Atualidades

Mostrando postagens com marcador Nikolas Ferreira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nikolas Ferreira. Mostrar todas as postagens

Nikolas chama Vorcaro de 'lindão' e cobra ativo minerário, revela site

O blog do Magal - Opinião, cultura, economia e Política

Deputado também pediu desculpas ao banqueiro por publicações que havia feito com críticas a evento financiado pelo Master, em Londres

Luana Piovani desce a lenha em Ana Castela e bota o dedo na ferida

O blog do Magal - Opinião, cultura, economia e Política




A foto de Ana Castela e Nikolas Ferreira gerou grande repercussão política e social, com críticas de figuras públicas como Luana Piovani e Pabllo Vittar, além de debates sobre a posição política de Ana Castela.

Ana Castela posou para fotos com o deputado federal Nikolas Ferreira durante a Festa do Peão de Barretos, em São Paulo, o que gerou polêmica nas redes sociais.

A atriz Luana Piovani, cuja filha é fã da cantora, praticamente a proibiu e ironizou o episódio nos stories do Instagram, dizendo: “Ainda bem que minha filha não foi no show dessa zinha”.

Repercussão nas redes foi elevada. Internautas comentaram de forma crítica e sarcástica sobre Ana Castela, destacando que ela não teria paz após o episódio e questionando sua posição política ligada ao agro e ao sertanejo. Outras reações vieram de Pabllo Vittar. A beldade deixou de seguir Ana Castela no Instagram após a publicação da foto.

Na imagem, Ana Castela e Nikolas aparecem fazendo o número 22 com as mãos, referência ao Partido Liberal (PL), ligado ao deputado e ao ex-presidente Jair Bolsonaro.


Nikolas explica como patrimônio saltou de R$ 36 mil para R$ 3,9 milhões

O blog do Magal - Opinião, cultura, economia e Política


Em 4 anos, deputado declarou aumento de mais de 10.000% nos bens
Nikolas explica como patrimônio saltou de R$ 36 mil para R$ 3,9 milhões
crédito: Reprodução/Instagram

Nikolas Ferreira é o deputado federal mais votado da história de Minas Gerais
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) declarou R$ 3.898.456,67 em bens à Justiça Eleitoral, representando aumento de mais de 10.000% no patrimônio em relação aos R$ 36.820,46 declarados por ele em 2022. Em vídeo, o parlamentar explicou o salto.
Nikolas mostrou que R$ 2,2 milhões correspondem a um imóvel que ele está financiando ao longo de 35 anos. Segundo a documentação registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ainda restavam ser pagos R$ 1,7 milhão em dezembro do ano passado.

Salto no patrimônio

O parlamentar também disse que é empresário e tem “a maior escola de inglês para cristãos do Brasil”, além de ganhar dinheiro com palestras e livros. Ele afirmou que busca outras fontes de renda para além da atuação como deputado “até mesmo para me resguardar dos processos que a esquerda move contra mim”. No último mês, ele foi condenado a pagar R$ 20 mil em indenização ao PT.
Nikolas aproveitou a deixa para criticar opositores, como a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), que declarou R$ 15 mil, e o presidente Lula (PT), que declarou redução de R$ 2,6 milhões no patrimônio em relação a 2022. “Imagina, o cara que não administra nem a grana dele vai conseguir fazer isso com o país? Se bem que tem a Janja, né? Aí dá para entender o gasto”, ironizou.
“A todos que tentaram usar isso contra mim, muito obrigado. Só deram mais uma chance de mostrar quem eu sou. E diferente da esquerda, que acha que não dá pra enriquecer honestamente sendo político, porque eles pressupõem que todo mundo é bandido e corrupto igual a eles. Mas eu não sou eles. E eu nunca vou ser. Não há nada de errado em prosperar, crescer, construir patrimônio com trabalho honesto”, completou.


Duda Salabert cobra R$ 65 mil de Nikolas após condenação por transfobia

O blog do Magal - Opinião, cultura, economia e Política



Deputada aciona Justiça após deputado não pagar indenização por danos morais; valor ainda pode aumentar caso Nikolas não pague em 15 dias
Duda  Salabert cobra R$ 65 mil de Nikolas após condenação por transfobia

Duda Salabert e Nikolas Ferreira
crédito: Douglas Magno/AFP e TV Câmara/YouTube/Reprodução

A deputada federal Duda Salabert (PDT) acionou a Justiça de Minas Gerais para dar início à fase de cumprimento de sentença contra o também deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), condenado em definitivo ao pagamento de indenização por danos morais em razão de manifestações consideradas transfóbicas. A medida foi tomada após o parlamentar não realizar o pagamento espontâneo do valor estabelecido pela Justiça.
Duda Salabert cobra Nikolas Ferreira: 'Aguardando meu Pix'
Na petição, a defesa de Duda solicita que Nikolas seja formalmente intimado a quitar o montante de R$ 65.522,29, cifra que corresponde à atualização do débito. Caso não haja pagamento no prazo legal de 15 dias, a deputada pede a incidência de multa de 10%, conforme prevê a legislação processual.
A condenação já transitou em julgado. A defesa de Nikolas tentou reverter a decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas o recurso não foi aceito. Em junho de 2025, a Quarta Turma da Corte rejeitou o agravo apresentado e ainda acrescentou em 10% os honorários dos advogados em favor da parlamentar. Desde agosto, não há mais possibilidade de novos recursos.
O caso
A condenação tem como base entrevistas concedidas por Nikolas ao Estado de Minas, em 2020, nas quais o então vereador afirmou que se referiria à colega parlamentar no masculino, negando o reconhecimento de sua identidade de gênero. Em uma das declarações, ele disse que continuaria a chamá-la de “ele”, sustentando que se apoiava em critérios “biológicos”.
Em outra entrevista ao EM, Nikolas afirmou não temer eventuais ações judiciais e declarou que não via caráter transfóbico em suas falas, argumentando que estaria apenas expressando o que chamou de entendimento científico sobre sexo biológico.
Na decisão, o juiz afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) permite que a pessoa transgênero possa alterar o nome e o gênero nos documentos e que é um "direito do ser humano de buscar a integridade e apresentar-se à sociedade como de fato se enxerga".

Nikolas menospreza candidatura de Flávio

O blog do Magal - Opinião, cultura, economia e Política

Nikolas menospreza candidatura de Flávio e já atua por outro nome após humilhar Eduardo Bolsonaro

Nikolas menospreza candidatura de Flávio



Disposto a assumir o comando do bolsonarismo, Nikolas desacredita a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e trabalha por um nome que poderia ter ajuda imprescindível para conquistar nichos mais populares, ligados a Lula.

Criado na lacração das redes em meio ao recrudescimento do neofascismo no Brasil, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) estaria realmente disposto a tirar das mãos do clã Bolsonaro o comando da ultradireita no Brasil.

Na sexta-feira (13), o deputado mineiro humilhou Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que tenta colocar a culpa na "sociedade brasileira" e nos parlamentares aliados pela suspensão da sanção ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinada por Donald Trump.

"A falta de coesão interna e o insuficiente apoio às iniciativas conduzidas no exterior contribuíram para o agravamento da situação atual", escreveu o filho "03" de Bolsonaro em nota pública, assinada em conjunto com seu cúmplice na empreitada, o influenciador Paulo Figueiredo, neto do ditador João Baptista Figueiredo.

Em meio ao bate-boca generalizado entre os bolsonaristas, Nikolas rebateu a nota de Eduardo, se colocando na briga para assumir o comando da horda de extremistas que ainda orbita em torno do clã Bolsonaro.

"Atribuir ao povo brasileiro ou aos parlamentares a responsabilidade por uma decisão geopolítica tomada pelos Estados Unidos não é apenas um erro de análise - é uma fraude intelectual", iniciou o deputado mineiro, expondo as mentiras do que classificou como "narrativa infantil" de Eduardo.

Agora, Nikolas busca viabilizar nos bastidores do Congresso uma alternativa à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, lançada por determinação de Jair Bolsonaro (PL), preso na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília.

Segundo informações de Igor Gadelha, no site Metrópoles, Nikolas tem menosprezado as pretensões do filho "01" do ex-presidente e dito aos aliados que a candidatura de Flávio pode não decolar.

Segundo relatos de pessoas que participaram de rodas de conversas, o deputado mineiro já estaria atuando para viabilizar a candidatura do governador paranaense, Ratinho Jr., do PSD de Gilberto Kassab.

Nikolas estaria usando como argumento o fato de que o governador é filho do apresentador Carlos Ratinho Massa, do SBT, que é dono de uma vasta rede de emissoras de rádio e tv pelo país.

Para Nikolas, Ratinho pode atrair apoio de "classes mais populares", historicamente ligados a Lula, para a candidatura do filho. Procurado, o deputado mineiro preferiu não se pronunciar sobre o assunto.

Nas redes, o único pronunciamento de Nikolas sobre a candidatura de Flávio aconteceu no dia 5 de fevereiro. Em nota protocolar, o deputado disse que "Bolsonaro escolheu Flávio para a próxima disputa".

"Que essa escolha ajude a abrir o caminho para a anistia  e para que brasileiros injustamente presos voltem para casa", disse, timidamente.

 




Nikolas Ferreira diz que polícia fez a 'maior faxina da história do Rio' em megaoperação

O blog do Magal - Opinião, cultura, economia e Política

Nikolas Ferreira diz que polícia fez a 'maior faxina da história do Rio' em megaoperação


Nikolas Ferreira discursa sobre a megaoperação no Rio, nesta terça-feira (28)Reprodução / X


O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que a polícia do Rio fez a "maior faxina da história" da cidade, em referência à megaoperação nos complexos da Penha e Alemão, Zona Norte do Rio, que registrou 64 mortos, entre eles quatro agentes, nesta terça-feira (28). O parlamentar também disparou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defendeu medidas mais duras contra traficantes.

Publicidade

"A maior faxina da história do Rio de Janeiro. 60 criminosos mortos que estavam criando um cenário de guerra em um local onde as pessoas são subordinadas ao tráfico. E aqui eu digo com muita tranquilidade, porque olha só, um pai de família com duas crianças é assassinado brutalmente e a esquerda comemora, zomba e brinca", disse, fazendo menção à morte do ativista Charlie Kirk. "Daí, traficante é morto pela polícia e eles estão de luto. Deve ser porque perderam 60 eleitores hoje. E aí eu digo, meus senhores, cadê a soberania que vocês tanto arrotam? Que soberania é essa? Que o morador da favela não tem soberania nem sobre a sua casa."
Nikolas também atacou o Governo Federal, cobrando medidas para que as Forças Armadas entrem nos confrontos entre as autoridades e criminosos.
"O governador Cláudio Castro pediu três vezes blindados à Marinha, foram todos negados, e ainda com o argumento de que 'É necessário instituir a Garantia da Lei e da Ordem (GLO)'. E sabe o que que o Lula falou? Que não decretará GLO no Rio e não quer Forças Armadas nas favelas brigando com bandido. Você quer que as Forças Armadas do Brasil briguem com quem? Com tatu na Amazônia? As Forças Armadas precisam fazer o seu papel quanto necessário, assim como foi feito quando Braga Netto, que agora tá preso, mas poderia estar atuando contra criminoso, como quando ele colocou a GLO na época do Temer, lá no Rio", argumentou.
Por fim, o deputado pediu ações mais rígidas contra facções criminosas e opinou que seus integrantes deveriam cumprir pena fora do Brasil. "A primeira coisa pra gente ter um país sério não é somente tarifa zero, gás de graça, fundo não sei o quê de graça, picanha. Sabe o que nós precisamos como país para dar certo? Nós precisamos de paz. E para estabelecer a paz, precisa acabar com aqueles que estão tirando a nossa paz. Simples assim. Parem de acreditar nessa conversa que pode parecer bonita, pode ter uma voz fofa, talvez querendo dizer que na verdade tem que fazer assim e assim, mas o que essas organizações criminosas precisam é de repressão séria", avaliou.
Operação mais letal da história do Rio
A megaoperação nos complexos da Penha e Alemão registrou 60 suspeitos mortos. Dois policiais civis e dois PMs também morreram durante a ação. Outros oito agentes ficaram feridos e mais quatro pessoas foram vítimas de bala perdida. Ao todo, as equipes prenderam 81 suspeitos e apreenderam 93 fuzis, além de uma grande quantidade de drogas.
Essa já é considerada a operação mais letal da história do estado. O número de mortos é o dobro do registrado na ação do Jacarezinho há quatro anos, quando 28 pessoas acabaram mortas.
Em coletiva de imprensa na Cidade da Polícia, Cláudio Castro afirmou que o Governo do Estado está isolado. "A operação é maior que a de 2010 e não tem nenhum auxílio das forças federais. O Rio está sozinho nessa operação. (...) O Rio não produz esse poder bélico e isso tá entrando pelas fronteiras e financiado via lavagem de dinheiro", disse.
Segundo a Secretaria Municipal de Educação, na região do Complexo do Alemão, 29 escolas foram impactadas. Já no Complexo da Penha, 17 unidades interromperam o funcionamento.
A concessionária Rio Ônibus registrou 96 ônibus utilizados como barricadas e 204 linhas impactadas pelos desdobramentos da megaoperação.

Nikolas ataca Felca por estar na Globo

O blog do Magal - Opinião, cultura, economia e Política

Blog do Magal



Nikolas ataca Felca: 'Modinha que se juntou ao que mais criticava'

Deputado bolsonarista ironiza influenciador após confirmação de sua estreia na TV Globo, em quadro sobre saúde mental e redes sociais

Nikolas critica Felca após anúncio de quadro no "Fantástico": "modinha"

crédito: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados/Reprodução/Redes Sociais

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou o influenciador digital Felca, que recentemente teve confirmada sua estreia em um quadro do programa “Fantástico”, da TV Globo, previsto para 2026. Em uma postagem no X (antigo Twitter) no domingo (19/10), o parlamentar mineiro publicou um meme acusando o youtuber de hipocrisia e de ter se tornado "uma modinha".

A publicação traz uma montagem com seis imagens que, segundo o parlamentar, ilustrariam “duas fases” de Felca. Na primeira parte, o deputado usa uma foto antiga do youtuber, quando ele produzia vídeos criticando as chamadas “lives de NPC”, acompanhada da legenda: “começou criticando modinha”.

Já na sequência, Nikolas mostra imagens de Felca em um ensaio para a revista Elle Brasil, da qual foi capa. Na imagem ao lado, aparece o influenciador Felipe Neto, insinuando que Felca teria aderido ao comportamento que antes criticava.

A montagem termina com fotos de Felca ao lado da jornalista Maju Coutinho, em referência ao novo projeto do influenciador na Globo. A iniciativa da emissora veio após Felca viralizar com um vídeo sobre adultização e saúde mental, o que motivou o convite para comandar o quadro no programa.

O espaço abordará temas como autoestima, relacionamentos, bullying e transtornos emocionais nas redes sociais.

Assessor de Nikolas tinha negócios com empresa investigada pela PF


Operação Rejeito: inquérito em tramitação na Justiça Federal aponta que o advogado Thiago Rodrigues teria intermediado negociação de lavra de minério

Foto do deputado federal Nikolas Ferreira

Por meio de nota, Nikolas informou "o profissional atua regularmente como advogado, com escritório registrado, e não há qualquer impedimento jurídico"

Blog do Magal


crédito: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press

 Thiago Rodrigues de Faria, assessor jurídico do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), foi um dos intermediários, por meio de um contrato de confiabilidade, de uma negociação envolvendo uma lavra de minério e uma das empresas investigadas pela Operação Rejeito, a Gmais Ambiental, que, segundo a Polícia Federal (PF), seria de fachada. A Gmais, de acordo com a investigação, teria como verdadeiros donos e gestores o delegado da Polícia Federal Rodrigo Teixeira e o lobista Gilberto Carvalho, ligado ao PL mineiro, ambos presos pela Operação Rejeito.

Thiago Rodrigues também assina a denúncia feita por Nikolas contra a deputada federal Duda Salabert (PDT) na Polícia Federal, por supostas irregularidades na prestação de contas de campanha eleitoral. Essa denúncia foi elaborada com base em informações levantadas pelo empresário e ex-deputado estadual João Alberto Paixão Lages, também preso na Operação Rejeito.

Ela foi protocolada na PF com o apoio de Rodrigo Teixeira e de Gilberto Carvalho – que também já foi assessor na Câmara Municipal de Belo Horizonte do vereador Uner Augusto (PL), suplente de Nikolas quando o deputado exercia mandato no Legislativo municipal.

Saiba quem são os alvos da Operação Rejeito deflagrada pela PF

Conforme as investigações, o assessor jurídico de Nikolas, lotado no gabinete do parlamentar em Brasília, assinou em janeiro deste ano, por meio de sua empresa (Thiago Rodrigues Sociedade Individual de Advocacia), constituída em agosto de 2024, um contrato de intermediação de compra e venda de um lavra minerária em sociedade com a Gmais, empresa que teria sido criada para ocultar os verdadeiros donos, segundo a PF.

Esse contrato também teve como sócia a mineração Topázio Imperial, que detém os direitos minerários de uma lavra onde está localizada uma das barragens de maior risco do estado. O grupo, ainda de acordo com as investigações, estava interessado em vender a lavra da Topázio para exploração minerária. Mas, antes, precisava desembaraçar a empresa, detentora dos direitos minerários de uma lavra em Ouro Preto, no Distrito de Rodrigo Silva, cuja exploração foi suspensa em função de uma ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF).

Empresários presos e servidores afastados: esquema de devastação ambiental

Isso por causa da barragem Água Fria, considerada um dos sete barramentos com maior risco de rompimento no país. A barragem, conforme o MPF, foi construída nos mesmos moldes das que romperam em Mariana, em novembro de 2015, e Brumadinho, em janeiro de 2019.

Atividades suspensas

A Gmais, em cujo endereço funciona uma clínica de estética, no Bairro Santo Agostinho, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, tinha procuração da Topázio para atuar junto aos órgãos ambientais, visando a retomada das atividades minerárias. A partir da Operação Rejeito, a Gmais teve suas atividades suspensas, além dos bens sequestrados e os sigilos quebrados por autorização judicial.

A empresa já teve como sócio oficial Gilberto Carvalho, mas ele deixou a empresa e em seu lugar ficou seu marido, Luiz Fernando Vilela Leite.

Pelo contrato, assinado em janeiro deste ano com a Gmais, Thiago Rodrigues, por meio de seu escritório, receberia 25% do lucro total, estimado entre de US$ 30 e US$ 45 milhões, caso a autorização para voltar a minerar a área da Topázio fosse concluída com sucesso e a lavra vendida. A Gmais ficaria com 50% e um escritório de contabilidade (Estabil Contabilidade), com 25%.

“Chamaram a atenção os valores prováveis da negociação sobre os quais os apresentantes seriam remunerados. O valor inicial era de US$ 30.000.000,00 podendo ultrapassar os US$ 45M, valor que geraria 20% de comissão aos parceiros Gmais, Estabil escritório contábil e Thiago Rodrigues advocacia”, diz um trecho do inquérito.

Toda essa transação foi feita por meio de um contrato de confiabilidade, cujos nomes dos beneficiários não poderiam aparecer publicamente, e que, de acordo com as investigações, contou com a participação de Thiago Rodrigues na elaboração dos termos do contrato.

Rodrigues também foi o responsável, segundo a investigação, pela criação, em abril de 2024, de um grupo de WhatsApp juntamente com Gilberto Carvalho, batizado de Projeto Ferro, no qual os investigados discutiam os termos da transação envolvendo a lavra da Topázio, firmada por meio do contrato assinado em janeiro deste ano, e cuja versão final, de acordo com as mensagens interceptadas, foi enviada para a conferência de Thiago Rodrigues.

Projeto Ferro

Em uma das conversas nesse grupo, Thiago Rodrigues pede uma reunião com alguém identificado por ele apenas como R, mas que para a PF seria o delegado Rodrigo Teixeira. “Chegou a falar com o R sobre um call nosso?”, escreveu no grupo Projeto Ferro o assessor jurídico de Nikolas Ferreira.

Ainda de acordo com as investigações, antes de ser firmado o contrato da Gmais para o arrendamento da lavra da Topázio, várias versões de minutas foram trocadas entre os investigados. E, em uma delas, quem figuraria como sócio era o ex-deputado João Alberto Lages.

Rodrigo Teixeira, que antes da operação ocupava o cargo de diretor do Serviço Geológico Brasileiro, órgão ligado ao Ministério de Minas e Energia, é investigado por suposta atuação oculta e ativa no mercado minerário, mediante a utilização de pessoas jurídicas interpostas e articulações com empresários investigados por organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro.

Pedido de votos no Crea-MG

Muito ligado ao PL mineiro, Gilberto Carvalho teve Nikolas Ferreira como principal cabo eleitoral em sua campanha para o comando do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de Minas Gerais (Crea-MG). Ele também foi assessor da coronel Cláudia Romualdo, que foi candidata a vice-prefeita da chapa do deputado estadual Bruno Engler (PL) à Prefeitura de Belo Horizonte, em 2024. Ele é apontado pela Operação Rejeito como o lobista junto ao Legislativo e aos órgãos públicos.

Por meio de nota, o deputado Nikolas Ferreira afirmou que “trata-se de uma área (de mineração) disponível no mercado”. “O advogado, no exercício de sua atividade privada, pode intermediar esse tipo de negociação. Importante destacar que a área mencionada não é de titularidade de nenhum dos investigados. O profissional atua regularmente como advogado, com escritório registrado, e não há qualquer impedimento jurídico.

Ressalta-se que se trata de atividade privada e que o deputado não possui qualquer relação”. Procurado, Thiago Rodrigues afirmou que “como advogado recebeu a proposta de tentar vender essa área”.