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Soraya Thronicke revela ameaça de Bolsonaro sobre segredo de seu filho
O blog do Magal - Opinião, cultura, economia e Política
Manifestações pró-Lula acendem alerta e causam preocupação na campanha de Flávio Bolsonaro
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Por Cleber Lourenço
As manifestações de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que levaram milhares de pessoas às ruas em diferentes regiões do país, ampliaram a pressão por mobilização no bolsonarismo. Nesta segunda-feira (12), Carlos Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo cobraram maior empenho dos aliados na campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), enquanto o candidato tenta evitar um clima de vitória antecipada a menos de duas semanas do segundo turno.
No domingo (11), foram registradas 156 ações favoráveis à reeleição de Lula em 76 cidades brasileiras, segundo levantamento do Comitê Popular de Luta. A principal manifestação ocorreu na Avenida Paulista, em São Paulo, onde a campanha petista estimou a presença de aproximadamente 1 milhão de pessoas. A PM de Tarcísio de Freitas, que sempre faz uma estimativa de público, não atuou na manifestação pró-lula.
A manifestação ocupou sete quarteirões da Paulista e teve forte participação de jovens, estudantes, movimentos sociais, artistas e comunidades de fãs de estrelas da música pop. Lula participou do ato acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), de governadores e de outras lideranças políticas.
Nesta segunda-feira, milhares de apoiadores voltaram às ruas, desta vez na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro. A manifestação ocupou cerca de sete quarteirões da Avenida Atlântica, com bandeiras, cartazes e palavras de ordem em defesa da reeleição do presidente. Lula não participou do evento.
A sequência de atos também incluiu mobilizações em cidades como Belo Horizonte, Curitiba, Recife, Vitória , Salvador e Campinas. Em São Paulo, o estado com mais atividades registradas no domingo, foram contabilizadas 28 ações. O Rio Grande do Sul teve 20, enquanto Bahia e Goiás registraram dez cada um.
Bolsonaristas cobram reação e ameaçam expor aliados
Em meio à mobilização dos apoiadores de Lula, Carlos Bolsonaro publicou uma mensagem em letras maiúsculas para advertir que a eleição ainda não está decidida.
“Repito insistentemente! Não há nada ganho e todos precisamos nos mobilizar em todas as frentes para proteger a verdade, porque se Lula e sua organização continuarem no poder não haverá nem 2030”, escreveu.
Carlos também afirmou que, se Flávio não vencer em 25 de outubro, o Brasil continuará caminhando para uma “Nicarágua sem retorno”, em referência ao regime autoritário comandado por Daniel Ortega.

A cobrança mais dura partiu de Paulo Figueiredo, que direcionou suas críticas a deputados, senadores e governadores já eleitos no primeiro turno. Segundo ele, parte desses políticos deixou de trabalhar pela candidatura presidencial de Flávio.
“Sabe o que me deixa PUTO da vida? Os deputados, senadores e governadores que estão eleitos e resolveram DESCANSAR e pararam de fazer campanha”, afirmou.
Figueiredo anunciou que passará a divulgar publicamente os nomes dos políticos que, em sua avaliação, não estão contribuindo para a campanha. A ameaça amplia a pressão sobre aliados que já garantiram seus mandatos, mas dos quais o bolsonarismo espera participação ativa na disputa presidencial.

Outros integrantes do grupo também intensificaram os apelos por mobilização. No grupo de Whatsapp “tropa do Flávio”, o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) pediu que os apoiadores não esperassem a vitória sem trabalhar por ela enquanto Nikolas Ferreira (PL-MG), por sua vez, anunciou atividades em municípios mineiros para ampliar a votação de Flávio no segundo turno.
Flávio tenta conter clima de vitória antecipada
As cobranças ocorrem depois de o próprio Flávio Bolsonaro demonstrar preocupação com a possibilidade de seus aliados diminuírem o ritmo da campanha.
No domingo, durante um encontro com lideranças políticas em São Paulo, o candidato pediu empenho na reta final e alertou para os riscos de considerar a disputa resolvida. A reunião contou com a participação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de prefeitos aliados.
O contraste entre as campanhas ficou evidente no fim de semana. Enquanto Lula participava de uma manifestação de rua na Paulista, Flávio reunia lideranças políticas para reforçar sua articulação eleitoral.
A campanha bolsonarista também prepara uma manifestação na Avenida Paulista para o próximo domingo (18), uma semana antes da votação. O evento, chamado de “Bloquinho 22”, foi divulgado por Flávio e seus aliados como parte do esforço de mobilização.
A movimentação ocorre em uma disputa na qual Flávio terminou o primeiro turno à frente de Lula, mas ainda precisa conquistar votos para garantir a Presidência. Para o petista, a mobilização nas ruas é uma das apostas para reduzir a abstenção, recuperar eleitores e ampliar sua votação.
Fazendeiros ameaçam invadir terra indígena no Pará se Flávio Bolsonaro vencer eleições
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Indígenas da TI Apyterewa receberam ameaças sobre invasão logo após o segundo turno, em caso de vitória do senador; governo federal monitora o caso
Governo federal em alerta
As ameaças chegaram ao centro do governo federal. Os áudios e os relatos foram pautados na reunião do Comitê de Desintrusão do governo Lula (PT) realizada na última quinta-feira (8). Polícia Federal, Ibama, Funai e Ministério dos Povos Indígenas afirmaram que monitoram a situação. A pasta declarou acompanhar o “aumento da pressão para a ocupação ilegal do território” e informou, em nota, que o Comitê “deliberou pelo reforço das ações de segurança, incluindo o aumento do efetivo mobilizado, a fim de intensificar a manutenção da desintrusão e prevenir novas ocupações ilegais”.
A gravidade do cenário é reconhecida internamente. Um agente da Polícia Federal, sob anonimato, disse à Folha que as informações de inteligência sobre as ameaças aos Parakanã são “sólidas e preocupantes”. O silêncio dos políticos citados nas mensagens contrasta com a movimentação dos órgãos federais: enquanto PF, Ibama, Funai e o Ministério dos Povos Indígenas acionam protocolos de segurança, nem a campanha de Flávio Bolsonaro nem a gestão estadual do Pará apresentaram qualquer posicionamento sobre as ameaças registradas.
Histórico de devastação na Apyterewa
A Terra Indígena Apyterewa, localizada próxima ao rio Xingu, no Pará, carrega um histórico de violência. Durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), o desmatamento no território disparou: dados do Inpe mostram que a área destruída saltou de 18,9 km² em 2018 para 85,3 km² em 2019, primeiro ano da gestão Bolsonaro, e atingiu o recorde de 102,2 km² em 2022. Com a chegada do governo Lula, o número recuou para 20,6 km² em 2023, mas a pressão sobre o território nunca cessou.
A ocupação ilegal chegou a produzir estrutura física permanente dentro da área protegida: pecuaristas construíram uma pequena cidade dentro da Apyterewa, conhecida como Vila Renascer. A existência dessa ocupação ilegal consolidada é evidência de que as ameaças atuais não partem do zero. A Apyterewa foi também um dos territórios objeto da ADPF 709, ação ajuizada no Supremo Tribunal Federal para garantir a proteção de terras indígenas. O que os áudios revelados pela Folha indicam é que, para parte dos fazendeiros da região, um resultado eleitoral favorável seria suficiente para retomar o avanço sobre um território que o Estado brasileiro reconhece e é obrigado a proteger.
Extremistas atacam evento pró Lula no Rio de Janeiro
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Polícia abre investigação sobre ataque em ato pró-Lula
Candidato bolsonarista diz em áudio que seu 'eleitor bebe detergente'
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José Medeiros também afirmou que seu votante é aquele que 'ora para alinígena '; sonora teria sido enviada ao irmão de Gilmar Mendes, do STF
Em outro áudio direcionado a Chico Mendes, Medeiros afirma que não ataca o STF. "Uma coisa que eu não tenho feito, por exemplo, eu não ataco o STF, viu, Chico. Meu marketing aqui tinha feito um negócio, eu falei: 'Olha, quero que corte tudo'. Eu não leio um texto para gravação que tenha qualquer coisa mencionando o STF. Falei 'se vocês pedirem para eu esculhambar com Alexandre de Moraes, pode me ligar até no meio da noite, que eu faço isso, mas não me peça para falar de outros ministros e tal", afirmou Medeiros na conversa.
Nesta quarta-feira, em publicação nas redes sociais, Medeiros afirmou que "Mato Grosso está vivendo a eleição mais suja da sua história" e que "estão tentando destruir sua reputação". Medeiros acusa seus adversários de articularem uma operação contra ele via STF. "A última jogada foi tentar articular uma operação contra mim e assim que soube disso eu fui pessoalmente a Brasília procurar o Ministro Gilmar Mendes e dizer-lhe cara a cara que não tenho nada a temer porque não devo nada. Recebi a informação de que não há nenhuma investigação em andamento envolvendo o meu nome", escreveu na publicação.
Interlocutores do deputado minimizam o teor dos áudios e alegam que o conteúdo foi descontextualizado. Segundo eles, a analogia a "beber detergente" significa que são eleitores convictos e que não retrocedem. Eles atribuem o vazamento dos áudios ao avanço do candidato nas pesquisas de intenção de voto ao Senado por Mato Grosso.
Operação da PF investiga envio de R$ 2 milhões em emendas para produtora de filme do ex-presidente
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Operação autorizada pelo ministro Flávio Dino investiga suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares. Na lista de alvos estão duas ONGs chefiadas pela dona da produtora do filme 'Dark Horse'.
PF apreende 7 armas durante operação que mira Mario Frias e produtora do filme 'Dark Horse'
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Armas apreendidas durante operação Make Up deflagrada nesta quinta-feira (10). — Foto: Reprodução/PF
Entre os alvos da operação desta quinta estão o deputado federal e duas ONGs de Karina Ferreira da Gama, produtora do filme "Dark Horse": Instituto Conhecer Brasil (ICB) e Academia Nacional de Cultura (ANC). A empresa produtora do filme, Go Up, não está na mira dos mandados.
Segundo a PF, levantamentos financeiros identificaram movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado.
São investigados os crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.
Segundo informações obtidas pela reportagem, o celular de Mário Frias foi apreendido durante o cumprimento dos mandados.



