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Moraes manda suspender supersalários de juízes em 7 tribunais

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O ministro do STF também determinou a devolução imediata dos valores pagos fora das regras e deu prazo para as cortes comprovarem o cumprimento da decisão



O ministro Alexandre de Moraes Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta quarta-feira (12) que sete tribunais suspendam o pagamento de salários e verbas em desacordo com as limitações fixadas pela Corte. Ele também ordenou que os magistrados beneficiados devolvam os valores considerados excessivos. A medida se soma a decisões semelhantes já tomadas por Flávio Dino e Gilmar Mendes em processos sobre o mesmo tema.
Os tribunais alcançados pela decisão são os do Maranhão, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Paraná, Goiás e Rondônia. Segundo Moraes, os dados enviados pelas cortes mostram que ainda há descumprimento das diretrizes do STF sobre pagamentos adicionais à magistratura.
Quais verbas estão na mira
O Supremo definiu neste ano que as verbas indenizatórias não podem ultrapassar, em um mês, 70% do salário de um juiz. Desse total, 35% correspondem ao adicional por tempo de serviço e outros 35% ficam reservados para outras rubricas. A Corte também proibiu a criação de novas indenizações pelos tribunais, limitando quais verbas podem ser consideradas legais.
Na decisão, Moraes citou diversos pagamentos que, segundo ele, foram feitos fora das diretrizes, como auxílio assistência pré-escolar, licença compensatória, auxílio mudança, auxílio adoção, gratificações por acúmulo, mesa diretora e funções administrativas, entre outras. O ministro afirmou que os documentos enviados pelos tribunais revelam a continuidade de práticas incompatíveis com a decisão do plenário.
Prazos para informar e devolver valores
Moraes determinou que os tribunais enviem, em até 72 horas, a lista dos magistrados que receberam pagamentos acima do permitido. Além disso, os juízes deverão devolver imediatamente qualquer valor pago acima dos limites definidos pelo STF. Os presidentes das cortes têm cinco dias para comprovar a suspensão de verbas fora da regra.
O ministro também destacou o papel da imprensa na fiscalização desses pagamentos, apontando que a cobertura jornalística tem exposto casos de remunerações elevadas no Judiciário. A decisão reforça a cobrança para que os tribunais se adequem integralmente às determinações do Supremo.
Os casos citados por Moraes
Entre os exemplos mencionados está a previsão de que um magistrado do Maranhão recebesse mais de R$ 3,2 milhões em 12 parcelas, a título de verbas rescisórias. No mesmo estado, outros 300 magistrados teriam recebido ao menos R$ 100 mil na folha de abril.
O ministro também relatou que, no Distrito Federal, uma magistrada recebeu R$ 490 mil em maio; no Rio de Janeiro, outra juíza recebeu R$ 202 mil; no Rio Grande do Norte, o mesmo magistrado recebeu R$ 554 mil em abril e R$ 544 mil em maio; e, em Rondônia, 90% dos magistrados do Tribunal de Justiça receberam acima de R$ 100 mil em abril. (com informações da Agência Brasil)
STF

Edson Fachin aceita pedido, e Luiz Fux passa a compor a 2ª Turma do STF

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Ministro Luiz Fux Foto: STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, autorizou nesta quarta-feira (22) a transferência do ministro Luiz Fux para a 2ª Turma a partir da próxima semana. Fux havia pedido a transferência da 1ª Turma na terça (21).

A previsão está no artigo 19 do Regimento Interno do STF, segundo o qual “o ministro de uma Turma tem o direito de transferir-se para outra onde haja vaga; havendo mais de um pedido, terá preferência o do mais antigo”.

“Diante da ausência de manifestação de interesse de integrante mais antigo, concedo a solicitada transferência para a Segunda Turma, nos termos dos artigos 13, X e 19 do Regimento Interno desta Corte.”, disse Fachin no despacho.

A possibilidade de transferência surgiu após a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, ocorrida no último sábado (18).

Luiz Fux pediu a Edson Fachin para sair da 1ª Turma e passar a integrar a 2ª Turma em meio ao julgamento do Núcleo 4 da denúncia de golpe de Estado oferecida pela Procuradoria-Geral da República.

Segundo Fux disse aos colegas de 1ª Turma, a troca de colegiado havia sido combinada há um ano com o presidente anterior do tribunal, Luís Roberto Barroso.

“Combinei com ele (Barroso) que faria essa permuta, é bastante usual esse revezamento, sempre perdi por antiguidade e agora surgiu essa oportunidade”, falou Fux.

“Precisei fazer esse movimento porque fica a vaga na 2ª Turma”, completou. Caso Fachin aceite o pedido de Fux, a 2ª Turma ficará completa e o próximo ministro escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocupará uma cadeira na 1ª Turma.

Ao presidente da 1ª Turma, ministro Flávio Dino, Fux disse estar disposto a continuar ali para os julgamentos já agendados. (Com informações da assessoria de imprensa do STF.)

Juiz aposentado que atropelou e matou ciclista recebeu mais de R$ 700 mil de salário em 2025

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Juiz aposentado que atropelou e matou ciclista recebeu mais de R$ 700 mil de salário em 2025

Fernando Augusto Fontes Rodrigues Junior, de 61 anos, tem média salarial líquida de R$ 129 mil em 2025. Ele foi solto após pagar fiança
Juiz aposentado Fernando Augusto atropelou e matou ciclista alcoolizado em Araçatuba; solto após pagar R$ 40 mil de fiança, ele recebeu mais de R$ 700 mil líquidos no primeiro semestre de 2025.
O juiz aposentado Fernando Augusto Fontes Rodrigues Junior, de 61 anos, recebeu mais de R$ 700 mil de salários nos primeiros seis meses de 2025. Ele foi preso por atropelar uma ciclista em Araçatuba, no interior de São Paulo, ao dirigir bêbado com uma mulher nua no colo, mas foi solto após pagar fiança. A vítima não resistiu.
Segundo informações obtidas pelo Terra no Portal da Transparência do Tribunal de Justiça de São Paulo, entre janeiro e junho, ele teve rendimento bruto somado de R$ 917 mil. Com os descontos, seu contracheque líquido bateu em R$ 781 mil acumulados no período, média de R$ 130 mil/mensais.

15 dias é o prazo que Dallagnol tem para indenizar Lula por PowerPoint

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Sentença por danos morais já transitou em julgado; valor inclui juros, correção monetária e honorários advocatícios
15 dias é o prazo que Dallagnol tem para  indenizar Lula por PowerPoint


A Justiça de São Paulo determinou que o ex-procurador Deltan Dallagnol pague, no prazo de 15 dias, uma indenização de R$ 135,4 mil ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por danos morais no chamado caso do PowerPoint. A decisão foi proferida na última sexta-feira (26) pelo juiz Carlo Brito Melfi.

O valor inclui juros, correção monetária e honorários advocatícios, e o ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato poderá apenas contestar os cálculos, já que a sentença transitou em julgado — ou seja, não cabe mais recurso sobre o mérito da ação. Caso não cumpra a determinação, Dallagnol poderá sofrer uma multa de 10% sobre o valor devido.

Caso teve repercussão nacional

O processo teve origem em uma coletiva de imprensa concedida por Dallagnol em 2016, na qual ele apresentou, por meio de um slide em PowerPoint, um esquema que relacionava Lula ao comando de um suposto esquema de corrupção na Petrobras. Durante a apresentação, o então procurador afirmou que Lula era o “grande general” de uma organização criminosa e usou o termo “propinocracia” para descrever o suposto modelo de governo.

A Justiça entendeu que Dallagnol extrapolou os limites de sua função pública, ao fazer acusações em rede nacional antes mesmo da abertura formal de uma ação penal. A linguagem empregada foi classificada como não técnica e ofensiva, violando os direitos de personalidade do ex-presidente.

Léo Lins sobre condenação: "Epidemia da cegueira racional"

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Humorista foi condenado a mais de 8 anos de prisão por ter conteúdo considerado ofensivo
Léo Lins sobre condenação:  "Epidemia da cegueira racional"

O humorista Léo Lins se pronunciou sobre a sentença que o condenou a mais de 8 anos de prisão e uma multa de quase 2 milhões de reais por conta de suas piadas. Em vídeo, Lins descreve a decisão como "pesada" e questiona os embasamentos teóricos utilizados.
Segundo Léo Lins, um dos fundamentos da juíza teria sido a Wikipédia, mesmo com a plataforma alertando que não é fonte primária. Ele comparou a sentença entre o próprio caso e um julgamento de homicídio baseado na enciclopédia online.
Defesa de Leo Lins diz que condenação equivale a "tráfico ou homicídio"
Para Léo Lins, a sociedade vive uma "epidemia da cegueira racional", onde julgamentos são baseados em emoção. Ele expressa preocupação com a gravidade da sentença para a liberdade de expressão e a classe artística.
O humorista também criticou o fato da sentença, em sua interpretação, ignorar a distinção entre a pessoa e a "persona cômica" interpretada no palco, mesmo havendo "texto, edição, cenário, figurino e palco", segundo o artista.


O humorista ainda aponta um trecho da sentença que sugere que "mesmo que fosse um personagem ainda assim há crime", levantando a questão se isso implicaria na prisão de outros personagens.

Agora dá para prender a atriz que faz a vilã da novela
Léo Lins
O humorista ainda aponta um trecho da sentença que sugere que "mesmo que fosse um personagem ainda assim há crime", levantando a questão se isso implicaria na prisão de outros personagens.

Sobre minorias

De acordo com Léo Lins, o promotor perguntou se ele já havia considerado que as pessoas de minorias (negros, gays, pessoas com deficiência) que o apoiavam poderiam ser uma "minoria dentro da minoria".

Léo Lins afirmou ter respondido questionando se o objetivo do processo não era o respeito às minorias e se essa "minoria" seria tão pequena a ponto de não merecer respeito, argumentando que, em seu julgamento, havia mais pessoas de minorias ao lado dele do que contra ele.

Ele acrescenta que, "em nome da defesa das minorias", a juíza teria ignorado a opinião dessas minorias.



Procurador cita música 'Evidências' em ação de improbidade

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Alanna Galdino teria recebido R$ 646,9 mil de 'vantagens' entre 2012 e março de 2025 em cargo sem definição de atribuições, carga horária ou requisitos.
Allana Galdino, indicada ao TCE-PB, deve devolver verbas.
Procurador citaa música  'Evidências' em ação de improbidade


Bradson Tiberio Luna Camelo, procurador do Ministério Público de Contas da Paraíba (MPC-PB), citou a música sertaneja "Evidências", de Paulo Sergio Valle e José Augusto eternizada pela dupla sertaneja Chitãozinho & Xororó, para defender uma medida cautelar nesta sexta-feira (18).

Segundo Bradson, Allana Galdino, indicada ao Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), deve devolver verbas obtidas por suposta improbidade administrativa e não pode "negar as evidências e viver fingindo". Os valores apontados pela auditoria do TCE-PB são de R$ 646.972,40.

"Por fim, lembro de frase repetida reiteradamente por todos os conselheiros: Esse Tribunal julga fatos, não pessoas! Como na célebre canção, aqui no Tribunal de Contas do Estado, não podemos negar as aparências e disfarçar as evidências, não podemos viver fingindo", escreveu o procurador.

O "Estadão" procurou a defesa de Allana Galdino, mas não havia obtido um retorno até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.

Allana Galdino foi indicada ao TCE-PB e teve o nome aprovado pela Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) no último dia 18 de março. Ela é filha do presidente da Casa Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos). A Justiça do Estado chegou a suspender a nomeação dela por indícios de nepotismo, mas a decisão foi revogada um dia depois.
O procurador do MPC-PB acusa Allana, através de uma auditoria do TCE-PB, de ter sido uma servidora fantasma quando trabalhou na Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag). Além do caso, configurado como descumprimento da idoneidade moral, o MP diz que a indicação fere a proibição do nepotismo em cargos públicos, já que o pai foi o responsável por conduzir a sessão que aprovou o nome dela para a Corte de Contas.
Na representação enviada nesta sexta, Bradson pede que a nomeação e a posse de Allana sejam suspensas até que o pedido do MPC-PB seja julgado. O procurador também quer que o governador da Paraíba, João Azevedo (PSB), e dois secretários dele forneçam explicações sobre a suposta atuação de Allana como "funcionária fantasma".
Caso o TCE-PB condene Allana a não poder assumir a Corte de Contas, Bradson também pediu que a filha do deputado devolva todo o dinheiro que recebeu enquanto esteve locada na Seplag.

Igreja Universal do Reino de Deus foi condenada a indenizar o homem em R$ 30 mil

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'Pega tudo que o senhor tem, põe no altar, pra Deus te abençoar', pediu pastor da IURD a padeiro que vendeu padaria para doar dinheiro
Igreja Universal do Reino de Deus foi condenada a indenizar o homem em R$ 30 mil
Caso ocorreu na Igreja Universal no bairro Santo Amaro, em Recife (PE)

Foto: Reprodução/Portal Igreja Universal do Reino de Deus

Isto é liberdade de Expressão?

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Isto  é liberdade de Expressão?



Deputado do PL é condenado por chamar Gleisi de ‘amante’ e associar PT ao crime organizado. Parlamentar argumentou que publicação está 'protegida pelo direito à liberdade de expressão'
Deputado estadual foi condenado a pagar R$ 7 mil de indenização por danos morais à ministra Gleisi Hoffmann

Jose Cruz / Agência Brasil