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Hipólyto celebra repercussão de 'Habeas Corpus' e mira novos desafios
Ator, que integra o elenco da série da Netflix, fala sobre a preparação para o papel e os próximos passos da carreira.
A chegada de "Habeas Corpus" ao Top 10 das produções mais assistidas da Netflix no Brasil marca um novo momento na trajetória de Hipólyto. Na série de drama jurídico, o ator interpreta um jovem condenado que afirma ser inocente e tem seu caso revisitado por uma professora de Direito e um grupo de estudantes. A produção, protagonizada por Marjorie Estiano e Any Gabrielly, estreou mundialmente em 23 de setembro e ampliou a presença do artista no audiovisual, área em que ele pretende investir cada vez mais.
Hipólyto conta que chegou ao projeto por meio de um teste e só conheceu melhor a história quando recebeu o roteiro. O que mais o atraiu foi a possibilidade de interpretar alguém que precisa provar sua inocência. “Acho que foi essa ideia de ter que provar alguma coisa, assim, sabe? Tipo, acho que mais como ator mesmo, pra tentar provar alguma coisa pra sociedade, enfim, sobre coisas que ele fez ou que ele não fez”, afirma.
A construção do personagem também exigiu uma preparação emocional intensa. Segundo o ator, a paternidade foi uma das questões pessoais mobilizadas durante o processo, que incluiu exercícios corporais e o resgate de lembranças. “A preparação foi bem intensa. A gente trouxe muita coisa corporal também, que a preparadora fez com a gente. E trouxe muitas lembranças mesmo, pessoais, que têm a ver muito com paternidade”, conta.
Apesar da repercussão da série, Hipólyto diz que ainda não conseguiu dimensionar o alcance do trabalho. “É muito gratificante, com toda certeza. Mas acho que a magnitude é tão alta, tão grande, que eu não consigo ainda mensurar isso”, afirma. Para ele, a chegada da produção a uma plataforma de alcance internacional representa uma oportunidade importante, embora ainda esteja assimilando o resultado.
Apesar da repercussão da série, Hipólyto diz que ainda não conseguiu dimensionar o alcance do trabalho. “É muito gratificante, com toda certeza. Mas acho que a magnitude é tão alta, tão grande, que eu não consigo ainda mensurar isso”, afirma. Para ele, a chegada da produção a uma plataforma de alcance internacional representa uma oportunidade importante, embora ainda esteja assimilando o resultado.
Entre o trabalho e a criação autoral
Enquanto ganha visibilidade com "Habeas Corpus", Hipólyto também procura abrir espaço para projetos em que possa expressar ideias próprias. Em agosto, lançou "O Melhor Lugar do Mundo", seu primeiro EP autoral, com cinco faixas. As músicas estavam guardadas havia anos, e a decisão de publicá-las veio depois de perceber que precisava compartilhar esse material e deixar de adiar o projeto.
“Me caiu a ficha que eu precisava jogar isso para o mundo, de alguma forma. Mas aí me vinha sempre aquele pensamento: ‘Você vai ter que mexer com muita coisa, vai ter que mexer com clipe, mexer com isso, mexer com aquilo’. E aí eu falei: ‘Não, não, não. Vou só fazer e pronto. Depois eu penso no futuro’”, relata.
A decisão também foi incentivada por amigos que conheciam as composições e perguntavam quando elas chegariam às plataformas digitais. O resultado foi um EP que reúne as faixas “O Melhor Lugar do Mundo”, “Em sua direção”, “Central a Sé”, “Cálculo Romântico” e “Amor em Movimento”.
Para o artista, a música representa uma dimensão diferente do trabalho como intérprete. Ele identifica em sua carreira tanto o profissional que assume projetos e dá vida a criações de outras pessoas quanto aquele que precisa desenvolver e apresentar a própria obra.
A decisão também foi incentivada por amigos que conheciam as composições e perguntavam quando elas chegariam às plataformas digitais. O resultado foi um EP que reúne as faixas “O Melhor Lugar do Mundo”, “Em sua direção”, “Central a Sé”, “Cálculo Romântico” e “Amor em Movimento”.
Para o artista, a música representa uma dimensão diferente do trabalho como intérprete. Ele identifica em sua carreira tanto o profissional que assume projetos e dá vida a criações de outras pessoas quanto aquele que precisa desenvolver e apresentar a própria obra.
“Eu acho que sou dois tipos de artista ao mesmo tempo. O primeiro é o artista comercial, que é o que precisa trabalhar. (...) E existe um outro lugar, que é a criação. O meu álbum foi um lado do meu artista criativo, que há muito tempo já não criava alguma coisa”, explica.
Embora reconheça a importância dos trabalhos interpretativos, Hipólyto destaca a necessidade de continuar criando. “Para um artista se manter vivo, acho que ele precisa falar, precisa se expressar, precisa criar”, afirma.
Embora reconheça a importância dos trabalhos interpretativos, Hipólyto destaca a necessidade de continuar criando. “Para um artista se manter vivo, acho que ele precisa falar, precisa se expressar, precisa criar”, afirma.
Novos caminhos depois de "Wicked"
A trajetória de Hipólyto também foi marcada pelo teatro musical. Depois de interpretar Fiyero nas montagens de "Wicked" em São Paulo e no Rio de Janeiro, o artista encerrou sua participação na produção carioca em outubro. Ao recordar a experiência, ele destaca a maturidade adquirida ao longo das temporadas e a relação construída com o público.
“Eu acho que mudou tudo, de entendimento, de ter entendido outras camadas dele também. (...) Trouxe mais maturidade para o que o Fiyero pedia”, diz. Sobre a temporada no Rio, acrescenta que conseguiu trabalhar com mais tranquilidade do que no início da montagem paulista.
O musical também exigiu disciplina física para sustentar uma rotina prolongada de apresentações. Hipólyto estima que foram cerca de 98 sessões no Rio e 300 em São Paulo. “O teatro musical exige muita saúde. A gente tem que estar muito, muito, muito saudável. (...) É tipo um ano de estar bem”, comenta.
Agora, o ator se prepara para chegar aos cinemas com "Pecadora", previsto para estrear em 5 de novembro. Ele descreve o trabalho como um dos personagens mais desafiadores de sua trajetória, principalmente pelas diferenças em relação à própria personalidade.
“Foi bem desafiador porque exigiu muito da minha atuação. Acho que mais que o Jonathan até”, afirma, referindo-se ao papel em "Habeas Corpus". Sobre o longa, adianta que o público pode esperar intensidade e uma adaptação fiel ao livro que inspira a produção.
Para os próximos passos, Hipólyto quer ampliar a presença no audiovisual, mas também voltar a explorar o teatro de prosa e conhecer melhor a direção. Ele conta que já está gravando outro projeto, ainda sem poder revelar o título.
“Eu acho que o audiovisual é uma coisa que eu quero bastante. (...) Direção é uma parada também que eu quero entender melhor. E teatro de prosa também é uma parada que eu gostaria de explorar um pouquinho mais”, diz.


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