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Por onde anda Michelle Bolsonaro no 2º turno

O blog do Magal - Opinião, cultura, economia e Política

Michelle Bolsonaro recua e deixa Flávio sem a ajuda no 2º turno

Por onde anda Michelle Bolsonaro no  2º turno



Um detalhe sobre Michelle Bolsonaro (PL-DF), ex-primeira-dama e senadora eleita, tem chamado a atenção. Acontece que ela não participou de eventos de campanha ao lado do enteado, Flávio Bolsonaro (PL), durante o 2º turno das eleições presidenciais. Em vez disso, a esposa de Jair concentrou suas atividades eleitorais no Distrito Federal e em regiões próximas a Brasília.

Michelle Bolsonaro tinha planos de viajar pelo país por Flávio, mas mudou a rota

Embora apoie a candidatura de Flávio à Presidência, Michelle dividiu a agenda entre atos em favor de Flávio e a campanha de Celina Leão (PP) ao governo do DF. De acordo com “O Globo”, a princípio a equipe da ex-primeira-dama cogitou viagens por quatro ou cinco capitais para pedir votos ao enteado.

Manaus, Salvador e João Pessoa estavam entre os destinos avaliados. A proposta previa deslocamentos rápidos, com retorno a Brasília no mesmo dia, mas não saiu como planejado.


A estratégia pretendia mobilizar mulheres e evangélicos por meio da rede construída pela ex-primeira-dama, especialmente no PL Mulher. Ela também deveria dividir compromissos com a senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

Ex-primeira-dama deixa campanha nacional de enteado de lado e reforça apoio a Celina

Nesta semana, Michelle participou de atos em Palmas e Cidade de Goiás (GO), além de carreatas em Brasília, Ceilândia e Taguatinga. No DF, ela também intensificou o apoio a Celina, amiga próxima e candidata ao governo estadual.

A permanência na capital também está ligada à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, que limita as ausências prolongadas da senadora. Dessa forma, a previsão é que ela acompanhe a apuração de domingo em casa, ao lado do marido.



Michelle Bolsonaro saiu fortalecida com decisão de Alexandre de Moraes

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A decisão de Alexandre de Moraes de barrar as visitas de Flávio Bolsonaro ao pai abriu uma nova frente de conflito no clã Bolsonaro. Longe de atribuírem a medida apenas ao cumprimento de uma decisão judicial, os filhos do ex-presidente passaram a suspeitar que a restrição fortaleceu Michelle Bolsonaro, que agora seria a única interlocutora com acesso direto a Jair Bolsonaro. A desconfiança, expõe a crescente disputa de poder e influência dentro da família no momento em que o ex-presidente enfrenta o período mais delicado de seu isolamento político e judicial.
ichelle Bolsonaro, saiu fortalecida com decisão  de Alexandre de Moraes



A restrição foi determinada após Flávio receber de Jair Bolsonaro uma carta manuscrita e fazer a leitura pública do texto em uma transmissão ao vivo nas redes sociais. Ao prestar esclarecimentos ao STF, Bolsonaro afirmou que desconhecia a intenção do filho de divulgar o conteúdo.

Nos bastidores, porém, os filhos do ex-presidente interpretam a decisão de Moraes como um movimento que retirou justamente o interlocutor escolhido por Bolsonaro para transmitir suas mensagens ao público.

Suspeitas ampliam guerra interna no clã Bolsonaro

De acordo com a apuração, a avaliação dos filhos é que, ao impedir novas visitas de Flávio, Moraes acabou concentrando em Michelle Bolsonaro a interlocução direta com o ex-presidente. A leitura feita pelo núcleo familiar é de que a ex-primeira-dama passou a ocupar, na prática, um espaço político que antes era dividido com os filhos.

A suspeita expõe o nível de desgaste entre Michelle e os herdeiros políticos de Jair Bolsonaro. Nos bastidores, a decisão do STF deixou de ser vista apenas como uma medida judicial e passou a ser interpretada, pelos filhos, como um fator que alterou a disputa por influência dentro da família.

Estratégias opostas diante de Moraes

Aliados de Michelle negam qualquer aproximação direta entre a ex-primeira-dama e Alexandre de Moraes. No entanto, reconhecem que ela defende uma postura menos confrontadora em relação ao ministro, apostando no diálogo em vez do enfrentamento institucional.

A estratégia contrasta com a posição de parte dos filhos de Bolsonaro, que defendem uma postura mais dura contra o STF. Um dos episódios mais citados como símbolo dessa divergência foi quando Michelle chamou Moraes de "irmão em Cristo", declaração que provocou forte incômodo entre os filhos do ex-presidente.

Mais do que diferenças de discurso, o embate revela uma disputa pelo controle da narrativa e pela condição de principal representante política de Jair Bolsonaro durante seu afastamento da vida pública.

Carta acirrou disputa familiar

A crise se agravou após Michelle divulgar um vídeo relatando conflitos com Flávio Bolsonaro, acusando o enteado de humilhá-la e tratá-la de forma desrespeitosa. Pouco depois, Jair Bolsonaro entregou ao senador a carta que seria lida publicamente nas redes sociais.

Na avaliação dos filhos, a leitura do documento representava uma demonstração de confiança do ex-presidente em Flávio. A decisão de Moraes, tomada na sequência, foi interpretada como um fator que esvaziou esse papel e fortaleceu Michelle como única interlocutora autorizada.

Outro ponto levantado pelos aliados de Flávio é que manifestações anteriores de Jair Bolsonaro foram divulgadas sem provocar medidas semelhantes por parte do STF, inclusive uma em que o ex-presidente pedia o fim dos ataques contra Michelle. Essa diferença de tratamento alimentou, entre os filhos, a percepção de que a suspensão das visitas teve efeitos políticos além dos aspectos processuais.

Independentemente da interpretação adotada pelos envolvidos, a decisão aprofundou uma disputa que já vinha sendo travada longe dos holofotes. Com Jair Bolsonaro em prisão domiciliar e submetido a restrições de comunicação, a disputa por quem fala em seu nome tornou-se um dos principais focos de tensão dentro do próprio núcleo familiar.


Michelle ainda não decidiu sobre candidatura ao Senado

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) ainda não bateu o martelo sobre a candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. 

A avaliação no entorno de Michelle é de que a decisão está “50% para sim e 50% para não” e só será tomada em conjunto com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Michel ainda não decidiu sobre candidatura ao Senado


Michelle pretende discutir com Bolsonaro os impactos práticos de uma candidatura, especialmente em relação ao calendário de viagens e à possibilidade de manter uma agenda nacional para apoiar candidatas do PL durante a campanha.

Além da estratégia eleitoral, pesa na decisão a situação de saúde do ex-presidente. Aliados de Michelle avaliam que a ex-primeira dama está com mobilidade “limitada” pelos cuidados prestados a Bolsonaro desde que ele passou a cumprir prisão domiciliar.

A prisão domiciliar de Bolsonaro também impõe restrições às visitas. Na decisão que concedeu o benefício por razões humanitárias, posteriormente prorrogado por tempo indeterminado, o ministro Alexandre de Moraes estabeleceu que o ex-presidente só pode receber familiares e advogados, além de manter restrições ao uso de celulares e redes sociais.

Moraes também rejeitou um pedido da defesa para conceder livre acesso aos filhos do ex-presidente, entendendo que a flexibilização das visitas não tinha amparo jurídico.

Nos bastidores, aliados avaliam que Michelle deve anunciar sua decisão antes do início das convenções partidárias, marcadas para o período de 20 de julho a 5 de agosto.


O vídeo de Michelle Bolsonaro contra Flávio Bolsonaro viralizou

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O vídeo de Michelle Bolsonaro contra Flávio Bolsonaro não viralizou apenas como uma briga familiar. Levantamentos de redes sociais mostram que a gravação virou um dos maiores incêndios digitais recentes da extrema direita, atravessou plataformas, mobilizou perfis jornalísticos, canais de política, influenciadores e militantes, e transformou uma disputa local no Ceará em crise nacional pela sucessão de Jair Bolsonaro.
O vídeo de Michelle Bolsonaro contra Flávio Bolsonaro não viralizou


A crise começou no entorno da aliança do PL com Ciro Gomes no Ceará, mas rapidamente saiu do debate partidário. Como mostrou a Fórum, Michelle acusou Flávio de agir de forma machista e autoritária, relatou ter sido humilhada em uma ligação telefônica e afirmou que o senador tenta desgastar candidaturas femininas defendidas por ela no PL.

O efeito nas redes foi imediato. Levantamento do Data Fórum, feito a partir de dados de YouTube, Instagram e Facebook, mostra que o caso Michelle x Flávio gerou uma onda de repercussão em múltiplas camadas: vídeo longo, cortes, reels, posts noticiosos, comentários, lives e publicações de militância. No recorte analisado, foram identificados 491 vídeos relevantes no YouTube e 618 posts únicos no Instagram e no Facebook, totalizando 1.109 conteúdos monitorados sobre o episódio.

YouTube transformou a briga em produto político

No YouTube, os 491 vídeos relevantes foram publicados por 326 canais e somaram 3.352.900 visualizações, 322.511 curtidas, 58.145 comentários e 380.656 interações. O dado mostra que o episódio não ficou restrito à publicação original de Michelle: ele foi rapidamente reembalado como produto político em análises, cortes, transmissões ao vivo e vídeos de comentário.

O recorte sem canais jornalísticos tradicionais reforça esse ponto. Foram 316 vídeos, publicados por 223 canais, com 1.710.142 visualizações e 260.196 interações. Embora tenham concentrado pouco mais da metade das visualizações do universo relevante, esses canais responderam por 68,4% das interações. Em outras palavras: a militância e os influenciadores foram decisivos para transformar o vídeo em arena de disputa política.

Entre os temas mais fortes no YouTube, a categoria “vídeo/humilhação” liderou em volume, com 225 vídeos, 1.538.242 visualizações e 133.658 interações. Em seguida vieram “Michelle x Flávio”, com 116 vídeos, 979.140 visualizações e 144.084 interações; “Ceará/Ciro/PL”, com 93 vídeos e 444.083 visualizações; “racha no clã”, com 42 vídeos; e “sucessão/voto feminino”, com 15 vídeos.

A curva temporal também mostra a força do episódio. No YouTube, a maior concentração ocorreu na noite de 24 de junho. Entre 18h e 23h, foram publicados 211 vídeos relevantes, que somaram 2.398.573 visualizações e 251.739 interações. O pico de audiência ocorreu às 22h, quando os vídeos publicados naquela faixa horária acumularam 642.368 visualizações e 84.691 interações.

Instagram e Facebook somaram 2,3 milhões de interações

No Instagram e no Facebook, o DataFórum identificou 618 posts únicos, publicados por 332 perfis, entre 17h17 de 24 de junho e 12h04 de 25 de junho. Juntos, esses posts somaram 2.336.225 interações, entre curtidas, comentários, reações e compartilhamentos.

O Instagram concentrou a maior parte da repercussão: 482 posts e 2.166.278 interações, o equivalente a 92,7% do total medido nas duas plataformas. O Facebook teve 136 posts e 169.947 interações. A diferença mostra que a crise performou principalmente no ambiente de reels, vídeos curtos e perfis de grande circulação.

A explosão foi quase imediata. Apenas entre 18h e 20h de 24 de junho, os posts monitorados no Instagram e no Facebook somaram 1.379.118 interações, quase 59% de toda a repercussão medida nesse recorte. O primeiro pico foi puxado por publicações de alta circulação, antes de ser reprocessado por militantes, influenciadores e comentaristas políticos.

Os 10 posts de maior desempenho concentraram 803.571 interações, ou 34,4% do total. Os 20 maiores posts reuniram 1.128.180 interações, cerca de 48,3% da repercussão. O dado mostra uma circulação concentrada no topo, mas com cauda longa suficiente para manter o assunto vivo em centenas de perfis.

Outro indicador relevante é o peso dos comentários. Nos posts de Instagram e Facebook, foram 620.804 comentários, o equivalente a 26,6% das interações totais. As curtidas somaram 1.612.544, cerca de 69% do total. A presença elevada de comentários indica que o episódio não foi apenas consumido passivamente: virou debate, briga, torcida e disputa de interpretação.

Humilhação, Ciro, Ceará e racha: o vocabulário da crise

A análise semântica dos posts mostra que a crise foi organizada em torno de poucas palavras de alto impacto emocional. A palavra “humilhada” apareceu em 293 posts, que somaram mais de 1 milhão de interações. “Ciro” apareceu em 284 posts, com mais de 1,2 milhão de interações. “Ceará” apareceu em 359 posts, com cerca de 1,35 milhão de interações.

Também tiveram forte presença termos como “aliança”, “desrespeitada”, “ríspido”, “maltratada”, “punhalada”, “PL Mulher”, “família” e “racha”. A combinação desses termos explica por que o vídeo performou tanto: Michelle não apareceu apenas como alguém em conflito com o enteado, mas como mulher desautorizada por uma estrutura masculina de poder dentro do próprio bolsonarismo.

No YouTube, a mesma lógica se repetiu. Entre os vídeos relevantes, termos ligados a “humilhada” apareceram em 115 vídeos, com 676.809 visualizações. “Ciro” e “Ceará” apareceram em 161 vídeos cada. “Família” apareceu em 144 vídeos. Já “expõe”, “punhalada”, “racha” e “detona” ajudaram a transformar a crise em conteúdo de alto apelo para cortes, lives e comentários políticos.

Ativaweb DataLab aponta 10,8 milhões de menções em 4 horas

Em outro recorte, a Ativaweb DataLab, em levantamento conduzido por Alek Maracajá, mediu a repercussão mais ampla do episódio nas primeiras horas após a publicação. Segundo o estudo, o vídeo de Michelle Bolsonaro mobilizou 10.878.001 menções em apenas quatro horas, considerando redes sociais, portais, perfis jornalísticos, influenciadores políticos e comentários públicos.

O número não representa usuários únicos, mas menções monitoradas. Ainda assim, a velocidade de propagação indica que o vídeo ultrapassou rapidamente a bolha bolsonarista e passou a ocupar o centro do debate político digital. A crise deixou de ser uma conversa interna do PL e virou pauta nacional sobre liderança, alianças eleitorais, unidade da direita e sucessão de Jair Bolsonaro.

O estudo da Ativaweb DataLab também aponta predominância de percepção favorável a Michelle no recorte analisado: 79,7% das manifestações foram classificadas como positivas, contra 10,1% neutras e 10,2% negativas. A leitura é politicamente relevante porque mostra que um episódio potencialmente danoso foi convertido, para parte expressiva da base, em demonstração de força da ex-primeira-dama.

A distribuição geográfica reforça a capilaridade da crise. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais aparecem como os três estados mais impactados, seguidos por Bahia, Paraná, Goiás, Distrito Federal, Pernambuco, Ceará e Santa Catarina. O Ceará, origem da divergência sobre a aliança do PL com Ciro Gomes, aparece como polo simbólico da conversa, mas a repercussão se nacionalizou em poucas horas.

Michelle cresceu no meio do incêndio

O levantamento da Ativaweb DataLab também mostra que Michelle vinha de um período de retração no Instagram. Entre 27 de maio e 24 de junho, seu perfil acumulou perda de 12.188 seguidores. Após a publicação do vídeo, a curva mudou: foram 4.879 novos seguidores em quatro horas, recuperando cerca de 40% das perdas acumuladas no mês.

O dado ajuda a explicar por que a crise não pode ser lida apenas como desgaste. Para Flávio Bolsonaro, o vídeo abriu uma frente pública de vulnerabilidade. Para Michelle, funcionou como reativação de base, reposicionamento de autoridade e demonstração de capacidade de pauta. Ela deixou de aparecer apenas como aliada familiar da pré-campanha e passou a atuar como personagem com força própria no tabuleiro da direita.

A crise que a Fórum mostrou em capítulos

A repercussão digital cresceu porque o vídeo não ficou isolado. Depois da publicação de Michelle, Flávio tentou conter o estrago com um pedido de desculpas em forma de textão, mas a resposta não encerrou o caso. Pelo contrário: virou novo combustível para a discussão sobre humilhação, liderança e desgaste da candidatura do senador.

A crise ganhou outro capítulo quando a Fórum mostrou que Flávio usou a esposa, Fernanda Bolsonaro, para rebater a madrasta. O movimento reforçou a leitura de que o senador, em vez de controlar a narrativa, passou a reagir a uma crise que já havia escapado do núcleo familiar e tomado as redes.

O racha também contaminou a tropa digital bolsonarista. A Fórum mostrou que Allan dos Santos entrou no caso com referência a um “homem decapitado” e que Paulo Figueiredo publicou uma foto de Michelle beijando Alexandre de Moraes, numa tentativa de transformar a ex-primeira-dama em alvo da própria máquina de ataques da extrema direita.

O caso também produziu silêncios eloquentes. Aliado de Michelle, Nikolas Ferreira se calou sobre o vídeo, enquanto Eduardo Bolsonaro insinuou traições no entorno conservador. A crise, assim, deixou de ser apenas uma divergência sobre o PL no Ceará. Virou disputa sobre quem será autorizado a falar em nome de Bolsonaro.

O problema de Flávio não é só Michelle

A força digital do vídeo está no fato de que ele condensou várias crises em uma só: a disputa do PL no Ceará, a aliança com Ciro Gomes, o comando do PL Mulher, a sucessão de Jair Bolsonaro, o desempenho de Flávio entre mulheres e a guerra pelo direito de falar em nome do bolsonarismo.

Flávio entrou na crise como pré-candidato escolhido por Jair Bolsonaro. Saiu dela como personagem obrigado a responder publicamente à madrasta, enquanto sua própria base discutia se Michelle foi humilhada, traída ou desrespeitada. Nas redes, essa diferença importa: Michelle ocupou o lugar de vítima com poder de pauta; Flávio ficou no lugar de herdeiro contestado dentro de casa.

O resultado é politicamente corrosivo para o senador. Se a pré-campanha precisava vender unidade, o vídeo entregou divisão. Se precisava ampliar pontes com o eleitorado feminino, produziu uma crise pública com a mulher de maior capital simbólico da direita. Se precisava mostrar autoridade, terminou reagindo a uma cobrança que viralizou antes que sua campanha conseguisse controlar a narrativa.

No fim, o vídeo de Michelle não apenas expôs uma briga familiar. Ele mostrou que o bolsonarismo entrou em 2026 sem comando incontestável, com Flávio tentando herdar o sobrenome, Michelle testando a própria força e influenciadores da extrema direita disputando a narrativa em público. Nas redes, a chamada “família tradicional” virou um reality show político movido a ressentimento, cálculo eleitoral e muita roupa suja em praça pública.

Flávio Bolsonaro pede desculpas a Michelle e fala em 'gesto não correspondido'

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Ex-primeira-dama publicou vídeo em que afirma ter sido 'humilhada' pelo senador.

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou, no fim da noite desta quarta-feira (24), uma carta aberta em resposta à Michelle Bolsonaro (PL-DF) após a ex-primeira-dama divulgar um vídeo relatando ter sido humilhada pelo enteado. A manifestação do pré-candidato à Presidência ocorre horas após ele ironizar e minimizar a situação.
Durante uma live antes do início do jogo da seleção brasileira contra a Escócia, Flávio já havia declarado que "nada nem ninguém" o aborrece. Já no texto, o pré-candidato diz que "nunca" desrespeitou, maltratou e humilhou uma mulher na vida. "Jamais o faria com a esposa do meu próprio pai".
"Em nenhum momento ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se o fiz em algum momento, mais uma vez, peço desculpas. Tenho por ela respeito e reconhecimento pelo trabalho no PL Mulher, pelo cuidado com meu pai e por tudo o que representa para o Brasil," disse o senador.

As divergências entre ele e Michelle são parte de um processo natural, argumenta Flávio. Mas mesmo que "pessoas comprometidas com o mesmo propósito enxerguem caminhos diferentes para chegar ao melhor resultado", o foco seria "livrar" o Brasil "de Lula e do PT".

O senador disse ainda que tentou convidar a ex-primeira-dama para participar de uma reunião com as lideranças femininas conservadoras, mas que ela não atendeu a ligação nem respondeu a mensagem. 
"Hoje (quarta) pela manhã, eu mesmo fiz questão de ligar para Michelle e convidá-la, pessoalmente. Fiz mais um gesto não correspondido. Não atendeu. Deixei mensagem. Também não retornou. Para minha surpresa, na tarde de hoje ela publicou o vídeo."

Michelle reage a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência

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Michelle reage a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência



A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) endossou publicamente a candidatura presidencial do enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL), para as eleições de 2026.

Em uma mensagem publicada nos Stories do Instagram, ela desejou sucesso ao herdeiro político da família, declarando: “Que Deus te abençoe, Flávio Bolsonaro, nesta nova missão pelo nosso amado Brasil. Que o senhor te dê sabedoria, força e graça em cada passo, e que a mão dele conduza o teu caminho para o bem da nossa nação”.

Michelle reage a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência em 2026 (Foto: Instagram)

Flávio Bolsonaro agradece Michelle mes



Flávio Bolsonaro agradece Michelle mesmo após rusga

Quanto ao apoio público da madrasta, o senador agradeceu  e assumiu o compromisso, afirmando que se coloca “diante de Deus e diante do Brasil para cumprir essa missão. E sei que Ele irá à frente, abrindo portas, derrubando muralhas e guiando cada passo dessa jornada”.

A indicação de Flávio pelo ex-presidente Jair Bolsonaro consolida uma estratégia de sucessão familiar, mas seu caminho até a eleição não será sem obstáculos.


Isso porque a escolha dele enfrenta resistência significativa dentro da própria base política bolsonarista. Aliados próximos a Michelle e setores influentes do Partido Liberal (PL) veem a candidatura com ceticismo, preferindo nomes com maior apelo técnico ou de perfil menos associado ao núcleo familiar.

Essa tensão interna aumentou ainda mais quando o diretório estadual do PL no Ceará declarou apoio a Ciro Gomes (PSDB), uma movimentação que desagradou profundamente Michelle e gerou um embate público com seus enteados.

Embora o partido tenha suspendido posteriormente o apoio a Ciro, o episódio revelou rachaduras significativas. A nomeação de Flávio, portanto, ocorre em um contexto de disputas pelo controle do projeto político e pela lealdade do eleitorado de direita.

Piada de Michelle sobre impotência de Bolsonaro azedou relação com Flávio

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Briga de Flávio e Michelle Bolsonaro começou por piada dela sobre impotência, diz jornal
Piada de Michelle  sobre impotência de Bolsonaro azedou relação com Flávio

Situação constrangedora teria ocorrido pouco depois da prisão de Jair Bolsonaro. O filho mais velho ficou furioso após madrasta acabar com fama de “imbrochável” do pai
O Brasil acompanha nos últimos dias a novela do racha e da queda de braço entre os herdeiros do espólio eleitoral de Jair Bolsonaro (PL), uma grande confusão notadamente protagonizada pela esposa do ex-presidente criminoso, Michelle Bolsonaro, e pelos três filhos mais velhos dele, especialmente o primogênito, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O que não era conhecido até o momento é o motivo da mais nova ignição que incendiou o clã que lidera a extrema direita nacional.
Mas esse mistério foi desvendado e a razão é constrangedora, como tudo que envolve a família do golpista. Segundo o jornal O Globo, do Rio de Janeiro, numa reunião realizada dias após a prisão de Bolsonaro [decretada na manhã de 22 de novembro em caráter ainda preventivo, para da início dias depois ao cumprimento formal da pena], numa reunião da cúpula do PL, Michelle teria feito declarações em tom jocoso sobre a suposta virilidade e inabalável disposição erétil do marido.

A matéria do veículo de imprensa da família Marinho relata que a coisa já começou a ficar estranha no encontro quando Michelle revelou que o apelido íntimo do esposo era “meu galo”, por ele adorar comer milho cozido. As caras e bocas dos participantes já teriam revelado um mal-estar com a fala. Na sequência, a ex-primeira-dama teria arrematado afirmando que, "agora com Bolsonaro na cadeia", ele “teria que provar que é imbrochável mesmo”.

A partir daí, o que se sabe é que Flávio ficou possesso. Ele teria pedido a palavra e dito que aquele não era um momento para se falar esse tipo de coisa, pois “a reunião poderia estar sendo gravada”, e que, se tal fato [a impotência sexual] viesse a público, poderia “ser algo danoso” para imagem de seu pai. O climão se instalou imediatamente e a impressão clara que ficou para todos na cúpula do PL é que a coisa iria escalar em breve. 

Dito e feito: poucos dias depois Michelle já implodia um acordo da legenda com o ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PSDB), no Ceará, desafiando a autoridade dos filhos do ex-presidente condenado.

Voo solo de Michelle deixa filhos de Bolsonaro em guerra com a madrasta

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Filhos de Bolsonaro e PL querem ‘enquadrar’ Michelle

Michelle Bolsonaro - Dumagal

Fotos: Lula Marques/Agência Brasil e Paul Hennessy/Anadolu via AFP

O ex-presidente Jair Bolsonaro mal se acostumou com a cela onde vai cumprir parte da pena de mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e já assiste a uma guerra familiar pela disputa de seu papel de liderança na direita brasileira. A tensão no núcleo mais íntimo dos Bolsonaro explodiu nesta segunda-feira após uma declaração de Michelle Bolsonaro em um comício em Fortaleza. A ex-primeira-dama criticou publicamente a aliança firmada pelo PL do Ceará com Ciro Gomes, afirmando que o acordo foi “precipitado” e insinuou deslealdade da legenda ao marido. A intervenção inesperada irritou os filhos do ex-presidente. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu primeiro e afirmou que Michelle “atropelou” Bolsonaro ao desautorizar um movimento que, segundo ele, havia sido previamente avalizado pelo ex-presidente. Carlos Bolsonaro endossou o irmão e afirmou que é preciso “respeitar a liderança” do pai. Jair Renan também compartilhou as críticas. Mais tarde, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos EUA, classificou a fala da madrasta como “injusta e desrespeitosa”. (g1)

Os ataques contra Michelle pelos irmãos Bolsonaro aconteceram no X, a plataforma usada por eles para criticar, defender, elogiar ou enviar recados a aliados ou inimigos. Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro fizeram posts atacando a madrasta. O caçula, Jair Renan, tratou de reproduzir as críticas.

A atuação de Michelle tem incomodado não só a família. Lideranças do Centrão têm manifestado incômodo com a atuação dela na articulação de palanques estaduais para 2026. Com Bolsonaro impedido de atuar politicamente, dirigentes de partidos de direita avaliam que Michelle tenta assumir protagonismo nas negociações eleitorais. Ela comanda hoje o PL Mulher, estrutura que ampliou sua influência interna na sigla. Mesmo aliados do bolsonarismo admitem, nos bastidores, desconforto com a intervenção da ex-primeira-dama. Líderes do centro e da direita afirmam não querer que integrantes da família Bolsonaro ditem alianças locais, consideradas cruciais para a formação de palanques competitivos em 2026. (g1)

O conflito entre os filhos do ex-presidente e a madrasta é antigo, dos tempos em que a família estava no poder. Mas desta vez o estopim da crise familiar ocorreu na terça-feira passada, quando Michelle Bolsonaro fez uma piada durante reunião do PL que desagradou aos filhos do ex-presidente. Diante de dirigentes da sigla, a ex-primeira-dama contou que havia preparado milho cozido para o marido e revelou o apelido íntimo com que o chama: “meu galo”. Na sequência, fez uma brincadeira afirmando que Bolsonaro precisava mostrar que continuava “imbrochável”, referência às medalhas dos “3 is” distribuídas por ele a aliados. A fala foi interpretada por integrantes da família como exposição indevida do ex-presidente.