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STF

Fachin foi alertado para risco de suspensão, mas mantém sessão aberta

O blog do Magal - Opinião, cultura, economia e Política

Fachin foi alertado para risco de suspensão, mas mantém sessão aberta de investigação contra Moraes




Presidente do STF deve anunciar hoje rito para julgamento agendado para terça-feira, 15, sobre a investigação contra o ministro do STF após as revelações da relação dele com o dono do Master


Após conversar com todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente, Edson Fachin, deve anunciar um rito para a sessão agendada para terça-feira, 15. Está na pauta o pedido de André Mendonça para que Alexandre de Moraes seja investigado por ter mantido ligação suspeita com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Fachin ouviu dos colegas que há risco de um pedido de vista impedir que a decisão seja tomada. Ainda assim, disse a interlocutores que manterá a sessão da forma como foi prevista inicialmente: pública e em plenário físico. O pedido de Mendonça para que o plenário decida sobre investigação contra Moraes veio após o Estadão revelar detalhes das conversas entre o ministro e o banqueiro.
A partir das conversas com ministros da Corte, Fachin vai definir detalhes da sessão - por exemplo, se Moraes terá direito de se defender e se poderá ser acompanhado de um advogado.
Também ainda será definido se a discussão será iniciada por aspectos formais do caso. O grupo ligado a Moraes defende que haja arquivamento logo no início da sessão, porque Mendonça não poderia ter pedido para a Polícia Federal apurar fatos sobre um ministro sem antes ter submetido isso ao plenário.
Para esses ministros, o ideal é que, na mesma sessão, o plenário também tratasse do pedido feito por Moraes para que Mendonça seja investigado. Segundo Moraes, o relator das investigações sobre o Banco Master teria agido de forma persecutória e política ao pedir a apuração para a PF.
Ontem, Fachin cancelou a sessão de julgamentos no plenário e teve reuniões individuais o dia inteiro com ministros do tribunal e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

STF

Dino determina volta de Andrei Rodrigues à direção-geral da PF


O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a volta de Andrei Rodrigues para a direção-geral da PF após a decisão de André Mendonça que havia determinado o afastamento.

O ministro justifica a decisão para evitar "danos irreparáveis" a processos que estão sob a relatoria dele. A decisão que fica valendo é a de Dino, por ser posterior. "Com o objetivo de impedir a produção de danos irrepáráveis a processos submetidos à minha relatoria, defiro a tutela provisória para determinar ao Exmo presidente da República,mautoridade competente para nomeação do diretor-geral da Polícia Federal, que assegure a imediata reintegração de Andrei Augusto Passos Rodrigues", escreveu Dino.
A Segunda Turma do Supremo Tribunal (STF) chegou a formarmaioria para manter a decisão do ministro André Mendonça que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O ministro Gilmar Mendes, no entanto, pediu vista e interrompeu a análise no plenário virtual. 
A Segunda Turma do Supremo Tribunal (STF) chegou a formarmaioria para manter a decisão do ministro André Mendonça que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O ministro Gilmar Mendes, no entanto, pediu vista e interrompeu a análise no plenário virtual.
Mendonça afirmou ter sido alvo de um “monitoramento sistemático” e ilegal realizado pela área de inteligência da Polícia Federal por mais de um mês. O magistrado listou seis relatórios produzidos entre os dias 3 e 31 de agosto com análises sobre sua atuação e sobre sua relação com o advogado-geral da União, Jorge Messias.
O caso citado pelo ministro veio à tona na semana passada, em decisão de Moraes. O ministro afirmou em decisão ter conhecimento de relatórios de inteligência da Polícia Federal que apontavam possíveis irregularidades na conduta de Mendonça na condução das investigações sobre as fraudes no Master e no INSS. Moraes tomou a decisão após Mendonça retirar o sigilo de um outro documento feito pela PF, relatando as mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes.
Com base nesses relatórios, que não têm assinatura nem brasão oficial da PF, Moraes pediu uma investigação sobre Mendonça e apontou indícios de crime de responsabilidade, abuso de poder e improbidade administrativa. Os relatórios trazem a suspeita de que Mendonça pode ter interferido indevidamente na Polícia Federal e direcionado delações premiadas, o que, de acordo com os textos, pode ter ocorrido por interesses políticos.
Moraes não determinou a elaboração dos relatórios, mas afirmou na decisão que ordenou o envio "em virtude da notícia da existência" deles, sem revelar como soube. A decisão diz que a PF deve mandar os documentos que "contenham citação a nomes dos membros dessa Suprema Corte".
Mendonça, por sua vez, sustentou em decisão nesta terça-feira que o material revela a realização de “monitoramento e coleta dirigida” tanto sobre ele quanto sobre o advogado-geral da União, Jorge Messias, que também é citado nos relatórios de inteligência. Para Mendonça, a prática configura um “monitoramento ilícito de Ministro da Suprema Corte do país”.
"Em segundo lugar, importa registrar que este relator foi submetido a monitoramento sistemático por parte da inteligência da Polícia Federal (...) Houve a produção de ao menos seis relatórios de inteligência, os quais teriam sido recebidos por referida autoridade entre os dias 3 e 31 de agosto de 2026. Ou seja, ao menos há mais de 30 dias este relator tem sido monitorado pela Polícia Federal. Trata-se de monitoramento ilícito de Ministro da Suprema Corte do país, o que por si só revela a gravidade da situação", escreveu Mendonça.
Mendonça também afirma que Moraes já tinha conhecimento da existência dos relatórios antes de eles serem formalmente encaminhados. Segundo o ministro, Andrei enviou o material a Moraes em 1º de setembro. Mendonça associa essa comunicação à sua inclusão no inquérito das fake news, medida que foi revertida depois por decisão do presidente da Corte, Edson Fachin.
Segundo Mendonça, o relatório levantou como hipótese que Messias teria deixado de recorrer para preservar sua “relação política com o relator”. O próprio documento, porém, classificava como baixa a confiança agregada na cadeia de inferências utilizada para sustentar essa hipótese. Ainda assim, registrava expressamente que as informações autorizavam “monitoramento e coleta dirigida”.
É a partir dessa passagem que Mendonça conclui que houve efetivamente coleta direcionada de informações sobre ele e sobre o chefe da AGU. O ministro observa ainda que o relatório fazia referência a elementos “ainda não registrados em relatórios anteriores” e retomava avaliações anteriores sobre a relação entre os dois, o que, em sua avaliação, reforçaria o caráter continuado do acompanhamento.
“Verifica-se que o monitoramento e coleta dirigida de informações deste Ministro relator e do Advogado-Geral da União ocorria ao menos há mais de um mês”, escreveu Mendonça.

A cronologia da crise no STF

A crise no Supremo Tribunal Federal escalou na quinta-feira com o pedido de investigação de Mendonça apresentado por Moraes.
O despacho surgiu dois dias após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que revelou mensagens de Daniel Vorcaro, dono do banco, ao próprio Moraes.
Ao demandar a PF, Moraes determinou o envio de documentos que citassem integrantes da Corte em razão de “diversas informações sobre condutas de autoridades tendentes a afastar a independência” dos magistrados.
Diante do conflito, Fachin disse sexta-feira em evento no Palácio do Planalto que a resposta será “firme e rigorosa”, mas sem “precipitação”. Ele afirmou que a “gravidade” dos fatos não “autoriza atalhos”.
— As instituições precisam ser preservadas, sobretudo nos momentos de maior tensão. Nenhuma autoridade está acima da Constituição. Nenhum Poder está acima da lei. Nenhum interesse circunstancial pode se sobrepor à integridade do Estado democrático de direito — afirmou o presidente do STF.
Fachin abriu prazo para que Moraes e Mendonça se manifestem. Também vão prestar esclarecimentos o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ambos citados em mensagens de Vorcaro.
STF

Decisão de Mendonça afasta também delegado que investigou morte de Marielle Franco

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Decisão do ministro STF André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também atingiu o diretor de Inteligência da corporação, o delegado Leandro Almada.

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, divulgada nesta terça-feira (08/09) também atingiu o diretor de Inteligência da corporação, o delegado Leandro Almada.

O afastamento da dupla é o mais recente episódio da crise instaurada no STF desde a semana passada, quando Mendonça tirou o sigilo de relatórios da PF sobre supostas trocas de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Leandro Almada ficou conhecido nacionalmente por ter atuado no grupo de policiais federais criado para atuar no caso da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018.

Ele também ganhou notoriedade por comandar a Superintendência da PF no Rio de Janeiro entre 2023 e 2024. Almada também já comandou as superintendências da PF no Amazonas e na Bahia.

Foi no período em que comandou a PF no Rio que a corporação desencadeou uma série de operações de combate ao crime organizado em função do cumprimento de uma decisão do STF no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como "ADPF das Favelas".

Parte dessas operações também atingiram o ex-governador do Estado, Cláudio Castro (PL).

Dois delegados ouvidos pela BBC News Brasil em caráter reservado afirmam que a atuação de Almada no Rio de Janeiro incomodava a cúpula do governo fluminense. Em dezembro de 2023, a jornalista Andreia Sadi, da GloboNews, publicou um artigo em que dizia que Castro e aliados teriam tentado tirar Almada do comando da PF no Rio de Janeiro.

Na decisão que determinou o afastamento, Mendonça relaciona a medida contra Almada à produção de relatórios de inteligência que, segundo o ministro, teriam extrapolado as atribuições legais da Polícia Federal.

Esses relatórios foram citados em um despacho de Moraes na semana passada após a divulgação dos documentos sobre supostas trocas de mensagens entre ele e Vorcaro.

Os relatórios de inteligência citados por Moraes em sua decisão analisavam, entre outros pontos, decisões tomadas pelo próprio Mendonça no âmbito de investigações sob sua relatoria no Supremo Tribunal Federal (STF), além da atuação do advogado-geral da União, Jorge Messias, e de delegados e agentes da própria PF.

Mendonça classificou a produção e a divulgação dos documentos como ilícita e afirmou que eles teriam sido usados para realizar "monitoramento e coleta dirigida" sobre ele e sobre Messias.

No caso específico de Almada, Mendonça justificou o seu afastamento citando o fato de que ele ocupa a Diretoria de Inteligência Policial (DIP), órgão centro do sistema de inteligência da PF.



STF

O pau vai quebrar agora PGR X André Bolsonaro Mendonça

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Pipoca e guaraná ou queijos e vinhos
O pau vai quebrar agora
PGR X André Bolsonaro Mendonça
PGR avalia recorrer caso Mendonça mantenha inquérito contra Lulinha no STF
Eventual recurso reivindicaria reanálise da decisão ou discussão do caso na Segunda Turma do STF, colegiado integrado pelo ministro_
A PGR (Procuradoria-Geral da República) avalia recorrer caso se confirme a tendência de o ministro André Mendonça manter as investigações contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no STF (Supremo Tribunal Federal).
Um eventual recurso, chamado de agravo regimental, reivindicaria uma reanálise da decisão pelo ministro ou a discussão do caso na Segunda Turma do STF.

O colegiado é formado por Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Caberia ao relator do caso definir o momento de levar o possível recurso a julgamento na Segunda Turma.
O parecer da PGR enviado a Mendonça defende a remessa de um dos inquéritos contra Lulinha para a primeira instância. O argumento central é o de ausência de investigados no inquérito com foro por prerrogativa de função no STF que justifique a permanência do caso no tribunal.

O STF tem atribuição de processar presidentes, deputados e senadores, ministros de Estado, ministros do próprio tribunal e o procurador-geral da República.

O documento ressalta que a investigação conduzida pela Polícia Federal constatou contato entre a empresária Roberta Luchsinger e o primogênito do presidente, mas que a máquina pública não fechou nenhuma negociação.

Outro argumento que fundamenta o parecer da PGR é a ausência de relação da investigação com o escândalo de desvio de recursos do INSS.

Mendonça, no entanto, tende a manter a investigação no STF. O ministro tem dito a interlocutores que as investigações ainda podem indicar a participação de autoridades com foro.

A avaliação no gabinete de Mendonça é a de que há uma tentativa de tirá-lo do caso. A manifestação incomodou o ministro.

Auxiliares de Mendonça ressaltam que a própria PGR foi a favor da distribuição do processo por sorteio no STF, o que representaria uma contradição do órgão.

A PGR descarta contradições e avalia que se manifestou de maneira condizente com dois momentos processuais diferentes: o primeiro sobre a distribuição do processo e o segundo sobre a competência do tribunal em analisar o caso diante das informações iniciais a respeito dele.
STF

Senadores protocolam pedido de impeachment contra Dias Toffoli por condução no 'Caso Banco Master'

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Senadores protocolam pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Antonio Augusto/STF



Os senadores Magno Malta (PL-ES), Damares Alves (Republicanos-DF) e Eduardo Girão (Novo-CE) protocolaram nesta quarta-feira, 14, no Senado Federal, um pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), sob a acusação de crime de responsabilidade na condução do chamado “Caso Banco Master”.




A denúncia foi encaminhada ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Os parlamentares pedem que ele receba a denúncia, instaure o processo de impeachment, forme uma comissão especial e determine a oitiva de testemunhas, além da requisição de documentos ao STF, ao Banco Central (BC), à Procuradoria-Geral da República (PGR), à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Segundo os senadores, Toffoli teria atuado em situação objetiva de suspeição e conflito de interesses ao conduzir investigações e decisões no inquérito que apura fraudes envolvendo o Banco Master, instituição que acabou sendo liquidada pelo BC.

Procurado, o ministro Dias Toffoli não respondeu à reportagem. O espaço segue aberto.


À reportagem, Girão disse que o caso do Banco Master é um escândalo sem precedentes e que Toffoli inviabilizou qualquer investigação independente ao “concentrar tudo em suas mãos”. “Só há um caminho institucional: o Senado Federal, por meio do impeachment. É preciso ouvir o clamor da sociedade, romper a paralisia, colocar o tema em pauta e votar. O Senado não pode se omitir. Agora é a hora de o Parlamento cumprir o seu papel”, afirmou.

Um dos principais fatos apontados na denúncia é uma viagem feita por Toffoli a Lima, no Peru, em novembro de 2025, em aeronave particular de um empresário, na companhia de um advogado que integra a defesa de um dos investigados no inquérito do Banco Master, processo que estava sob a própria relatoria do ministro no STF.

Para os senadores, o episódio configura uma situação fática gravíssima. “Tal contato extraprocessual, íntimo e não oficial, com representante de uma das partes, fere o dever de manter distância equivalente das partes e instaura concreta dúvida sobre sua neutralidade”, afirmam.


A denúncia também cita a decisão de Toffoli de determinar, durante o recesso do Judiciário, uma acareação entre o controlador do Banco Master, o então presidente do BRB e um diretor do Banco Central. Os senadores sustentam que a medida contrariou manifestações técnicas unânimes do BC e da PGR.

Como mostrou o Estadão, a iniciativa, tomada sem provocação da Polícia Federal, ocorria em um momento considerado inadequado da investigação e caracterizaria a produção de provas por parte do próprio ministro, o que poderia comprometer a imparcialidade do processo.

O BC enviou ofício ao STF questionando a urgência da diligência e alertando para riscos processuais, enquanto a PGR pediu a suspensão da medida por considerá-la “prematura”.

Mesmo assim, Toffoli manteve a decisão inicialmente e, segundo os senadores, só a revogou após forte repercussão negativa, substituindo a acareação por oitivas individuais conduzidas pela Polícia Federal (PF).

“A revogação do ato não elimina o crime de responsabilidade, cujo dano é institucional e se consuma com a prática do ato desviado”, afirmam os senadores.

Outro ponto destacado é a determinação de que um juiz auxiliar de Toffoli acompanhasse depoimentos colhidos pela Polícia Federal. Segundo o documento, a medida criou um controle judicial invasivo sobre a investigação, sem previsão legal, gerando atrito público entre a PF e o STF e violando a separação funcional entre os Poderes.

O pedido também aponta possíveis vínculos financeiros entre a estrutura investigada no caso Banco Master e empresas ligadas à família do ministro.

Como mostrou o Estadão, os irmãos do ministro de Dias Toffoli cederam uma fatia milionária no resort Tayaya, em Ribeirão Claro, no Paraná, ao Arleen Fundo de Investimentos, da Reag Investimentos, investigada por abrigar teias de fundos ligados ao Banco Master e suspeitos de sonegação bilionária no mercado de combustíveis.

Os senadores apontam que o fundo, ligado à teia sob apuração, investiu R$ 4,3 milhões neste resort e também teria participado de um empreendimento imobiliário com um primo do ministro.

“Tais circunstâncias transcendem a mera suspeição de parcialidade para configurar uma hipótese de impedimento por conflito de interesses de natureza patrimonial, conferindo contornos objetivos e de extrema gravidade à violação dos deveres de imparcialidade e decoro”, argumentam os senadores.

Nova fase da Operação Compliance Zero

Um dos pontos do pedido de impeachment contra Dias Toffoli foi também a decisão do ministro de determinar que todos os materiais apreendidos na nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira, 14, fossem lacrados e mantidos sob custódia direta do Supremo Tribunal Federal, e não encaminhados à Polícia Federal para perícia.

De acordo com o documento, a ordem rompeu o procedimento usual das investigações criminais, em que os bens e dispositivos apreendidos são enviados à perícia da PF para extração, análise e preservação da cadeia de custódia. Para os senadores, a medida concentrou o controle das provas nas mãos do próprio relator do caso, criando risco à integridade da investigação e violando os protocolos legais de preservação probatória.

Em nota divulgada por volta das 16h, poucas horas depois de a decisão se tornar pública, o gabinete de Dias Toffoli afirmou que a ordem teve como finalidade a “preservação das provas”.

“O gabinete do ministro Dias Toffoli esclarece que o acautelamento imediato tem por finalidade a preservação das provas recolhidas pela autoridade policial e serão devidamente periciadas pelas autoridades competentes”, disse o comunicado.

Em um segundo posicionamento, divulgado às 18h, o gabinete detalhou que, enquanto os materiais ainda não fossem fisicamente entregues ao Supremo, caberia às autoridades responsáveis pela operação garantir as condições técnicas de custódia.

“Tendo em vista que os materiais apreendidos ainda não foram encaminhados a esta Suprema Corte, esclareço que para a custódia dos aparelhos e seus respectivos materiais telemáticos impõem-se que as autoridades custodiantes os mantenham eletricamente carregados e em modo desacoplado das redes telefônicas e de wi-fi, para a devida preservação de seu conteúdo e oportuna extração e periciamento pela autoridade encarregada. Essa responsabilidade é dos executores da ordem proferida.”

No início da noite desta quarta-feira, 14, Dias Toffoli recuou de sua própria decisão e determinou que os itens apreendidos na operação fossem encaminhados pela PF para extração e análise a cargo da PGR.

Petições no Senado

Além do pedido de impeachment, o senador Eduardo Girão protocolou, nesta quarta, uma representação contra o ministro Dias Toffoli.

Com isso, o Senado Federal recebeu, desde 2021, 87 petições, entre pedidos de impeachment e representações, contra autoridades do sistema de Justiça. Desse total, 73 têm como alvo ministros atualmente em exercício no STF.

A maior parte das iniciativas foi protocolada por cidadãos, parlamentares e associações, mas a ampla maioria nunca avançou para análise formal pelo presidente do Senado, a quem cabe decidir se aceita ou não a denúncia.

Dias Toffoli foi o segundo ministro que mais recebeu pedidos. O ministro Alexandre de Moraes é o principal alvo, concentrando mais da metade das petições listadas, seguido por Gilmar Mendes. Também aparecem com frequência ministros como Cármen Lúcia, Flávio Dino e Cristiano Zanin.

Apesar do volume elevado de petições, nenhum pedido de impeachment contra ministro do STF foi aceito pelo Senado desde a redemocratização.

STF

Brasil está perto de prender ministro do STF

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Brasil está perto de prender ministro do STF
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE)crédito: Edilson Rodrigues - 28.fev.2024/Agência Senado



O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, fez crítica ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e disse que o Brasil “se avizinha” de prender um ministro de tribunal superior.

Conforme o jornal O Globo, Toffoli viajou para Lima, no Peru, para assistir à final da Copa Libertadores, em um jatinho ao lado de um advogado do caso Banco Master, relatado pelo próprio ministro no STF.

“Nós temos ministros que acham normal, cotidiano, caronas em jatinho, jatinho pago pelo crime organizado, notoriamente pelo crime organizado, não é surpresa. ‘Descobri hoje que era crime organizado’. Não, o cara sabe que é crime organizado, entra no jatinho, vai para uma viagem paga pelo crime organizado, acessa um evento de luxo pago pelo crime organizado, se hospeda, come, bebe, pago pelo crime organizado, e retorna a Brasília para julgar na nossa Corte Superior”, disparou Vieira, em sessão da CPI nessa terça-feira (9/12).

'Momento se avizinha'

Em seguida, o parlamentar disse que o Brasíl já tem histórico de punir autoridades públicas do Executivo e Legislativo. Então, sugeriu que uma prisão de ministro do Judiciário se aproxima.

Este é um país que já teve presidente preso, que já teve ministro preso, senador preso, deputado preso, governador preso, prefeito, vereador… Mas ainda não teve ministro dos tribunais superiores. E me parece que este momento se avizinha”, completou.

STF

Com aval de Alcolumbre, revisão de Lei do Impeachment fica para 2026

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Relator defendeu amadurecimento de pauta, que é vista como resposta ao STF

Com aval de Alcolumbre, revisão de Lei do Impeachment fica para 2026



Com o aval do presidente Davi Alcolumbre (União-AP), o Senado decidiu deixar para 2026 a discussão e votação de um projeto de lei que revê a Lei do Impeachment. O texto era visto como uma resposta da Casa à decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que limitou regras para pedidos do tipo.

O relator Weverton Rocha (PDT-MA) defende que a matéria seja amadurecida e que o Senado não deve se apressar no assunto. O parlamentar não chegou a apresentar o parecer sobre o texto à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

Weverton acatou uma sugestão do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) de realizar uma sessão de debate no plenário na volta do recesso, em fevereiro.

A pressa, no entanto, tinha sido determinada pelo próprio Alcolumbre diante da irritação do Senado com a liminar do Supremo, que ainda precisa ser referendada pelo plenário da corte. A sessão do plenário virtual foi marcada para sexta-feira (12).

A CNN apurou que Alcolumbre mudou de ideia após a votação do projeto de lei da dosimetria pela Câmara na madrugada desta quarta-feira (10) e a perspectiva de votação no Senado na semana que vem.

Aliados afirmam que o recado que precisava ser dado ao Supremo já foi enviado e que o momento é de trégua. Na terça-feira (9), o Senado também avançou com a PEC do marco temporal, outra proposta que também gera desgaste na relação com o STF, que retoma a análise sobre o assunto nesta quarta.

O projeto que criaria uma nova lei do impeachment foi apresentado em 2023 durante a presidência de Rodrigo Pacheco e discutido por uma comissão de juristas, entre eles o atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.

O texto original estabelecia, por exemplo, um prazo de até 30 dias para que o presidente da Câmara decidisse sobre a denúncia contra um presidente da República por crime de responsabilidade. Hoje, esses pedidos se acumulam na gaveta, sem uma definição por arquivamento ou por andamento.




STF

Moraes deve pedir extradição de Ramagem

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Moraes deve pedir extradição de Ramagem para ex-chefe da Abin cumprir aqui sua pena de 16 anos

Moraes deve pedir extradição de Ramagem
Deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ)Valter Campanato/Agência Brasil


Ministro reconheceu o trânsito em julgado do processo, ou seja, declarou que a condenação é definitiva e que não há mais possibilidade de recurso
Deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pretende pedir a extradição do deputado Alexandre Ramagem para cumprir a pena de 16 anos, 1 mês e 15 dias, em regime inicial fechado, no processo da trama golpista.
Nesta terça-feira, 25, o ministro reconheceu o trânsito em julgado do processo, ou seja, declarou que a condenação é definitiva e que não há mais possibilidade de recurso para Ramagem.

Interlocutores do ministro avaliam que o deputado é considerado "sabidamente foragido". Moraes deverá pedir a inclusão do nome do parlamentar na lista de difusão vermelha da Interpol, o alerta para foragidos internacionais.
Mesmo proibido de deixar o Brasil e com o passaporte retido, Ramagem - que chefiou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo Bolsonaro - fugiu para Miami, nos Estados Unidos, após a condenação no processo da trama golpista.

A prisão preventiva do deputado foi decretada por Moraes na última sexta-feira, 21. O próximo passo é acionar o Ministério da Justiça, por meio do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), para solicitar a extradição.

Os trâmites dependem da colaboração do governo Donald Trump, que sancionou ministros do STF. Vistos foram cancelados e restrições financeiras foram impostas com base na Lei Magnitsky.

A extradição pode ser solicitada não apenas para o cumprimento de pena, mas também para fins de instrução do processo, como ocorreu no caso do perito Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Moraes. Quando há condenação, no entanto, as chances de êxito do pedido são maiores do que no caso de ações penais em estágio menos avançado.

Na decisão que mandou prender preventivamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, no último sábado, 22, Moraes afirmou que o deputado se valeu da "estratégia evasão do território nacional com objetivo de se furtar à aplicação da lei penal".