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Jovem Pan é obrigada a desmentir fake news sobre Haddad e sua esposa
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Flávio convoca diplomatas e mente sobre urnas
O blog do Magal - Opinião, cultura, economia e Política

Foto: Marina Uezima / Brazil Photo Press via AFP
Num encontro de ontem à tarde com um grupo de diplomatas, em Brasília, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) questionou a segurança das urnas eletrônicas. Em seu discurso, afirmou, sem apresentar quaisquer provas, que os equipamentos utilizados nas eleições brasileiras teriam a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic. Flávio pediu que governos estrangeiros enviem o maior número possível de observadores internacionais para acompanhar as eleições brasileiras de 2026. A Justiça Eleitoral afirma que as urnas eletrônicas utilizadas no país não são produzidas pela Smartmatic. (Folha)
Então... Foi lateralmente por conta de um discurso a diplomatas assim que seu pai, Jair Bolsonaro, teve os direitos políticos cassados. A razão dada pelo TSE foi que o então presidente havia se utilizado da estrutura do Estado, palácios e o cargo, para espalhar mentiras sobre a eleição. Flávio não é presidente, o caso não é igual. Mas às vésperas da convenção de seu partido, escolhe espelhar o pai.
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Michelle Bolsonaro saiu fortalecida com decisão de Alexandre de Moraes
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A restrição foi determinada após Flávio receber de Jair Bolsonaro uma carta manuscrita e fazer a leitura pública do texto em uma transmissão ao vivo nas redes sociais. Ao prestar esclarecimentos ao STF, Bolsonaro afirmou que desconhecia a intenção do filho de divulgar o conteúdo.
Nos bastidores, porém, os filhos do ex-presidente interpretam a decisão de Moraes como um movimento que retirou justamente o interlocutor escolhido por Bolsonaro para transmitir suas mensagens ao público.
Suspeitas ampliam guerra interna no clã Bolsonaro
De acordo com a apuração, a avaliação dos filhos é que, ao impedir novas visitas de Flávio, Moraes acabou concentrando em Michelle Bolsonaro a interlocução direta com o ex-presidente. A leitura feita pelo núcleo familiar é de que a ex-primeira-dama passou a ocupar, na prática, um espaço político que antes era dividido com os filhos.
A suspeita expõe o nível de desgaste entre Michelle e os herdeiros políticos de Jair Bolsonaro. Nos bastidores, a decisão do STF deixou de ser vista apenas como uma medida judicial e passou a ser interpretada, pelos filhos, como um fator que alterou a disputa por influência dentro da família.
Estratégias opostas diante de Moraes
Aliados de Michelle negam qualquer aproximação direta entre a ex-primeira-dama e Alexandre de Moraes. No entanto, reconhecem que ela defende uma postura menos confrontadora em relação ao ministro, apostando no diálogo em vez do enfrentamento institucional.
A estratégia contrasta com a posição de parte dos filhos de Bolsonaro, que defendem uma postura mais dura contra o STF. Um dos episódios mais citados como símbolo dessa divergência foi quando Michelle chamou Moraes de "irmão em Cristo", declaração que provocou forte incômodo entre os filhos do ex-presidente.
Mais do que diferenças de discurso, o embate revela uma disputa pelo controle da narrativa e pela condição de principal representante política de Jair Bolsonaro durante seu afastamento da vida pública.
Carta acirrou disputa familiar
A crise se agravou após Michelle divulgar um vídeo relatando conflitos com Flávio Bolsonaro, acusando o enteado de humilhá-la e tratá-la de forma desrespeitosa. Pouco depois, Jair Bolsonaro entregou ao senador a carta que seria lida publicamente nas redes sociais.
Na avaliação dos filhos, a leitura do documento representava uma demonstração de confiança do ex-presidente em Flávio. A decisão de Moraes, tomada na sequência, foi interpretada como um fator que esvaziou esse papel e fortaleceu Michelle como única interlocutora autorizada.
Outro ponto levantado pelos aliados de Flávio é que manifestações anteriores de Jair Bolsonaro foram divulgadas sem provocar medidas semelhantes por parte do STF, inclusive uma em que o ex-presidente pedia o fim dos ataques contra Michelle. Essa diferença de tratamento alimentou, entre os filhos, a percepção de que a suspensão das visitas teve efeitos políticos além dos aspectos processuais.
Independentemente da interpretação adotada pelos envolvidos, a decisão aprofundou uma disputa que já vinha sendo travada longe dos holofotes. Com Jair Bolsonaro em prisão domiciliar e submetido a restrições de comunicação, a disputa por quem fala em seu nome tornou-se um dos principais focos de tensão dentro do próprio núcleo familiar.
Vai vendo Brasil a linguagem de miliciano
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Eduardo manda "moer" bolsonaristas que criticam Flávio Bolsonaro
Filho do ex-presidente Bolsonaro sobe o tom, manda "moer" críticos de Flávio e abre confronto com influenciadores e bolsonaristas nas redesO ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) subiu o tom contra influenciadores, militantes e eleitores de direita que vêm fazendo críticas públicas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em vídeo divulgado nas redes sociais, Eduardo afirmou que não pretende adotar uma postura conciliadora diante dos ataques direcionados ao irmão e declarou que os críticos devem ser combatidos politicamente.
"Não contem com a minha benevolência", diz Eduardo
Durante a gravação, Eduardo Bolsonaro demonstrou irritação com integrantes da direita que passaram a questionar a atuação de Flávio nas redes sociais. Segundo ele, muitos dos ataques estariam partindo de pessoas que, historicamente, apoiaram o ex-presidente Jair Bolsonaro e sua família.
“Já é vagabundagem, por mim pode mandar moer esses caras. ‘Ah, mas é o fulano, ah, mas é o sicrano’, cara, e não conte com a minha benevolência”, afirmou.
Em outro trecho, Eduardo criticou o que chamou de postura moralista de alguns influenciadores conservadores que utilizam o caso para se diferenciar politicamente da família Bolsonaro.
Mulheres de direita articulam ação nos EUA por ataques de grupo de Eduardo Bolsonaro a Michelle e Damares
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O vídeo de Michelle Bolsonaro contra Flávio Bolsonaro viralizou
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A crise começou no entorno da aliança do PL com Ciro Gomes no Ceará, mas rapidamente saiu do debate partidário. Como mostrou a Fórum, Michelle acusou Flávio de agir de forma machista e autoritária, relatou ter sido humilhada em uma ligação telefônica e afirmou que o senador tenta desgastar candidaturas femininas defendidas por ela no PL.
O efeito nas redes foi imediato. Levantamento do Data Fórum, feito a partir de dados de YouTube, Instagram e Facebook, mostra que o caso Michelle x Flávio gerou uma onda de repercussão em múltiplas camadas: vídeo longo, cortes, reels, posts noticiosos, comentários, lives e publicações de militância. No recorte analisado, foram identificados 491 vídeos relevantes no YouTube e 618 posts únicos no Instagram e no Facebook, totalizando 1.109 conteúdos monitorados sobre o episódio.
YouTube transformou a briga em produto político
No YouTube, os 491 vídeos relevantes foram publicados por 326 canais e somaram 3.352.900 visualizações, 322.511 curtidas, 58.145 comentários e 380.656 interações. O dado mostra que o episódio não ficou restrito à publicação original de Michelle: ele foi rapidamente reembalado como produto político em análises, cortes, transmissões ao vivo e vídeos de comentário.
O recorte sem canais jornalísticos tradicionais reforça esse ponto. Foram 316 vídeos, publicados por 223 canais, com 1.710.142 visualizações e 260.196 interações. Embora tenham concentrado pouco mais da metade das visualizações do universo relevante, esses canais responderam por 68,4% das interações. Em outras palavras: a militância e os influenciadores foram decisivos para transformar o vídeo em arena de disputa política.
Entre os temas mais fortes no YouTube, a categoria “vídeo/humilhação” liderou em volume, com 225 vídeos, 1.538.242 visualizações e 133.658 interações. Em seguida vieram “Michelle x Flávio”, com 116 vídeos, 979.140 visualizações e 144.084 interações; “Ceará/Ciro/PL”, com 93 vídeos e 444.083 visualizações; “racha no clã”, com 42 vídeos; e “sucessão/voto feminino”, com 15 vídeos.
A curva temporal também mostra a força do episódio. No YouTube, a maior concentração ocorreu na noite de 24 de junho. Entre 18h e 23h, foram publicados 211 vídeos relevantes, que somaram 2.398.573 visualizações e 251.739 interações. O pico de audiência ocorreu às 22h, quando os vídeos publicados naquela faixa horária acumularam 642.368 visualizações e 84.691 interações.
Instagram e Facebook somaram 2,3 milhões de interações
No Instagram e no Facebook, o DataFórum identificou 618 posts únicos, publicados por 332 perfis, entre 17h17 de 24 de junho e 12h04 de 25 de junho. Juntos, esses posts somaram 2.336.225 interações, entre curtidas, comentários, reações e compartilhamentos.
O Instagram concentrou a maior parte da repercussão: 482 posts e 2.166.278 interações, o equivalente a 92,7% do total medido nas duas plataformas. O Facebook teve 136 posts e 169.947 interações. A diferença mostra que a crise performou principalmente no ambiente de reels, vídeos curtos e perfis de grande circulação.
A explosão foi quase imediata. Apenas entre 18h e 20h de 24 de junho, os posts monitorados no Instagram e no Facebook somaram 1.379.118 interações, quase 59% de toda a repercussão medida nesse recorte. O primeiro pico foi puxado por publicações de alta circulação, antes de ser reprocessado por militantes, influenciadores e comentaristas políticos.
Os 10 posts de maior desempenho concentraram 803.571 interações, ou 34,4% do total. Os 20 maiores posts reuniram 1.128.180 interações, cerca de 48,3% da repercussão. O dado mostra uma circulação concentrada no topo, mas com cauda longa suficiente para manter o assunto vivo em centenas de perfis.
Outro indicador relevante é o peso dos comentários. Nos posts de Instagram e Facebook, foram 620.804 comentários, o equivalente a 26,6% das interações totais. As curtidas somaram 1.612.544, cerca de 69% do total. A presença elevada de comentários indica que o episódio não foi apenas consumido passivamente: virou debate, briga, torcida e disputa de interpretação.
Humilhação, Ciro, Ceará e racha: o vocabulário da crise
A análise semântica dos posts mostra que a crise foi organizada em torno de poucas palavras de alto impacto emocional. A palavra “humilhada” apareceu em 293 posts, que somaram mais de 1 milhão de interações. “Ciro” apareceu em 284 posts, com mais de 1,2 milhão de interações. “Ceará” apareceu em 359 posts, com cerca de 1,35 milhão de interações.
Também tiveram forte presença termos como “aliança”, “desrespeitada”, “ríspido”, “maltratada”, “punhalada”, “PL Mulher”, “família” e “racha”. A combinação desses termos explica por que o vídeo performou tanto: Michelle não apareceu apenas como alguém em conflito com o enteado, mas como mulher desautorizada por uma estrutura masculina de poder dentro do próprio bolsonarismo.
No YouTube, a mesma lógica se repetiu. Entre os vídeos relevantes, termos ligados a “humilhada” apareceram em 115 vídeos, com 676.809 visualizações. “Ciro” e “Ceará” apareceram em 161 vídeos cada. “Família” apareceu em 144 vídeos. Já “expõe”, “punhalada”, “racha” e “detona” ajudaram a transformar a crise em conteúdo de alto apelo para cortes, lives e comentários políticos.
Ativaweb DataLab aponta 10,8 milhões de menções em 4 horas
Em outro recorte, a Ativaweb DataLab, em levantamento conduzido por Alek Maracajá, mediu a repercussão mais ampla do episódio nas primeiras horas após a publicação. Segundo o estudo, o vídeo de Michelle Bolsonaro mobilizou 10.878.001 menções em apenas quatro horas, considerando redes sociais, portais, perfis jornalísticos, influenciadores políticos e comentários públicos.
O número não representa usuários únicos, mas menções monitoradas. Ainda assim, a velocidade de propagação indica que o vídeo ultrapassou rapidamente a bolha bolsonarista e passou a ocupar o centro do debate político digital. A crise deixou de ser uma conversa interna do PL e virou pauta nacional sobre liderança, alianças eleitorais, unidade da direita e sucessão de Jair Bolsonaro.
O estudo da Ativaweb DataLab também aponta predominância de percepção favorável a Michelle no recorte analisado: 79,7% das manifestações foram classificadas como positivas, contra 10,1% neutras e 10,2% negativas. A leitura é politicamente relevante porque mostra que um episódio potencialmente danoso foi convertido, para parte expressiva da base, em demonstração de força da ex-primeira-dama.
A distribuição geográfica reforça a capilaridade da crise. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais aparecem como os três estados mais impactados, seguidos por Bahia, Paraná, Goiás, Distrito Federal, Pernambuco, Ceará e Santa Catarina. O Ceará, origem da divergência sobre a aliança do PL com Ciro Gomes, aparece como polo simbólico da conversa, mas a repercussão se nacionalizou em poucas horas.
Michelle cresceu no meio do incêndio
O levantamento da Ativaweb DataLab também mostra que Michelle vinha de um período de retração no Instagram. Entre 27 de maio e 24 de junho, seu perfil acumulou perda de 12.188 seguidores. Após a publicação do vídeo, a curva mudou: foram 4.879 novos seguidores em quatro horas, recuperando cerca de 40% das perdas acumuladas no mês.
O dado ajuda a explicar por que a crise não pode ser lida apenas como desgaste. Para Flávio Bolsonaro, o vídeo abriu uma frente pública de vulnerabilidade. Para Michelle, funcionou como reativação de base, reposicionamento de autoridade e demonstração de capacidade de pauta. Ela deixou de aparecer apenas como aliada familiar da pré-campanha e passou a atuar como personagem com força própria no tabuleiro da direita.
A crise que a Fórum mostrou em capítulos
A repercussão digital cresceu porque o vídeo não ficou isolado. Depois da publicação de Michelle, Flávio tentou conter o estrago com um pedido de desculpas em forma de textão, mas a resposta não encerrou o caso. Pelo contrário: virou novo combustível para a discussão sobre humilhação, liderança e desgaste da candidatura do senador.
A crise ganhou outro capítulo quando a Fórum mostrou que Flávio usou a esposa, Fernanda Bolsonaro, para rebater a madrasta. O movimento reforçou a leitura de que o senador, em vez de controlar a narrativa, passou a reagir a uma crise que já havia escapado do núcleo familiar e tomado as redes.
O racha também contaminou a tropa digital bolsonarista. A Fórum mostrou que Allan dos Santos entrou no caso com referência a um “homem decapitado” e que Paulo Figueiredo publicou uma foto de Michelle beijando Alexandre de Moraes, numa tentativa de transformar a ex-primeira-dama em alvo da própria máquina de ataques da extrema direita.
O caso também produziu silêncios eloquentes. Aliado de Michelle, Nikolas Ferreira se calou sobre o vídeo, enquanto Eduardo Bolsonaro insinuou traições no entorno conservador. A crise, assim, deixou de ser apenas uma divergência sobre o PL no Ceará. Virou disputa sobre quem será autorizado a falar em nome de Bolsonaro.
O problema de Flávio não é só Michelle
A força digital do vídeo está no fato de que ele condensou várias crises em uma só: a disputa do PL no Ceará, a aliança com Ciro Gomes, o comando do PL Mulher, a sucessão de Jair Bolsonaro, o desempenho de Flávio entre mulheres e a guerra pelo direito de falar em nome do bolsonarismo.
Flávio entrou na crise como pré-candidato escolhido por Jair Bolsonaro. Saiu dela como personagem obrigado a responder publicamente à madrasta, enquanto sua própria base discutia se Michelle foi humilhada, traída ou desrespeitada. Nas redes, essa diferença importa: Michelle ocupou o lugar de vítima com poder de pauta; Flávio ficou no lugar de herdeiro contestado dentro de casa.
O resultado é politicamente corrosivo para o senador. Se a pré-campanha precisava vender unidade, o vídeo entregou divisão. Se precisava ampliar pontes com o eleitorado feminino, produziu uma crise pública com a mulher de maior capital simbólico da direita. Se precisava mostrar autoridade, terminou reagindo a uma cobrança que viralizou antes que sua campanha conseguisse controlar a narrativa.
No fim, o vídeo de Michelle não apenas expôs uma briga familiar. Ele mostrou que o bolsonarismo entrou em 2026 sem comando incontestável, com Flávio tentando herdar o sobrenome, Michelle testando a própria força e influenciadores da extrema direita disputando a narrativa em público. Nas redes, a chamada “família tradicional” virou um reality show político movido a ressentimento, cálculo eleitoral e muita roupa suja em praça pública.
Esquerda vê renúncia de Zambelli como manobra
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A renúncia da deputada Carla Zambelli (PL-SP), anunciada na tarde deste domingo (14/12), foi vista por quadros de esquerda como uma manobra oportunista para tentar não perder os seus direitos políticos, mesmo após ter sido condenada e presa.
Durante o ato promovido por movimentos de esquerda em São Paulo, na Avenida Paulista, deputados e ministros do governo Lula (PT) lembraram que o STF (Supremo Tribunal Federal) já havia determinado a cassação de Zambelli após a Câmara dos Deputados mantê-la no cargo na madrugada de quinta-feira (11/12).
"Ela ia ser cassada de todo modo. Talvez seja uma estratégia da advogada dela e dela, de eventualmente não ficar inelegível", disse o deputado federal Jilmar Tatto (PT). "É uma renúncia oportunista, o que é bem do estilo dela", acrescentou ele.
A deputada Sâmia Bomfim (PSOL) disse que, com a renúncia, "é uma golpista a menos no caminho".
"Vejo isso como jogar a toalha. Porque, na verdade, ela já está condenada, ela já está inelegível e ela está presa. Então, não tem muita margem de manobra. Talvez tenha sido uma tentativa, não sei, jurídica, de, a partir de uma renúncia, fazer uma contestação da inelegibilidade."
O mesmo argumento foi utilizado pelo ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário). "Acho que foi uma tentativa dela de evitar a perda dos seus direitos políticos. Creio que seja isso. Mas ela tem que perder e tem que ser presa", afirmou.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, a renúncia foi fruto de uma negociação entre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) e aliados, a família de Zambelli e advogados.
A decisão evita que a Câmara se mantenha em crise com o STF e livra Motta de se indispor com a Corte - o presidente vivia um impasse e buscava uma forma de não se desgastar com governistas, com o Supremo e com o PL, partido de Zambelli e maior bancada da Câmara, com 85 parlamentares.
