissão.

A festa, o Rolex e as conexões com o clã Bolsonaro

A festa revelada pela piauí acrescenta um novo episódio à relação de Flávio Bolsonaro com empresários interessados em negócios com o governo federal.

O senador teria comparecido ao encontro acompanhado de Alexandre Santini, seu amigo e então sócio em uma franquia da Kopenhagen, no Rio de Janeiro, negócio que já havia aparecido nas investigações sobre o esquema das rachadinhas.

Em setembro deste ano, outra investigação jornalística, publicada pelo PlatôBR, revelou relatos sobre encontros de Flávio com garotas de programa intermediados por Santini, além do recebimento de um Rolex Submariner Date, avaliado em aproximadamente R$ 305 mil, em circunstâncias distintas.

Na festa organizada por Trento e Maximiano, o relógio teria sido entregue pelo próprio diretor da Precisa Medicamentos.

A reportagem da piauí também identificou que o grupo viajou para Brasília em uma aeronave operada pela Prime You, empresa de aviação executiva que posteriormente teve o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, entre seus usuários. A informação não estabelece participação de Vorcaro na festa ou nos negócios da Covaxin.

O que chama a atenção é a sucessão de episódios envolvendo Flávio e empresários que buscavam acesso a autoridades e contratos públicos.

Em julho de 2020, o senador teria participado da festa e recebido um Rolex. Três meses depois, intermediou a reunião de Maximiano com o presidente do BNDES. No ano seguinte, defendeu publicamente a Precisa Medicamentos durante a CPI que investigava suspeitas envolvendo a negociação da Covaxin.

A comissão acabou recomendando o indiciamento de Maximiano e Trento. O contrato da vacina foi cancelado sem que o governo federal efetuasse o pagamento previsto.





Nunes Marques suspende postagens ilegais contra campanha de Lula

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Coordenação alegou que mensagens tinham deepfake publicadas em 32 perfis de redes sociais, com 1,4 milhão de seguidores


Lula reune uma multidão no Centro de BH

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Segundo a campanha, mais de 200 mil pessoas foram às ruas da capital para apoiar a virada petista no segundo turno.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lotou o Centro de Belo Horizonte nesta quarta-feira (21/10) para o último ato em Minas Gerais na campanha pela reeleição. Milhares de apoiadores seguiram o líder petista ao longo da Avenida Amazonas e o ouviram discursar com ânimo para virar no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), topando as condições estabelecidas para que ambos abram o sigilo bancário e telefônico. Lula comparou a discussão com um jogo de truco, dizendo que está com o "zap", enquanto o rival só tem "cartas falsas".
"O mineiro é especialista em jogar truco", destacou o petista. Ele disse que Flávio "inventou um monte de mentiras e trucou 6" ao dizer que aceitaria a proposta de quebra de sigilos se o presidente mostrasse os registros do ex-chefe de gabinete Marcola, do Instituto Lula e do cartão corporativo do Palácio do Planalto. "Eu vou meter um 9 na cara dele amanhã. Ele não tem uma carta boa, só tem mentira. Eu estou com zap, 7 de copas, espada e ouro. E ainda tenho um três de reserva. Ele vai saber o que é um campeão de truco que aprendeu a jogar com o povo mineiro", acrescentou.


Leandro Couri/EM / D.A Press / Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
O evento marca uma das últimas ações públicas da campanha no segundo maior colégio eleitoral do país antes da votação do segundo turno, marcada para o próximo domingo (25/10)-Leandro Couri/EM/D.A Press
Em outra referência a Minas Gerais, Lula citou o lema "Eu acredito", da torcida do Atlético, como inspiração para buscar uma virada no próximo domingo (25/10). No primeiro turno, ele ficou com 45,16% dos votos enquanto Flávio liderou com 47,03%, com a menor diferença entre candidatos desde a redemocratização. "O Atlético precisava fazer quatro gols no Corinthians, e, no Estádio Independência, a torcida do Atlético começou a gritar 'Eu acredito', e o Atlético ganhou de 4 a 3 do Corinthians (no agregado). No outro jogo, contra o Flamengo, o Atlético precisava marcar quatro gols. A torcida começou a gritar: 'Eu acredito', e o Atlético ganhou de 4 a 3 (também no agregado)."

Ele se referiu à campanha do Galo na Copa do Brasil de 2014, em que venceu o time paulista por 4 a 1, de virada, no jogo de volta das quartas de final, após ter pedido a ida por 2 a 0. Na semifinal, o alvinegro também saiu perdendo por 2 a 0 contra o Flamengo e outra vez virou com um 4 a 1 em casa, embalado pela torcida. O Atlético acabou campeão ao vencer o arquirrval Cruzeiro na final.

"Agora, a torcida de Minas, a torcida de Belo Horizonte, vai gritar: 'Eu acredito, eu acredito!'. É esse grito que os mineiros não podem esquecer", embalou Lula. O estado tem o histórico de pêndulo nacional: quem vence a eleição aqui, conquista o país. No primeiro turno, porém, a balança pesou para a direita, e Flávio abriu vantagem de 48,2% a 43,32% no território mineiro.

O último evento de campanha do presidente em Minas saiu da Praça da Estação e foi até a Praça Raul Soares. Por onde Lula passou, milhares de pessoas esperavam para vê-lo – segundo a campanha, mais de 200 mil. Muitas carregavam cartazes em defesa da soberania nacional, da democracia e dos direitos humanos. Na caçamba de uma caminhonete, o petista acenava e cumprimentava apoiadores. Carregou crianças, dançou e chegou a balançar uma bandeira do Brasil e levantar um exemplar da Constituição Federal.

Ao lado dele, estavam a primeira-dama Janja da Silva, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), a senadora eleita Marília Campos (PT-MG), o senador eleito Rui Costa (PT-BA) e o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), que tem sido o coordenador da comunicação da campanha de Lula no segundo turno.

No carro de trás, estava o deputado federal André Janones (Rede-MG), comandante do "Exército do Lula", canal no WhatsApp para mobilizar a militância digital em favor do presidente, que já conta com mais de 8 milhões de membros. Também estavam o deputado federal e ex-candidato ao governo de Minas Patrus Ananias (PT), o ex-candidato a vice-governador Jarbas Soares (PSB), o ambientalista Ailton Krenak e a presidente do PT em Minas, a deputada estadual Leninha, além dos cantores Djonga e Fernanda Takai.

Lula convocou os apoiadores para integrarem o grupo de Janones. Ele contou que ganhou um celular de Rafael Fonteles e também vai entrar para o "Exército": "O 'general' Janones e o 'marechal' Silva, que sou eu, vamos comandar essa derrota do exército adversário. Pode ficar tranquilo. Eles pensam que somos fracos, mas somos igual ao Exército do Vietnã, que derrotou os Estados Unidos. Somos um exército composto por mulheres e homens brasileiros."