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Diplomatas brasileiros se dirigiram ao salão da Assembleia Geral pouco antes do pronunciamento para "fazer volume" durante debandada, dizem fontes.
Ao reparar a saída de diversas delegações -- não apenas a do Brasil --, Netanyahu afirmou: "Se há mais covardes morais que ainda não saíram desse salão, por favor, façam isso agora".
Nos discursos que antecederam o do primeiro-ministro, apenas um diplomata brasileiro estava escalado para acompanhar a sessão plenária desta quinta, mas outros quatro colegas se juntaram a ele a partir do pronunciamento de José Manuel Restrepo, vice-presidente da Colômbia, que antecedeu o de Netanyahu.
O objetivo, segundo fontes, era ter um volume maior de pessoas na hora da debandada.
A CNN Brasil apurou que os integrantes da delegação brasileira e de outros países se planejaram com antecedência para a retirada do plenário, assim como aconteceu nos últimos anos, pelo menos desde 2024, ano seguinte ao início do conflito em Gaza.
A delegação palestina é um exemplo: ela tinha apenas duas pessoas no discurso da Colômbia e, antes de Israel, aumentou para seis.
A CNN Brasil chegou à plenária horas antes do discurso e pôde observar que outras delegações fizeram o mesmo. Cerca de 30 minutos antes do pronunciamento de Netanyahu, o volume de delegados aumentou consideravelmente.
Fontes afirmaram que a delegação palestina fez um esforço para que os representantes das missões se retirassem. Nos corredores da ONU, o comentário é que essa foi uma das maiores debandadas em um discurso na Assembleia. É o que diz uma jornalista que cobre a ONU há décadas.
O governo brasileiro adota uma postura de firme crítica às ações militares de Israel em Gaza, classificando-as como genocídio, ao mesmo tempo em que apoia a criação de dois Estados para resolver o conflito histórico
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