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Lula reune uma multidão no Centro de BH

O blog do Magal - Opinião, cultura, economia e Política



Segundo a campanha, mais de 200 mil pessoas foram às ruas da capital para apoiar a virada petista no segundo turno.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lotou o Centro de Belo Horizonte nesta quarta-feira (21/10) para o último ato em Minas Gerais na campanha pela reeleição. Milhares de apoiadores seguiram o líder petista ao longo da Avenida Amazonas e o ouviram discursar com ânimo para virar no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), topando as condições estabelecidas para que ambos abram o sigilo bancário e telefônico. Lula comparou a discussão com um jogo de truco, dizendo que está com o "zap", enquanto o rival só tem "cartas falsas".
"O mineiro é especialista em jogar truco", destacou o petista. Ele disse que Flávio "inventou um monte de mentiras e trucou 6" ao dizer que aceitaria a proposta de quebra de sigilos se o presidente mostrasse os registros do ex-chefe de gabinete Marcola, do Instituto Lula e do cartão corporativo do Palácio do Planalto. "Eu vou meter um 9 na cara dele amanhã. Ele não tem uma carta boa, só tem mentira. Eu estou com zap, 7 de copas, espada e ouro. E ainda tenho um três de reserva. Ele vai saber o que é um campeão de truco que aprendeu a jogar com o povo mineiro", acrescentou.


Leandro Couri/EM / D.A Press / Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
O evento marca uma das últimas ações públicas da campanha no segundo maior colégio eleitoral do país antes da votação do segundo turno, marcada para o próximo domingo (25/10)-Leandro Couri/EM/D.A Press
Em outra referência a Minas Gerais, Lula citou o lema "Eu acredito", da torcida do Atlético, como inspiração para buscar uma virada no próximo domingo (25/10). No primeiro turno, ele ficou com 45,16% dos votos enquanto Flávio liderou com 47,03%, com a menor diferença entre candidatos desde a redemocratização. "O Atlético precisava fazer quatro gols no Corinthians, e, no Estádio Independência, a torcida do Atlético começou a gritar 'Eu acredito', e o Atlético ganhou de 4 a 3 do Corinthians (no agregado). No outro jogo, contra o Flamengo, o Atlético precisava marcar quatro gols. A torcida começou a gritar: 'Eu acredito', e o Atlético ganhou de 4 a 3 (também no agregado)."

Ele se referiu à campanha do Galo na Copa do Brasil de 2014, em que venceu o time paulista por 4 a 1, de virada, no jogo de volta das quartas de final, após ter pedido a ida por 2 a 0. Na semifinal, o alvinegro também saiu perdendo por 2 a 0 contra o Flamengo e outra vez virou com um 4 a 1 em casa, embalado pela torcida. O Atlético acabou campeão ao vencer o arquirrval Cruzeiro na final.

"Agora, a torcida de Minas, a torcida de Belo Horizonte, vai gritar: 'Eu acredito, eu acredito!'. É esse grito que os mineiros não podem esquecer", embalou Lula. O estado tem o histórico de pêndulo nacional: quem vence a eleição aqui, conquista o país. No primeiro turno, porém, a balança pesou para a direita, e Flávio abriu vantagem de 48,2% a 43,32% no território mineiro.

O último evento de campanha do presidente em Minas saiu da Praça da Estação e foi até a Praça Raul Soares. Por onde Lula passou, milhares de pessoas esperavam para vê-lo – segundo a campanha, mais de 200 mil. Muitas carregavam cartazes em defesa da soberania nacional, da democracia e dos direitos humanos. Na caçamba de uma caminhonete, o petista acenava e cumprimentava apoiadores. Carregou crianças, dançou e chegou a balançar uma bandeira do Brasil e levantar um exemplar da Constituição Federal.

Ao lado dele, estavam a primeira-dama Janja da Silva, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), a senadora eleita Marília Campos (PT-MG), o senador eleito Rui Costa (PT-BA) e o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), que tem sido o coordenador da comunicação da campanha de Lula no segundo turno.

No carro de trás, estava o deputado federal André Janones (Rede-MG), comandante do "Exército do Lula", canal no WhatsApp para mobilizar a militância digital em favor do presidente, que já conta com mais de 8 milhões de membros. Também estavam o deputado federal e ex-candidato ao governo de Minas Patrus Ananias (PT), o ex-candidato a vice-governador Jarbas Soares (PSB), o ambientalista Ailton Krenak e a presidente do PT em Minas, a deputada estadual Leninha, além dos cantores Djonga e Fernanda Takai.

Lula convocou os apoiadores para integrarem o grupo de Janones. Ele contou que ganhou um celular de Rafael Fonteles e também vai entrar para o "Exército": "O 'general' Janones e o 'marechal' Silva, que sou eu, vamos comandar essa derrota do exército adversário. Pode ficar tranquilo. Eles pensam que somos fracos, mas somos igual ao Exército do Vietnã, que derrotou os Estados Unidos. Somos um exército composto por mulheres e homens brasileiros."

Lula desafia Flávio Bolsonaro a abrir sigilos bancário e telefônico antes do 2º turno

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Presidente propôs que ambos autorizem acesso aos dados financeiros e telefônicos e entreguem os documentos à Justiça antes do segundo turno.
Lula desafia Flávio Bolsonaro a abrir sigilos bancário e telefônico antes do 2º turno


Opresidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desafiou Flávio Bolsonaro (PL) a abrir os sigilos bancário e telefônico dos dois candidatos e de seus familiares durante o debate da Band, realizado neste domingo (18). Em meio à troca de acusações sobre corrupção, Lula propôs que os documentos fossem encaminhados à Justiça para análise antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.
A proposta surgiu depois de uma sequência de confrontos envolvendo investigações policiais, patrimônio e suspeitas levantadas pelos dois candidatos ao longo do debate.

Lula afirmou que estava disposto a apresentar seus próprios registros bancários e telefônicos e cobrou de Flávio a mesma atitude.

“Eu desafio você e eu, amanhã, amanhã, abrirmos a nossa conta bancária, abrirmos nosso sigilo telefônico, para que o povo brasileiro saiba quem é ladrão nesse país”, declarou o presidente.

O petista argumentou que a apresentação dos documentos permitiria esclarecer as acusações de corrupção que marcaram o confronto entre os presidenciáveis.

Lula estende desafio aos familiares

O presidente também propôs que a medida alcançasse os familiares dos dois candidatos, ampliando o acesso às informações financeiras e telefônicas.

“Eu abro da minha família inteira e você abre da sua família”, afirmou Lula.

Durante a intervenção, o presidente sugeriu encaminhar os documentos ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para que fossem examinados antes da votação.

A proposta foi apresentada como uma forma de permitir que a população conhecesse os resultados da análise dos documentos antes de decidir seu voto.

Presidente cobra explicações sobre patrimônio

O desafio também foi acompanhado de uma cobrança sobre o patrimônio de Flávio Bolsonaro, tema mencionado anteriormente durante o debate.

“Eu perguntei da casa, você não explicou”, afirmou Lula, ao retomar o questionamento dirigido ao senador.

O presidente insistiu na necessidade de esclarecer as suspeitas apresentadas durante a campanha e afirmou que os eleitores não deveriam ser induzidos ao erro por acusações sem esclarecimento.

“Porque, senão, o povo vai ser enganado outra vez”, declarou.

O debate entre Lula e Flávio foi marcado por confrontos envolvendo o Banco Master, investigações sobre familiares dos candidatos e acusações relacionadas à corrupção.

Na parte final de sua intervenção, Lula voltou a dirigir o desafio ao adversário e perguntou se ele estaria disposto a solicitar a abertura dos sigilos já no dia seguinte.

A mediadora interrompeu a fala para informar que o tempo havia terminado. No trecho da gravação analisado, Flávio Bolsonaro não chegou a responder à proposta apresentada pelo presidente.




PT

Extremistas atacam evento pró Lula no Rio de Janeiro

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Polícia abre investigação sobre ataque em ato pró-Lula

Ao menos 10 pessoas, entre elas uma criança, ficaram feridas após serem atingidas por pedras e garrafas PET com água no Largo da Carioca
Ato pró-Lula no Largo da Carioca, no Centro do Rio, terminou com feridos


Divulgação
A 5ª DP (Mem de Sá) instaurou um inquérito para apurar o ataque contra participantes de um ato pró-Lula, ocorrido no Largo da Carioca, no Centro do Rio, na noite desta sexta-feira (9). Ao menos 10 pessoas, entre elas uma criança, ficaram feridas após serem atingidas por pedras e garrafas PET com água, arremessadas contra uma mobilização em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.
Movimentos sociais e parlamentares se reuniram em frente ao Edifício Avenida Central, por volta das 17h. Cerca de duas horas depois, pessoas que estavam em um prédio próximo começaram a jogar balões com água do alto do edifício. Em seguida, despejaram baldes com água e garrafas sobre os manifestantes. De acordo com os relatos, pedras e outros objetos também foram arremessados. Com o impacto, algumas pessoas sofreram ferimentos leves.
Segundo a organização do ato, entre os feridos estão duas integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto do Rio de Janeiro (MTST). Após o ataque, as vítimas se dirigiram à 5ª DP (Mem de Sá) para registrar a ocorrência.
Na delegacia, Gabriel Siqueira, coordenador nacional do MTST, classificou o caso como atentado e tentativa de homicídio.
"Jogaram pedra de gelo e alguns líquidos que a gente nem sabe o que é. Nós fizemos o BO, enviamos todos os vídeos e já identificamos quem foi que fez. Essa semana, vamos pedir uma reunião com o condomínio e com a Polícia Militar porque o comitê do Lula e a nossa campanha não vão para, mesmo com o atentado terrorista, com o ataque fascista. Se acerta em cheio essas senhoras, que são trabalhadoras do MTST, a gente podia ter uma tragédia. Para nós, isso é uma tentativa de homicídio", contou.
A advogada Alana Alves, coordenadora nacional do movimento Vida Além do Trabalho (VAT), afirmou que todas as medidas jurídicas serão tomadas.
"O que aconteceu é inadmissível, tendo em vista que era uma manifestação pacífica. Estávamos ali apenas em uma plenária organizativa e o que aconteceu não deveria acontecer com ninguém. A gente quer que as investigações sejam com o rigor que a lei pede. A gente vai estar aqui para que essas pessoas sejam punidas", destacou.
A Polícia Civil informou que as vítimas prestaram depoimento na delegacia e outras diligências são realizadas para esclarecer os fatos.
Repúdio
A ex-governadora do Rio e ex-deputada federal Benedita da Silva (PT), que disputou uma vaga no Senado nas eleições de 2026, também participava do ato. Enquanto discursava, os autores do ataque continuaram lançando água do alto do prédio.
"É assim que eles querem governar o Estado, sem nenhuma democracia, mas eles vão ter que me aturar. Podem nos ameaçar, porque nós não temos medo da luta. Eles não terão sossego, porque estão provocando conflito. Nós somos votos democráticos, temos base popular e, por isso, eles estão morrendo de medo da gente", disse.
Em nota, a assessoria de Renata Souza, reeleita deputada estadual, que também participou do ato, condenou o episódio e pediu a apuração dos fatos.
"A agressão contra duas mulheres negras com trajetórias de luta pela democracia expressa a violência e a intolerância fascistas que tentam intimidar a participação política. O episódio merece repúdio e apuração: nenhuma divergência política justifica ataques ou ameaças", declarou a assessoria.
Lula e Flávio Bolsonaro (PL) disputam o segundo turno no próximo dia 25.


Flávio Bolsonaro quer proibir discurso de Lula na ONU no horário eleitoral

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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e seu candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL), acionaram, na terça-feira (22), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) por suposta prática de conduta vedada no discurso de Lula na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).


Na representação, os candidatos afirmam que Lula teria utilizado o pronunciamento oficial como "palanque político" ao abordar temas presentes em sua campanha, como bets, fim da escala 6x1, soberania nacional, terras raras e Pix. Os autores também destacam que Lula mencionou diretamente as eleições de 4 de outubro durante o discurso.

Flávio e Gaspar pedem, em caráter liminar, que Lula e Alckmin sejam proibidos de utilizar, em propaganda eleitoral, imagens do discurso na ONU ou de atos relacionados à viagem e ao evento. A representação prevê multa de R$ 50 mil por peça ou postagem que descumpra a eventual decisão.

Os candidatos também citam precedente de 2022, quando o TSE proibiu o então presidente Jair Bolsonaro de utilizar, em propaganda eleitoral, imagens de seu discurso na Assembleia Geral da ONU daquele ano. Segundo a representação, a decisão considerou o risco de uso eleitoral de um pronunciamento realizado no exercício da função de chefe de Estado.

Discurso

Lula disse, nesta terça-feira (22), que a Organização das Nações Unidas (ONU) vive, desde 2003, seu momento mais crítico. "A ONU está falhando em uma de suas missões mais elevadas: a de livrar a humanidade do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa."

"O sentimento que me move hoje é o da indignação", disse. "A capacidade da ONU de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exércitos nem arsenais, nunca foi tão pequena", completou.

A declaração foi feita durante a abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Em sua fala, Lula lembrou que essa é a 10ª vez em que abre o debate geral e, da tribuna, voltou a criticar especificamente o trabalho do Conselho de Segurança da organização.

"Somos todos reféns do imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre o seu papel", disse. "Em 1946, já na primeira sessão dessa assembleia, o Brasil alertava para o alto preço que a comunidade internacional pagaria pelo direito de veto. Esse vício conferiu às grandes potências o privilégio da insensatez."

Lula no Jornal Nacional bateu recorde de audiência e superou até novela Quem Ama Cuida

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A entrevista de Lula no Jornal Nacional bateu o recorde de audiência do quadro eleitoral criado pela Globo e apresentado pelos âncoras César Tralli e Renata Vasconcellos, segundo dados divulgados pelo site TV Pop, que compila dados de audiência das emissoras. A sabatina com o presidente atraiu mais audiência do que a novela Quem Ama Cuida, transmitida logo após o telejornal.

Os dados consolidados, divulgadas nesta sexta-feira (28), mostram a entrevista com Lula rendeu uma média de 25,18 pontos de audiência na grande São Paulo. O dado ficou acima do 24,24 na sabatina de Romeu Zema (Novo), realizada na segunda-feira (24), e superou a audiência de Quem Ama Cuida, que foi de 25,17, um décimo a menos.

O pico da audiência chegou a 26,12 pontos, com 39,46% dos televisores da metrópole paulista assistindo a Lula entre 21h06 e 21h54.

Cada ponto de audiência na grande São Paulo equivale a 199.632 pessoas e 78.780 domicílios. Na terça-feira (25), Ronaldo Caiado (PSD) deu 21,67 pontos de audiência. Na quarta-feira (26), com Renan Santos (Missão), os números caíram ainda mais, com 19,8 pontos.

No Rio de Janeiro, Lula obteve média de 30,02 pontos de audiência para a emissora do clã Marinho, com 44,97% dos televisores ligados na sabatina. O índice também foi recorde, superando os 26,26 registrados com Zema.

Na capital fluminense 1 ponto de audiência representa aproximadamente 49.778 domicílios e 122.054 pessoas. Renan Santos registrou 25,95 pontos e Caiado 25,34. Nesta sexta-feira (28), o JN entrevista Flávio Bolsonaro (PL) e no sábado (29), Augusto Cury (Avante).




Lula lidera no estado onde quem chega na frente ganha a eleição, diz Real Time Big Data

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança da disputa presidencial em Minas Gerais no primeiro turno e também no segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os dados são de pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (27).
Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país e costuma ser considerado estratégico nas eleições presidenciais. Desde a redemocratização, todos os presidentes eleitos venceram no Estado.
O levantamento ouviu 2 mil eleitores mineiros entre os dias 22 e 26 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Lula abre cinco pontos no primeiro turno
Na primeira rodada de votação, Lula aparece com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 34%. A diferença é de cinco pontos percentuais.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), aparece em terceiro lugar, com 9%. Renan Santos (Missão) tem 5%, seguido por Pablo Marçal (PRTB), com 4%.
Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 2%, empatado com Augusto Cury (Avante), também com 2%.
Veja os números:
Lula (PT): 39%
Flávio Bolsonaro (PL): 34%
Romeu Zema (Novo): 9%
Renan Santos (Missão): 5%
Pablo Marçal (PRTB): 4%
Ronaldo Caiado (PSD): 2%
Augusto Cury (Avante): 2%
Outros: 1%
Branco/Nulo: 2%
Não sabe/Não respondeu: 2%
Os candidatos Rui Costa Pimenta (PCO), Samara (UP), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Clariana Barão (DC) e Wilson Grassi (Democrata) somaram 1% e foram agrupados na categoria “outros”.
A pesquisa, porém, incluiu Pablo Marçal no questionário apesar de ele não ser candidato à Presidência em 2026. O político está inelegível até 2032.
Segundo turno
Se a eleição fosse para um segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o atual presidente também aparece na frente com uma vantagem menor.
Lula teria 46%, contra 44% de Flávio. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, a diferença está dentro do intervalo estatístico.
Lula (PT): 46%
Flávio Bolsonaro (PL): 44%
Branco/Nulo: 6%
Não sabe/Não respondeu: 4%
O resultado mostra uma distância menor entre os dois principais candidatos do que a registrada no primeiro turno.
Lula e Flávio concentram maiores rejeições
A pesquisa também aponta um cenário de forte rejeição aos dois candidatos que lideram a corrida em Minas.
Flávio Bolsonaro aparece com 51% de rejeição, enquanto Lula tem 50%. A diferença também está dentro da margem de erro, configurando empate técnico.
Na sequência aparecem Pablo Marçal, com 43%; Zema, com 33%; Ronaldo Caiado e Renan Santos, ambos com 32%.
Os índices de rejeição são:
Flávio Bolsonaro: 51%
Lula: 50%
Pablo Marçal: 43%
Zema: 33%
Ronaldo Caiado: 32%
Renan Santos: 32%
Rui Costa Pimenta: 27%
Wilson Grassi: 24%
Augusto Cury: 23%
Samara: 23%
Edmilson Costa: 22%
Hertz Dias: 22%
Clariana Barão: 21%
Apenas 2% dos entrevistados disseram que poderiam votar em todos os candidatos, enquanto 1% não soube ou não respondeu.
Governo Lula
Apesar de liderar a corrida presidencial no primeiro turno e aparecer numericamente à frente de Flávio no segundo, Lula enfrenta uma avaliação negativa entre os eleitores de Minas Gerais.
O governo é desaprovado por 52% dos entrevistados, enquanto 47% aprovam a administração. Outros 1% não souberam ou não responderam.
Na avaliação geral, 43% consideram o governo ruim ou péssimo, contra 31% que classificam a gestão como ótima ou boa. Outros 25% avaliam o governo como regular.
Ruim/Péssimo: 43%
Ótimo/Bom: 31%
Regular: 25%
Não sabe/Não respondeu: 1%
Os números mostram, portanto, um cenário contraditório para Lula em Minas: o presidente mantém a liderança nas intenções de voto para o primeiro turno, mas enfrenta elevada rejeição e uma avaliação majoritariamente negativa do governo. Em um confronto direto com Flávio Bolsonaro, a vantagem de dois pontos desaparece dentro da margem de erro.

Lula evita responder Milei, mas crise diplomática se agrava

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Foto: Sergio Lima/AFP

A crise diplomática entre Brasil e Argentina se aprofundou neste início de semana, com o governo brasileiro atuando de forma conjunta para criticar o presidente argentino Javier Milei por suas falas em que chama o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “presidiário” e “ladrão” na convenção nacional do PL que oficializou o senador Flávio Bolsonaro como candidato do partido à Presidência. Após as declarações, Lula reuniu-se com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e autorizou o Itamaraty a endurecer a reação pela via diplomática. Segundo auxiliares do presidente, a orientação é evitar um confronto público de Lula com Milei e preservar a relação histórica entre Brasil e Argentina. Nos bastidores, auxiliares de Lula afirmam que o governo vê Milei como um aliado, ou “capanga”, do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e avalia que o argentino tenta, há meses, atrair o presidente brasileiro para um embate político.

“É a maior [crise] desde a redemocratização”. Foi assim que Celso Amorim, assessor de assuntos internacionais do Palácio do Planalto, definiu a situação com a Argentina. Para ele, este é o pior momento desde a grande crise entre os dois países em 1973, quando o Brasil assinou o Tratado de Itaipu com o Paraguai. 

O presidente Lula se limitou a ironizar Milei, ao ser questionado sobre os ataques do último fim de semana. Ao deixar uma cerimônia de recepção ao presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, no Palácio do Itamaraty, em Brasília, Lula foi perguntado por jornalistas sobre as falas do argentino e respondeu de forma breve: “Quem é esse cara?”.

Lula dispara aponta pesquisa

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Genial/Quaest: Lula lidera todos os cenários de segundo turno e aumenta vantagem contra Flávio Bolsonaro
Pré-candidato à reeleição possui 45% das intenções de voto em disputa contra o senador, que marca 37%; em abril, petista aparecia com 40%, contra 42% do filho do ex-presidente
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue liderando todos os cenários testados de segundo turno nas eleições. Na disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário até o momento, o petista aparece com 45% das intenções de voto, contra 37% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O cenário representa uma oscilação positiva para Lula, que, na divulgação anterior, marcou 44%, enquanto Flávio tinha 38%.