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A ex-conselheira especial da ONU para a Prevenção do Genocídio Alice Wairimu Nderitu afirmou ter sofrido pressão, assédio e ameaças por se recusar a declarar que Israel estaria cometendo “genocídio” na Faixa de Gaza sem uma determinação judicial competente. As declarações dadas em entrevista à Air Mail, publicada em 1º de fevereiro de 2025, e voltaram a ganhar destaque recentemente em um novo relatório israelense sobre a atuação da ONU desde o 7 de outubro.
“Eu era perseguida dia após dia. Sofri bullying e perseguição, sem proteção de ninguém”, relatou Nderitu. Ela afirmou que nunca havia enfrentado pressão semelhante ao trabalhar com outros conflitos: “Isso nunca aconteceu em nenhuma outra guerra. Nem na Ucrânia, nem no Sudão, nem na República Democrática do Congo, nem em Mianmar. O foco era sempre Israel.”
Nderitu também criticou o que considerou uma postura parcial dentro e ao redor da organização. Segundo ela, ao escolher um lado e condená-lo diariamente, a ONU corre o risco de “perder completamente de vista” a razão pela qual foi criada. Durante seu mandato, ela sustentava que sua função não permitia declarar juridicamente a existência de um genocídio e que essa determinação caberia a um tribunal competente.
A ex-conselheira relatou ainda pressões de funcionários da própria ONU, campanhas pedindo sua saída e ameaças enviadas pelas redes sociais, pelo telefone e até por seu e-mail institucional. Seu mandato terminou no fim de 2024 e não foi renovado.
A ONU, por meio de seu porta-voz Stéphane Dujarric, negou que Nderitu tenha sido vítima de uma campanha interna anti-Israel ou que a não renovação de seu contrato tenha ocorrido por esse motivo.
Quando uma autoridade encarregada justamente de analisar genocídios afirma ter sofrido pressão para chegar a uma conclusão previamente determinada, a denúncia merece ser investigada e levada a sério.
Via: Air Mail / Jewish News / Ministério de Assuntos da Diáspora de Israel
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