Atualidades

Mostrando postagens com marcador PF. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PF. Mostrar todas as postagens
PF

Delegado Leandro Almada foi contra armação contra eleitores no Nordeste

O blog do Magal - Opinião, cultura, economia e Política

delegado Leandro Almada foi contra armação contra eleitores no Nordeste


O delegado Leandro Almada, afastado nesta terça-feira ( da Diretoria de Inteligência da Polícia Federal por decisão do ministro André Mendonça, recusou participar da operação policial articulada às vésperas do segundo turno de 2022 e posteriormente relacionada à trama golpista para dificultar o deslocamento de eleitores, sobretudo no Nordeste.
Cinco dias antes da votação entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), o então ministro da Justiça Anderson Torres foi à Bahia acompanhado do diretor-geral da PF na época, Márcio Nunes, e se reuniu com Almada, que comandava a corporação no estado.
Em depoimento prestado posteriormente à PF, Almada afirmou que Torres e Nunes propuseram uma atuação conjunta da Polícia Federal com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante o segundo turno. O delegado considerou a iniciativa “inadequada” e não aderiu.
Almada relatou ainda que houve pressão para aumentar o número de policiais federais nas ruas, apesar de mais de 70% do efetivo já estar mobilizado. A Bahia era o maior colégio eleitoral do Nordeste e daria 72,12% dos votos válidos a Lula no segundo turno.
STF

Decisão de Mendonça afasta também delegado que investigou morte de Marielle Franco

O blog do Magal - Opinião, cultura, economia e Política

Decisão do ministro STF André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também atingiu o diretor de Inteligência da corporação, o delegado Leandro Almada.

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, divulgada nesta terça-feira (08/09) também atingiu o diretor de Inteligência da corporação, o delegado Leandro Almada.

O afastamento da dupla é o mais recente episódio da crise instaurada no STF desde a semana passada, quando Mendonça tirou o sigilo de relatórios da PF sobre supostas trocas de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Leandro Almada ficou conhecido nacionalmente por ter atuado no grupo de policiais federais criado para atuar no caso da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018.

Ele também ganhou notoriedade por comandar a Superintendência da PF no Rio de Janeiro entre 2023 e 2024. Almada também já comandou as superintendências da PF no Amazonas e na Bahia.

Foi no período em que comandou a PF no Rio que a corporação desencadeou uma série de operações de combate ao crime organizado em função do cumprimento de uma decisão do STF no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como "ADPF das Favelas".

Parte dessas operações também atingiram o ex-governador do Estado, Cláudio Castro (PL).

Dois delegados ouvidos pela BBC News Brasil em caráter reservado afirmam que a atuação de Almada no Rio de Janeiro incomodava a cúpula do governo fluminense. Em dezembro de 2023, a jornalista Andreia Sadi, da GloboNews, publicou um artigo em que dizia que Castro e aliados teriam tentado tirar Almada do comando da PF no Rio de Janeiro.

Na decisão que determinou o afastamento, Mendonça relaciona a medida contra Almada à produção de relatórios de inteligência que, segundo o ministro, teriam extrapolado as atribuições legais da Polícia Federal.

Esses relatórios foram citados em um despacho de Moraes na semana passada após a divulgação dos documentos sobre supostas trocas de mensagens entre ele e Vorcaro.

Os relatórios de inteligência citados por Moraes em sua decisão analisavam, entre outros pontos, decisões tomadas pelo próprio Mendonça no âmbito de investigações sob sua relatoria no Supremo Tribunal Federal (STF), além da atuação do advogado-geral da União, Jorge Messias, e de delegados e agentes da própria PF.

Mendonça classificou a produção e a divulgação dos documentos como ilícita e afirmou que eles teriam sido usados para realizar "monitoramento e coleta dirigida" sobre ele e sobre Messias.

No caso específico de Almada, Mendonça justificou o seu afastamento citando o fato de que ele ocupa a Diretoria de Inteligência Policial (DIP), órgão centro do sistema de inteligência da PF.



PF

A conexão de André Valadão com a família de Daniel Vorcaro

O blog do Magal - Opinião, cultura, economia e Política

Uma BMW quitada e filho príncipe de festa de 15 anos: a conexão de André Valadão com a família de Daniel Vorcaro que nem todo mundo sabe

A conexão de André Valadão com a família de Daniel Vorcaro



Uma BMW quitada e filho príncipe de festa de 15 anos: a conexão de André Valadão com a família de Daniel Vorcaro que nem todo mundo sabe
© Reprodução, Instagram/GloboNews

Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro ganhou destaque na mídia nas últimas semanas após ser preso por acusações de fraude em uma transição de R$ 12 bilhões com o Banco de Brasília (BRB) e pela descoberta de que doou um apartamento milionário para uma “sugarbaby”. Quase ninguém sabe, mas o banqueiro é evangélico e tem uma ligação profunda com a família Valadão, que comanda a igreja neopentecostal Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte.
Segundo informações da revista Piauí, o pai de Daniel, Henrique, levava uma rotina boêmia e perambulava pelos bares da região. A virada na vida do fundador do grupo Multipar aconteceu após seu pai, Serafim, decidir levá-lo à Igreja Batista da Lagoinha, na época, ainda comandada por Marcio Valadão.
Satisfeito pelas transformações que ocorreram em sua vida após a conversão, Henrique passou a fazer doações bem generosas para a igreja. O valor foi tão significativo que ajudou a instituição a comprar uma emissora da TV, a Rede Super.
ANDRÉ VALADÃO TEVE CARRO DE LUXO QUITADO POR PAI DE DANIEL VORCARO
Ainda segundo informações da Piauí, André Valadão, atual líder da igreja, realizou o sonho de comprar um veículo BMW. Ele parcelou a aquisição, mas, tempos depois, teve dificuldade para quitar as parcelas.
Foi Henrique, pai de Daniel, quem “rasgou as promissórias e bancou o sonho do rapaz”, de acordo com a publicação. Ele teria dito aos fieis da igreja que “Deus fez um milagre” após se livrar da dívida.
Outros indícios ajudam a confirmar a proximidade entre as famílias. Segundo o G1, Daniel foi apresentador do programa “Supersônica”, da Rede Super. Atualmente, a pastora Natalia Vorcaro Zettel, irmã caçula do bancário, é uma das líderes de uma sede da Lagoinha localizada em um bairro nobre de Belo Horizonte.
Além disso, a filha de Daniel dançou a valsa do aniversário de 15 anos com o filho de André. A festa teve show do DJ Alok e custou R$ 15 milhões, de acordo com a imprensa local. 
VC

PF investiga ligação de Castro com proteção ao Comando Vermelho na Alerj

O blog do Magal - Opinião, cultura, economia e Política

PF investiga ligação de Castro com proteção ao Comando Vermelho na Alerj




Um despacho do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), está na mira da Polícia Federal (PF) e é considerado a primeira digital do chefe do Executivo fluminense na investigação sobre os tentáculos do Comando Vermelho (CV) dentro do Palácio Guanabara.

O ato, assinado por Castro de última hora, obrigou a publicação de uma edição extraordinária do Diário Oficial do Estado em 3 de setembro deste ano, na tarde do dia em que o ex-deputado TH Jóias, Thiego Raimundo dos Santos Silva, havia sido preso pela PF por suspeita de lavagem de dinheiro, compra de armas e drones e relações suspeitas, pessoais, com os chefes da facção no Estado.

Na ocasião, o governador exonerava às pressas o então secretário estadual de Esporte e Lazer, Rafael Picciani (MDB), filho e principal herdeiro político do falecido político Jorge Picciani, que foi preso pela PF quando era presidente da Alerj, assim como Rodrigo Bacellar, atual presidente da Casa, preso nesta quarta-feira, 3. O Estadão procurou o governo do Rio de Janeiro e a Alerj e aguarda retorno.

A manobra, segundo fontes ligadas à investigação ouvidas pelo Estadão, tinha como objetivo forçar diplomaticamente a saída do cargo de TH Jóias, evitando assim que a Alerj fosse obrigada a votar a manutenção ou relaxamento da prisão, como mandam as regras no Estado.

A explicação é essa: TH Jóias era o segundo suplente do partido. Com a morte do deputado Otoni de Paula Pai, em maio do ano passado, uma vaga foi criada no Parlamento. O primeiro suplente, Rafael Picciani, no entanto, decidiu não assumir o cargo e migrou para o secretariado de Castro, abrindo caminho para TH assumir. Com a volta de Picciani, o deputado preso automaticamente perderia seu assento na Casa - assim, não haveria motivo para avaliar sua prisão.

O movimento, feito em uma articulação relâmpago entre as autoridades, é visto como uma tentativa de driblar um processo político que poderia expor a Casa de duas maneiras, a depender do resultado da votação, que tinha 45 dias para ocorrer.

A primeira forma seria ir em frente com uma medida impopular: tirar da prisão um parlamentar que já havia sido preso por tráfico anteriormente e que, naquele momento, era suspeito de ter ligação direta com a cúpula do CV. A outra opção, caso a prisão fosse mantida, poderia ter impactos mais desastrosos e terminar com o rompimento com o braço do CV dentro do Legislativo, passando um recado de destruição de pontes com os líderes do tráfico.

No dia de toda a movimentação, Castro ainda foi às redes sociais falar sobre a manobra, hoje vista como suspeita pela PF. “Por minha determinação, o deputado estadual Rafael Picciani está retomando seu mandato na Assembleia Legislativa. Ele substitui o deputado estadual TH Joias, preso hoje em ação conjunta das polícias Civil e Federal e do Ministério Público”, publicou o governador, que aparece ao lado de TH em várias fotos divulgadas na internet.

Na decisão que determinou a prisão de Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj, nesta quarta-feira, 3, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), dá a entender que todo o trâmite, endossado e assinado por Castro, tenha relação com a necessidade de garantir votos para as eleições de 2026.

O despacho do governador é classificado como uma “célere manobra regimental” que, como efeito imediato, tinha como objetivo fazer um “controle de danos” tirando o parlamentar do posto, “visando desvincular a imagem da Alerj do investigado TH Joias, que, como é de conhecimento público, era aliado político e presença constante em eventos institucionais dos Poderes Executivo e Legislativo”.
Em um segundo momento, dizem os investigadores, a estratégia implementada com essa “ação obstrutiva” seria obter “a manutenção do vínculo desses agentes políticos com o Comando Vermelho, facção responsável pelo maior controle territorial do Estado do Rio de Janeiro, o que se traduz em milhões de votos no pleito eleitoral que se avizinha”.

Por fim, Moraes determinou ao governo do Rio o fornecimento de todas as informações de acesso aos sistemas on-line oficiais em que tramitaram documentos referentes à exoneração de Picciani do cargo de secretário de Estado, “com horário, usuário responsável, logs de acesso e demais dados disponíveis”. O ministro do STF mandou ainda que a Imprensa Oficial do Estado forneça os dados e horários referentes ao pedido para a criação da edição extraordinária do dia 3 de setembro de 2024.
Despacho do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), está na mira da PF Foto: Taba Benedicto/Estadão
#magal
#dumagal
PF

Investigação sobre Vorcaro deve atingir Campos Neto, Ciro Nogueira e elo com PCC

O blog do Magal - Opinião, cultura, economia e Política

Banco Master: investigação sobre Vorcaro deve atingir Campos Neto, Ciro Nogueira e elo com PCC

:Investigação sobre Vorcaro deve atingir Campos Neto, Ciro Nogueira e elo com PCC


Irritados com resgate de R$ 41 bilhões que terá que ser feito com o Fundo Garantidor de Crédito, banqueiros apontam prevaricação de Campos Neto com Banco Master, de Daniel Vorcaro, para proteger grupo político do ex-governo Bolsonaro.
Tarcísio de Freitas, Fábio Faria, Campos Neto, Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro.
Créditos: Divulgação / Reprodução Youtube
Com o banco Master liquidado pelo Banco Central (BC), as investigações da operação Compliance Zero em torno da rede de relacionamentos do (ex) banqueiro Daniel Vorcaro começam a se aprofundar e chegarão, em breve, a figuras proeminentes da política, representantes da ânsia neoliberal por lucros a todo custo, e à linha tênue que liga a Faria Lima às facções criminosas envolvidas com tráfico internacional de drogas e de armas.
Com ex-assessores e aliados imersos nas investigações recentes da Polícia Federal (PF), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) atuou como principal lobista de Vorcaro e foi um dos principais articuladores junto ao governo Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, nas negociatas para salvar o Master com dinheiro público via compra pelo Banco de Brasília (BRB).
Um dos principais nomes da articulação em torno da candidautra à presidência de Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), Ciro Nogueira teve um ex-assessor, Victor Linhares, investigado na Operação Carbono Oculto, que liga o Primeiro Comando da Capital (PCC) a um intrincado esquema de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis que passa por fintechs instaladas na Faria Lima, o coração financeiro da capital paulista.
Após liquidar o Master, o Banco Central, sob o comando de Gabriel Galípolo, desencadeou uma investigação interna que deve ser compartilhada com o Banco Central.
Na apuração, o BC estaria se aprofundando nas negociatas de Vorcaro com o fundo Bravo de investimentos, gerido pelo Master. Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FDIC), o Brasvo declarava patrimônio de R$ 8 milhões mas nunca publicou um balanço entre sua abertura, em julho de 2023, e seu encerramento, em novembro de 2024.
O fundo Bravo é investigado pela Polícia Federal no âmbito da Carbono Oculto, como uma possível gestora de fundos que lavava dinheiro para o PCC.
Negligência de Campos Neto
A questão relacionada ao Master - e mais profundamente ao fundo Bravo - coloca uma outra figura proeminente do governo Jair Bolsoanro (PL) na mira da PF: o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
Atual vice-presidente do conselho de administração e chefe global de Políticas Públicas do Nubank, cargo que assumiu em julho de 2025, Campos Neto assumiu o lobby das fintechs e tentou uma manobra após reclamar que essas entidades financeiras, que ganharam força durante a gestão Paulo Guedes no Ministério da Economia, enfrentavam uma carga tributária maior do que os bancos tradicionais.
Em lobby no Congresso, Campos Neto defendeu uma alíquota mínima da taxa de imposto efetiva (ETR, na sigla em inglês) em 17,5% para todas as instituições financeiras.
A equiparação com as fintechs irritou a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) que denunciou o "truque fiscal" para as fintechs pagarem "meia entrada".
“Enxergamos a proposta do imposto mínimo como simplista e inexequível, além de diversionista. A impressão que fica, esperamos que não seja isso, é que o regime de imposto mínimo funcionaria como um truque fiscal a favor das fintechs. A alíquota efetiva mínima seria como uma falácia para não se admitir a meia entrada das fintechs paga pelos bancos", afirmou saac Sidney, presidente da Febraban, em entrevista ao Estadão, denunciando o "o privilégio tributário que as fintechs tem”.
Agora, com o avanço das investigações sobre o banco Master, os banqueiros começam a questionar os motivos que não levaram Campos Neto a investigar as políticas absurdas levadas a cabo pelo banco Master e, principalmente, pelo fundo Bravo.
Na confraternização de fim de ano da Febraban, banqueiros deixaram transparecer aos jornalistas a irritação com possível prevaricação de Campos Neto.
A negligência do bolsonarista em relação ao Master vai custar R$ 41 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), uma espécie de poupança feita pelos agentes do sistema financeiros para bancar débitos com correntistas de instituições que quebraram.
Segundo Raquel Landim, no Estadão, a percepção dos banqueiros é que Campos Neto agiu para proteger não só Vorcaro, mas o grupo político de que fazia parte.
Com elogios à liquidação do Master, o presidente da Febraban agradeceu a Gabriel Galípolo por “elevar a régua da dignidade institucional” do BC.
A desconfiança em torno de Campos Neto se fortalece com a insatisfação com Ciro Nogueira, que tentou jogar no colo dos grandes bancos a conta sobre a compensação da isenção do Imposto de Renda aos brasileiros que ganham até R$ 5 mil.
Após participar de evento na Faria Lima, em que prometeu blindar as fintechs, Nogueira propôs elevar a tributação sobre os bancos tradicionais, com lucros acima de R$ 1 bilhão, em troca da taxação às fintechs e plataformas de apostas, as chamadas Bets - que também tem o senador como principal lobista.
Proximidade com o bolsonarismo
A ascensão de Vorcaro em Brasília também se deu graças à parceria com seu sócio no Master, o baiano Augusto Lima. Em janeiro de 2024, Lima se casou com a ex-ministra bolsonarista Flávia Arruda, reforçando a ponte entre o círculo do banqueiro e figuras como Ibaneis Rocha, José Roberto Arruda e lideranças do PL no Distrito Federal.
Flávia, que já havia sido primeira-dama do DF e ministra de Bolsonaro, retomou o sobrenome Péres ao se casar com Lima e assumiu a presidência da ONG Terra Firme, fundada pelo marido. O casal passou a figurar com destaque em eventos políticos, ampliando o alcance de Vorcaro nos bastidores do poder.
As preocupações sobre o Master aumentaram quando a REAG Investimentos, ligada à instituição, se tornou alvo da Operação Carbono Oculto.
O Sindicato dos Bancários do DF alertou para o risco de o BRB absorver ativos “contaminados por suspeitas criminais”, caso a compra do Master fosse autorizada. Para analistas, esse episódio pesou na decisão final do BC de sustar a operação.
A PF também apura a fabricação e venda de carteiras de crédito sem lastro entre 2024 e 2025. Os títulos eram repassados a outras instituições e, após fiscalização do BC, substituídos por ativos sem avaliação técnica adequada. A manobra teria inflado artificialmente o patrimônio do Master.
Centrão e PCC
Além disso, a PF deve chegar a Antônio Rueda, presidente do União Brasil e parceiro de Nogueira na federação entre as duas siglas. 
Piloto de jatinhos usados por líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), Mauro Caputti Mattosinho afirmou ter levado uma sacola, que teria dinheiro vivo, ao presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que foi ministro da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro (PL).
Ele também afirma que o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, seria o dono oculto de aeronaves usadas pela facção criminosa. Nogueira e Rueda são os principais articuladores da candidatura Tarcísio Gomes de Freitas, atuando como fiadores junto ao Centrão e à Faria Lima.
Em entrevista ao ICL Notícias, o piloto Mauro Caputti Mattosinho, 38 anos, afirma que as aeronaves são operadas pela empresa Táxi Aéreo Piracicaba (TAP), na qual trabalhava, e teriam sido usadas por Mohamad Hussein Mourad, mais conhecido como Primo, e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, líderes do PCC investigados pela PF, que estão foragidos.
Os dois pivôs do esquema, no entanto, estariam negociando um acordo de delação premiada, para retornarem ao Brasil e denunciarem o braço político do esquema.
No entanto, o advogado criminalista Celso Villardi, que atua na defesa de Jair Bolsonaro (PL) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), negou que seu outro cliente, Beto Louco, estaria negociando a delação para entregar políticos que, ao que tudo indica, pertencem ao mesmo grupo político do ex-presidente.
PF

Polícia Federal prende banqueiro Daniel Vorcaro, o lobo da Faria Lima

O blog do Magal - Opinião, cultura, economia e Política


Prisão acontece no mesmo dia em que BC liquidou o Banco Master, de Vorcaro, que tentou manobra com o bolsonarista Ibaneis Rocha para ser incorporado pelo estatal Banco de Brasília.
Polícia Federal prende banqueiro Daniel Vorcaro, o lobo da Faria Lima

O banqueiro Daniel Vorcaro, que é conhecido como "o lobo da Faria Lima", foi preso pela Polícia Federal (PF) na manhã desta terça-feira (18) na mansão onde mora no Jardim Europa, em São Paulo. 
Vorcaro é dono do Banco Master, que tentou uma manobra com o governador do Distrito Federal, o bolsonarista Ibaneis Rocha (MDB), para que a instituição, que tem diversos problemas, fosse incorporada ao estatal Banco de Brasília (BRB).
A prisão acontece um dia após a Fictor Holding Financeira, uma instituição também problemática, anunciar a compra do Master. Também nesta terça-feira, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master o que, em tese, barraria as negociações com o grupo Fictor.
Agentes que atuam na operação Compliance Zero ainda cumpre outros 4 mandados de prisão de envolvidos em um suposto esquema criminoso de emissão de títulos de crédito falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional.
"As investigações tiveram início em 2024, após requisição do Ministério Público Federal, para investigar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira. Tais títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada. Estão sendo investigados os crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros", diz a PF em nota.
No total, estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.
Liquidação judicial
A liquidação do Master pelo Banco Central, assinada por Gabriel Galípolo, acontece justamente em meio às investigações de que o banco emitia papéis garantidos pelo FGC e pagava taxas muito acima do mercado.
As negociatas fizeram com que o BC vetasse a compra do Master pelo Banco de Brasília.
A liquidação extrajudicial é um regime de resolução à disposição do BC para lidar com problemas graves em instituições financeiras, a fim de manter a estabilidade do sistema.
A medida interrompe o funcionamento da instituição, retirando-a do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Isso significa que o banco fecha, deixa de funcionar.
Esse regime é adotado quando a situação de insolvência - ou seja, de endividamento - é irrecuperável ou quando forem cometidas graves infrações às normas que regulam sua atividade.
Elo com Ibaneis e o bolsonarismo
Mineiro de Belo Horizonte, o "lobo da Faria Lima" tornou-se conhecido pela ostentação e por propagandear seus feitos, como a compra de 26,9% do Clube Atlético Mineiro como investidor da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Galo - ficando atrás apenas de Rafael e Rubens Menin, donos da construtora MRV, com uma fatia de 55,7%.
Vorcaro também comprou a mansão, de 3,5 mil metros quadrados, considerada a mais cara já negociada em Orlando, na Flórida, por US$ 37 milhões. Em outras ostentações, o banqueiro comprou uma outra mansão em Trancoso, no litoral baiano, por R$ 280 milhões, além de um jato no valor de R$ 80 milhões.
Em 2023, o dono do banco Master, em entrevista ao Valor Econômico, ainda se gabou de ter comprado o Fasano Itaim na “pessoa física” e de gastar R$ 15 milhões na festa de debutante de sua filha realizada no Condomínio Miguelão, na cidade de Nova Lima (MG). Só o bolo, feito em São Paulo e entregue de avião, foi estimado em R$ 25 mil.
Vorcaro tem como sócio no Banco Master o Baiano Augusto Lima que tem na atual esposa um elo direto com Ibaneis Rocha e o bolsonarismo.
Em janeiro de 2024, Lima se casou com Flávia Arruda (PL-DF), que foi ministra-chefe da Secretaria de Governo do Brasil na negociata de Jair Bolsonaro (PL) com o grupo de Ibaneis e do ex-governador do DF, José Roberto Arruda, em 2021. Após cumprir pena por corrupção, Arruda atualmente comanda o PL no Distrito Federal, dividindo a atribuição com a Damares Alves.
Antes de se tornar deputada federal, em 2019, e ser alçada ao ministério de Bolsonaro, Flávia foi primeira-dama do GDF durante o governo Arruda, de quem herdou o nome político.
O casal se separou em novembro de 2022, pouco mais de um ano antes de Flávia se casar com o sócio de Vorcaro.
Após ensaiar ser vice de Ibaneis na chapa à reeleição, em 2022, Flávia Arruda saiu candidato ao Senado, mas perdeu a vaga justamente para Damares Alves.
Com o casamento com Lima, Flávia abandonou o sobrenome do ex-marido e retomou o de solteira, Péres. Além disso, assumiu a presidência do instituto Terra Firme, uma ONG fundada pelo atual marido que diz atuar para a redução da desigualdade social na Bahia. 
PF

PF aponta ex-ministro de Bolsonaro como chefe dos desvios

 Ahmed Mohamad Oliveira, que antes da conversão ao Islamismo se chamava José Carlos Oliveira, é acusado de receber vantagens indevidas
PF aponta ex-ministro de Bolsonaro como chefe dos desvios

Por Agência Brasil — Brasília

A Polícia Federal (PF) concluiu que o ex-ministro do Trabalho e Previdência Ahmed Mohamad Oliveira atuou como “pilar institucional” para o funcionamento do esquema de descontos não autorizados nos benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). À época, ele se chamava José Carlos Oliveira, mas mudou de nome após ter se convertido ao Islamismo.

A conclusão está no relatório de investigação que baseou a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), Ele autorizou a deflagração da nova fase da Operação Sem Desconto, da PF, nesta quinta-feira (dia 13). Oliveira foi um dos alvos da ação e passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.

Durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, Oliveira foi presidente do INSS, diretor de Benefícios e ministro do Trabalho e Previdência.

Repasses

De acordo com as investigações, Oliveira autorizou repasses ilegais e recebeu vantagens indevidas. No relatório, ele também é citado pelo nome religioso.

Após apreender uma planilha, os investigadores conseguiram identificar o recebimento de pelo menos R$ 100 mil de propina de empresas de fachada. Segundo a PF, ele foi citado pelos codinomes “São Paulo e Yasser”.

Além disso, a PF apontou que, em junho de 2021, na condição diretor de benefícios, Oliveira assinou a liberação de R$ 15,3 milhões para a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) sem a devida comprovação das filiações de aposentados à entidade.

A liberação incluiu cerca de 30 listas fraudulentas, que permitiram descontos em 650 mil benefícios.

“Essa liberação foi feita em desacordo com o regulamento interno e sem exigir documentos comprobatórios, o que possibilitou que a Conafer retomasse e ampliasse a fraude de descontos”, diz a decisão de Mendonça.

Mensagens interceptadas

A PF também apontou que há indícios de que o esquema continuou durante o período em que Oliveira assumiu o cargo de ministro do do Trabalho e Previdência.

“Várias das mensagens interceptadas pela PF geram fortes indícios de que o esquema criminoso envolvendo o investigado José Carlos Oliveira estava em pleno funcionamento também no período em que ele era ministro de Estado do Trabalho e Previdência Social do Brasil".

Como exemplo, a PF cita podemos citar mensagens de WhatsApp e indícios de que valores obtidos ilicitamente foram repassados a Oliveira quando ele era ministro de Estado.

Outro lado

A Agência Brasil não conseguiu localizar a defesa do ex-ministro. Em nota, a Conafer afirmou que está disposta a cooperar com as autoridades para elucidação dos fatos e defendeu a presunção de inocência de integrantes da confederação, que também foram alvo da nova fase da operação.

“Nós reafirmamos, com veemência, o princípio basilar do Estado de Direito: a presunção de inocência. Todos os citados nela têm o direito processual e moral de ter sua defesa assegurada e sua honra preservada enquanto não houver decisão judicial condenatória definitiva. A Conafer confia nas instituições e, ao mesmo tempo, exige que sejam respeitados os direitos fundamentais dos investigados”, declarou a entidade.