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Nunes Marques suspende postagens ilegais contra campanha de Lula

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Coordenação alegou que mensagens tinham deepfake publicadas em 32 perfis de redes sociais, com 1,4 milhão de seguidores


Soraya Thronicke revela ameaça de Bolsonaro sobre segredo de seu filho

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Senadora relata momento tenso nos bastidores da campanha de 2022: apoio corajoso do filho deu forças para enfrentar a pressão



Soraya Thronicke revela ameaça de Bolsonaro sobre segredo de seu filho
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crédito: Geraldo Magela/Agência Senado

Manifestações pró-Lula acendem alerta e causam preocupação na campanha de Flávio Bolsonaro

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Atos mobilizaram 76 cidades; Carlos Bolsonaro pede reação e Paulo Figueiredo ameaça expor aliados que deixaram de fazer campanha

Por Cleber Lourenço

As manifestações de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que levaram milhares de pessoas às ruas em diferentes regiões do país, ampliaram a pressão por mobilização no bolsonarismo. Nesta segunda-feira (12), Carlos Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo cobraram maior empenho dos aliados na campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), enquanto o candidato tenta evitar um clima de vitória antecipada a menos de duas semanas do segundo turno.

No domingo (11), foram registradas 156 ações favoráveis à reeleição de Lula em 76 cidades brasileiras, segundo levantamento do Comitê Popular de Luta. A principal manifestação ocorreu na Avenida Paulista, em São Paulo, onde a campanha petista estimou a presença de aproximadamente 1 milhão de pessoas. A PM de Tarcísio de Freitas, que sempre faz uma estimativa de público, não atuou na manifestação pró-lula.

A manifestação ocupou sete quarteirões da Paulista e teve forte participação de jovens, estudantes, movimentos sociais, artistas e comunidades de fãs de estrelas da música pop. Lula participou do ato acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), de governadores e de outras lideranças políticas.

Nesta segunda-feira, milhares de apoiadores voltaram às ruas, desta vez na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro. A manifestação ocupou cerca de sete quarteirões da Avenida Atlântica, com bandeiras, cartazes e palavras de ordem em defesa da reeleição do presidente. Lula não participou do evento.

A sequência de atos também incluiu mobilizações em cidades como Belo Horizonte, Curitiba, Recife, Vitória , Salvador e Campinas. Em São Paulo, o estado com mais atividades registradas no domingo, foram contabilizadas 28 ações. O Rio Grande do Sul teve 20, enquanto Bahia e Goiás registraram dez cada um.

Bolsonaristas cobram reação e ameaçam expor aliados

Em meio à mobilização dos apoiadores de Lula, Carlos Bolsonaro publicou uma mensagem em letras maiúsculas para advertir que a eleição ainda não está decidida.

“Repito insistentemente! Não há nada ganho e todos precisamos nos mobilizar em todas as frentes para proteger a verdade, porque se Lula e sua organização continuarem no poder não haverá nem 2030”, escreveu.

Carlos também afirmou que, se Flávio não vencer em 25 de outubro, o Brasil continuará caminhando para uma “Nicarágua sem retorno”, em referência ao regime autoritário comandado por Daniel Ortega.

A cobrança mais dura partiu de Paulo Figueiredo, que direcionou suas críticas a deputados, senadores e governadores já eleitos no primeiro turno. Segundo ele, parte desses políticos deixou de trabalhar pela candidatura presidencial de Flávio.

“Sabe o que me deixa PUTO da vida? Os deputados, senadores e governadores que estão eleitos e resolveram DESCANSAR e pararam de fazer campanha”, afirmou.

Figueiredo anunciou que passará a divulgar publicamente os nomes dos políticos que, em sua avaliação, não estão contribuindo para a campanha. A ameaça amplia a pressão sobre aliados que já garantiram seus mandatos, mas dos quais o bolsonarismo espera participação ativa na disputa presidencial.

Outros integrantes do grupo também intensificaram os apelos por mobilização. No grupo de Whatsapp “tropa do Flávio”, o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) pediu que os apoiadores não esperassem a vitória sem trabalhar por ela enquanto Nikolas Ferreira (PL-MG), por sua vez, anunciou atividades em municípios mineiros para ampliar a votação de Flávio no segundo turno.

Flávio tenta conter clima de vitória antecipada

As cobranças ocorrem depois de o próprio Flávio Bolsonaro demonstrar preocupação com a possibilidade de seus aliados diminuírem o ritmo da campanha.

No domingo, durante um encontro com lideranças políticas em São Paulo, o candidato pediu empenho na reta final e alertou para os riscos de considerar a disputa resolvida. A reunião contou com a participação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de prefeitos aliados.

O contraste entre as campanhas ficou evidente no fim de semana. Enquanto Lula participava de uma manifestação de rua na Paulista, Flávio reunia lideranças políticas para reforçar sua articulação eleitoral.

A campanha bolsonarista também prepara uma manifestação na Avenida Paulista para o próximo domingo (18), uma semana antes da votação. O evento, chamado de “Bloquinho 22”, foi divulgado por Flávio e seus aliados como parte do esforço de mobilização.

A movimentação ocorre em uma disputa na qual Flávio terminou o primeiro turno à frente de Lula, mas ainda precisa conquistar votos para garantir a Presidência. Para o petista, a mobilização nas ruas é uma das apostas para reduzir a abstenção, recuperar eleitores e ampliar sua votação.

Fazendeiros ameaçam invadir terra indígena no Pará se Flávio Bolsonaro vencer eleições

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Indígenas da TI Apyterewa receberam ameaças sobre invasão logo após o segundo turno, em caso de vitória do senador; governo federal monitora o caso
Fazendeiros ameaçam invadir terra indígena no Pará se Flávio Bolsonaro vencer eleições


Fazendeiros ameaçam invadir a Terra Indígena Apyterewa, no Pará, caso Flávio Bolsonaro (PL) vença as eleições de 2026, revelam áudios obtidos pela Folha de S. Paulo e divulgados nesta segunda-feira (12).  As mensagens, enviadas por WhatsApp a indígenas nos últimos dias, indicam que a invasão está planejada para 25 de outubro, data do segundo turno, e já são de conhecimento dos órgãos de inteligência do governo federal. O território é lar dos Parakanã, povo de recente contato com não indígenas e, por isso, considerado especialmente vulnerável.

Segundo os oito áudios reunidos pela Folha, fazendeiros da região afirmam que entrarão na Terra Indígena Apyterewa e construirão fazendas dentro do território assim que o resultado das urnas confirmar a vitória de Flávio Bolsonaro. A partir do cruzamento dos metadados de origem dos áudios com bancos de dados e conversas com investigadores que atuam no caso pela Folha, ficou confirmado que as mensagens são ligadas a endereços nos arredores do território Apyterewa.
O conteúdo dos áudios – que não foi transcrito pela Folha por razões de segurança – mostra que  os fazendeiros esperam que Flávio Bolsonaro, se eleito, e o governador já eleito do Pará, Dr. Daniel (Podemos), retirem o território dos Parakanã e o repassem aos pecuaristas da região. A Folha chegou a entrar em contato com a campanha de Flávio, que não respondeu, e com a assessoria de Dr. Daniel, que afirmou que não vai comentar sobre o caso.

Governo federal em alerta

As ameaças chegaram ao centro do governo federal. Os áudios e os relatos foram pautados na reunião do Comitê de Desintrusão do governo Lula (PT) realizada na última quinta-feira (8). Polícia Federal, Ibama, Funai e Ministério dos Povos Indígenas afirmaram que monitoram a situação. A pasta declarou acompanhar o “aumento da pressão para a ocupação ilegal do território” e informou, em nota, que o Comitê “deliberou pelo reforço das ações de segurança, incluindo o aumento do efetivo mobilizado, a fim de intensificar a manutenção da desintrusão e prevenir novas ocupações ilegais”.

A gravidade do cenário é reconhecida internamente. Um agente da Polícia Federal, sob anonimato, disse à Folha que as informações de inteligência sobre as ameaças aos Parakanã são “sólidas e preocupantes”. O silêncio dos políticos citados nas mensagens contrasta com a movimentação dos órgãos federais: enquanto PF, Ibama, Funai e o Ministério dos Povos Indígenas acionam protocolos de segurança, nem a campanha de Flávio Bolsonaro nem a gestão estadual do Pará apresentaram qualquer posicionamento sobre as ameaças registradas.

Histórico de devastação na Apyterewa

A Terra Indígena Apyterewa, localizada próxima ao rio Xingu, no Pará, carrega um histórico de violência. Durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), o desmatamento no território disparou: dados do Inpe mostram que a área destruída saltou de 18,9 km² em 2018 para 85,3 km² em 2019, primeiro ano da gestão Bolsonaro, e atingiu o recorde de 102,2 km² em 2022. Com a chegada do governo Lula, o número recuou para 20,6 km² em 2023, mas a pressão sobre o território nunca cessou.

A ocupação ilegal chegou a produzir estrutura física permanente dentro da área protegida: pecuaristas construíram uma pequena cidade dentro da Apyterewa, conhecida como Vila Renascer. A existência dessa ocupação ilegal consolidada é evidência de que as ameaças atuais não partem do zero. A Apyterewa foi também um dos territórios objeto da ADPF 709, ação ajuizada no Supremo Tribunal Federal para garantir a proteção de terras indígenas. O que os áudios revelados pela Folha indicam é que, para parte dos fazendeiros da região, um resultado eleitoral favorável seria suficiente para retomar o avanço sobre um território que o Estado brasileiro reconhece e é obrigado a proteger.


PT

Extremistas atacam evento pró Lula no Rio de Janeiro

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Polícia abre investigação sobre ataque em ato pró-Lula

Ao menos 10 pessoas, entre elas uma criança, ficaram feridas após serem atingidas por pedras e garrafas PET com água no Largo da Carioca
Ato pró-Lula no Largo da Carioca, no Centro do Rio, terminou com feridos


Divulgação
A 5ª DP (Mem de Sá) instaurou um inquérito para apurar o ataque contra participantes de um ato pró-Lula, ocorrido no Largo da Carioca, no Centro do Rio, na noite desta sexta-feira (9). Ao menos 10 pessoas, entre elas uma criança, ficaram feridas após serem atingidas por pedras e garrafas PET com água, arremessadas contra uma mobilização em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.
Movimentos sociais e parlamentares se reuniram em frente ao Edifício Avenida Central, por volta das 17h. Cerca de duas horas depois, pessoas que estavam em um prédio próximo começaram a jogar balões com água do alto do edifício. Em seguida, despejaram baldes com água e garrafas sobre os manifestantes. De acordo com os relatos, pedras e outros objetos também foram arremessados. Com o impacto, algumas pessoas sofreram ferimentos leves.
Segundo a organização do ato, entre os feridos estão duas integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto do Rio de Janeiro (MTST). Após o ataque, as vítimas se dirigiram à 5ª DP (Mem de Sá) para registrar a ocorrência.
Na delegacia, Gabriel Siqueira, coordenador nacional do MTST, classificou o caso como atentado e tentativa de homicídio.
"Jogaram pedra de gelo e alguns líquidos que a gente nem sabe o que é. Nós fizemos o BO, enviamos todos os vídeos e já identificamos quem foi que fez. Essa semana, vamos pedir uma reunião com o condomínio e com a Polícia Militar porque o comitê do Lula e a nossa campanha não vão para, mesmo com o atentado terrorista, com o ataque fascista. Se acerta em cheio essas senhoras, que são trabalhadoras do MTST, a gente podia ter uma tragédia. Para nós, isso é uma tentativa de homicídio", contou.
A advogada Alana Alves, coordenadora nacional do movimento Vida Além do Trabalho (VAT), afirmou que todas as medidas jurídicas serão tomadas.
"O que aconteceu é inadmissível, tendo em vista que era uma manifestação pacífica. Estávamos ali apenas em uma plenária organizativa e o que aconteceu não deveria acontecer com ninguém. A gente quer que as investigações sejam com o rigor que a lei pede. A gente vai estar aqui para que essas pessoas sejam punidas", destacou.
A Polícia Civil informou que as vítimas prestaram depoimento na delegacia e outras diligências são realizadas para esclarecer os fatos.
Repúdio
A ex-governadora do Rio e ex-deputada federal Benedita da Silva (PT), que disputou uma vaga no Senado nas eleições de 2026, também participava do ato. Enquanto discursava, os autores do ataque continuaram lançando água do alto do prédio.
"É assim que eles querem governar o Estado, sem nenhuma democracia, mas eles vão ter que me aturar. Podem nos ameaçar, porque nós não temos medo da luta. Eles não terão sossego, porque estão provocando conflito. Nós somos votos democráticos, temos base popular e, por isso, eles estão morrendo de medo da gente", disse.
Em nota, a assessoria de Renata Souza, reeleita deputada estadual, que também participou do ato, condenou o episódio e pediu a apuração dos fatos.
"A agressão contra duas mulheres negras com trajetórias de luta pela democracia expressa a violência e a intolerância fascistas que tentam intimidar a participação política. O episódio merece repúdio e apuração: nenhuma divergência política justifica ataques ou ameaças", declarou a assessoria.
Lula e Flávio Bolsonaro (PL) disputam o segundo turno no próximo dia 25.


Candidato bolsonarista diz em áudio que seu 'eleitor bebe detergente'

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José Medeiros também afirmou que seu votante é aquele que 'ora para alinígena '; sonora teria sido enviada ao irmão de Gilmar Mendes, do STF




Em áudio vazado, o deputado federal e candidato ao Senado por Mato Grosso, José Medeiros (PL), diz que seu eleitor "bebe detergente". "Você sabe que o meu eleitor é aquele eleitor que ora para alienígena e bebe detergente, né? Esse eleitor, Chico", disse o deputado bolsonarista. O áudio teria sido enviado ao prefeito de Diamantino, Chico Mendes, irmão do ministro Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.


Em outro áudio direcionado a Chico Mendes, Medeiros afirma que não ataca o STF. "Uma coisa que eu não tenho feito, por exemplo, eu não ataco o STF, viu, Chico. Meu marketing aqui tinha feito um negócio, eu falei: 'Olha, quero que corte tudo'. Eu não leio um texto para gravação que tenha qualquer coisa mencionando o STF. Falei 'se vocês pedirem para eu esculhambar com Alexandre de Moraes, pode me ligar até no meio da noite, que eu faço isso, mas não me peça para falar de outros ministros e tal", afirmou Medeiros na conversa.

Os áudios obtidos pela imprensa local viralizaram. Nas redes sociais, Zé Medeiros não desmentiu o conteúdo dos áudios, mas ironizou a repercussão. Medeiros é o candidato ao Senado em Mato Grosso apoiado pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e diz ter sido escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para concorrer ao cargo.

Nesta quarta-feira, em publicação nas redes sociais, Medeiros afirmou que "Mato Grosso está vivendo a eleição mais suja da sua história" e que "estão tentando destruir sua reputação". Medeiros acusa seus adversários de articularem uma operação contra ele via STF. "A última jogada foi tentar articular uma operação contra mim e assim que soube disso eu fui pessoalmente a Brasília procurar o Ministro Gilmar Mendes e dizer-lhe cara a cara que não tenho nada a temer porque não devo nada. Recebi a informação de que não há nenhuma investigação em andamento envolvendo o meu nome", escreveu na publicação.

Interlocutores do deputado minimizam o teor dos áudios e alegam que o conteúdo foi descontextualizado. Segundo eles, a analogia a "beber detergente" significa que são eleitores convictos e que não retrocedem. Eles atribuem o vazamento dos áudios ao avanço do candidato nas pesquisas de intenção de voto ao Senado por Mato Grosso.



Operação da PF investiga envio de R$ 2 milhões em emendas para produtora de filme do ex-presidente

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Operação autorizada pelo ministro Flávio Dino investiga suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares. Na lista de alvos estão duas ONGs chefiadas pela dona da produtora do filme 'Dark Horse'.

A operação da Polícia Federal (PF) deflagrada nesta quinta-feira (10) contra suspeitas de desvios de recursos de emendas parlamentares busca investigar o repasse de R$ 2 milhões em dinheiro público pelo deputado federal Mario Frias (PL-RJ) para organizações ligadas à proprietária da produtora do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A PF cumpre 49 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em endereços de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.
Entre os alvos estão o deputado federal e duas ONGs de Karina Ferreira da Gama, produtora do filme "Dark Horse": Instituto Conhecer Brasil (ICB) e Academia Nacional de Cultura (ANC). A empresa produtora do filme, Go Up, não está na mira dos mandados.
Segundo informações obtidas pela reportagem, o celular de Mário Frias foi apreendido durante o cumprimento dos mandados.
A TV Globo entrou em contato com Mário Frias e com a defesa de Karina Ferreira da Gama, mas ainda não obteve resposta.
Em maio, o parlamentar enviou uma manifestação ao STF, na qual negou que as emendas enviadas para ONGs ligadas à produtora do filme de Bolsonaro tenham sido enviadas a "qualquer produção cinematográfica" (relembre o caso mais abaixo).
A PF afirma que uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados é suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovar que os serviços contratados foram realmente prestados.
As tentativas de esconder os desvios teriam continuado até julho deste ano, de acordo com os investigadores.


PF apreende 7 armas durante operação que mira Mario Frias e produtora do filme 'Dark Horse'

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Operação autorizada pelo ministro Flávio Dino investiga suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares. Na lista de alvos estão duas ONGs chefiadas pela dona da produtora do filme 'Dark Horse'.

A Polícia Federal (PF) apreendeu sete armas de fogo durante a operação deflagrada nesta quinta-feira (10), que apura suspeitas de desvios de recursos de emendas parlamentares e mira o deputado federal Mario Frias (PL-RJ).

A ação autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem como objetivo investigar o repasse de R$ 2 milhões em dinheiro público pelo deputado federal Mario Frias (PL-RJ) para organizações ligadas à proprietária da produtora do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo informações obtidas pelo blog, as armas estariam em nome de Mario Frias, mas foram apreendidas em endereço que não é do parlamentar. Por isso será investigada a posse ilegal de arma de fogo.

Armas apreendidas durante operação Make Up deflagrada nesta quinta-feira (10). — Foto: Reprodução/PF

Armas apreendidas durante operação Make Up deflagrada nesta quinta-feira (10). — Foto: Reprodução/PF

Entre os alvos da operação desta quinta estão o deputado federal e duas ONGs de Karina Ferreira da Gama, produtora do filme "Dark Horse": Instituto Conhecer Brasil (ICB) e Academia Nacional de Cultura (ANC). A empresa produtora do filme, Go Up, não está na mira dos mandados.

Segundo a PF, levantamentos financeiros identificaram movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado.

São investigados os crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Segundo informações obtidas pela reportagem, o celular de Mário Frias foi apreendido durante o cumprimento dos mandados.