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Flávio culpa prorrogação, mas aliados apontam erros próprios na derrota

O blog do Magal - Opinião, cultura, economia e Política



Políticos que fizeram parte da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) dizem que a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já era esperada antes mesmo da prorrogação do horário de votação neste domingo (25/10). Para eles, o resultado se deve ao excesso de confiança e a falhas da campanha.

Flávio não reconheceu a vitória de Lula e atribuiu a contestação à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender a votação até as 19h. Segundo ele, a medida criou desigualdade entre eleitores de diferentes estados.


“Nós vamos usar o nosso direito, vamos pedir a anulação dessas eleições. Não vou aceitar que a regra do jogo seja mudada no meio do jogo, mais uma vez pelos amigos do Lula”, declarou após a divulgação do resultado.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, afirmou, no entanto, que a extensão do horário não prejudicou a apuração. Ele relatou dificuldades técnicas, mas disse que a equipe conseguiu resolvê-las. “Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial”, afirmou.



Bolsonaristas começam a culpar Pablo Marçal por possível derrota de Flávio

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Apoiadores de Flávio Bolsonaro começam a culpar Pablo Marçal pela derrota do senador na disputa pela Presidência. 


No último domingo (25), os brasileiros foram às urnas para definir quem será o presidente pelos próximos quatro anos. O escolhido da vez foi o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mesmo tendo ficado atrás no 1º turno, o chefe de Estado conseguiu virar o jogo e conquistou a reeleição, derrotando o senador Flávio Bolsonaro (PL). Com o resultado consolidado, apoiadores do bolsonarismo começam a direcionar críticas a Pablo Marçal e a questionar sua participação na campanha.

A derrota de Flávio abre espaço para discussões sobre as estratégias adotadas durante a disputa presidencial. Nesse cenário, o influenciador passa a ser apontado por apoiadores como um dos nomes envolvidos nos questionamentos sobre a condução da campanha e as decisões tomadas para conquistar o eleitorado. Marçal participou da preparação de Flávio para o debate da TV Bandeirantes e esteve próximo de integrantes da campanha.

Entretanto, sua influência também passou a ser questionada diante das divergências sobre a postura do senador e as estratégias de comunicação utilizadas durante a disputa. O episódio evidencia uma disputa interna no campo da direita, que agora enfrenta questionamentos sobre os caminhos escolhidos para tentar chegar à Presidência da República.

Além das críticas direcionadas ao influenciador, o resultado eleitoral coloca em discussão o papel das alianças políticas e a capacidade de diferentes lideranças de mobilizar eleitores. Com forte presença nas redes sociais, Pablo Marçal construiu uma audiência expressiva e se tornou uma figura conhecida no cenário político brasileiro. Sua atuação demonstra como influenciadores digitais podem ganhar espaço nas campanhas eleitorais, participando da comunicação com o público e da construção de estratégias para alcançar diferentes grupos.

Apesar disso, atribuir a derrota de Flávio a uma única pessoa não explica a complexidade do resultado eleitoral. A votação envolve diferentes fatores, como a avaliação dos candidatos, a mobilização das campanhas e as preferências dos eleitores. Agora, com a vitória de Lula confirmada, as divergências sobre a atuação de Marçal e os rumos do bolsonarismo ganham espaço no debate político. A disputa também levanta questionamentos sobre quem assumirá o protagonismo da direita nos próximos anos.

Polícia investiga mulher que fez saudação nazista na Zona Sul

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Caso aconteceu no Colégio Santo Inácio, em Botafogo; caso foi registrado como injúria por preconceito.


Polícia investiga mulher que fez saudação nazista na Zona Sul


Policia Civil investiga uma mulher que foi filmada fazendo uma saudação nazista ao chegar ao Colégio Santo Inácio, no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio, neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições. Ao ser questionada sobre o gesto, ela respondeu: "Você é comunista?". As imagens circulam nas redes sociais.

No vídeo, a mulher aparece com o braço direito estendido para cima enquanto entra no local de votação.

O caso foi registrado na 10ª DP (Botafogo) como injúria por preconceito. Segundo a Polícia Civil, diligências estão em andamento para apurar os fatos.

A Polícia Militar informou que não conduziu nenhuma ocorrência relacionada ao episódio.
A reportagem de O DIA não localizou a defesa da mulher. O jornal também procurou, por e-mail, a Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (FIERJ), às 14h19, e o Colégio Santo Inácio, às 15h08, e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestação. 

Direitos dos que trabalham

Quem precisar trabalhar no domingo (25), durante o segundo turno das Eleições 2026, tem o direito de exercer o voto sem sofrer impedimentos ou punições por parte do empregador. Além de garantir o acesso à seção eleitoral, a empresa deve observar as regras trabalhistas aplicáveis ao serviço em feriados. O funcionamento do comércio também é permitido, desde que sejam asseguradas condições efetivas para que os funcionários votem, conforme o calendário eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
 O advogado trabalhista e professor universitário Lucas Baffi explica ao O DIA que o trabalho no dia da eleição segue as regras aplicáveis aos feriados, com possibilidade de folga compensatória ou pagamento em dobro, conforme a legislação e as condições da categoria. No caso do comércio, o funcionamento em feriados depende de autorização em convenção coletiva, além da observância das normas municipais.
"A regra é a normal para trabalhos em feriados: ou o empregador dá uma folga compensatória, ou paga em dobro aquele dia de trabalho", explicou Baffi.




Em virada histórica, Lula conquista quarto mandato

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Foto: Leo Barrilari / Odissey Images via AFP

A noite de 25 de outubro de 2026 entrou para a história. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito e terá um inédito quarto mandato como presidente do Brasil. Além disso, é o primeiro postulante desde a instituição dos dois turnos, na eleição de 1989, a chegar em segundo lugar na primeira votação e virar para a segunda. Para completar, Lula, que chega aos 81 amanhã, será a pessoa mais idosa a tomar posse como presidente da República. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula obteve 64.255.969 votos (51,79%), derrotando o senador Flávio Bolsonaro, que teve 59.826.002 votos (48,21%) — no primeiro turno, Flávio havia chegado na frente, com 47,03%, contra 45,16% do presidente. Lula consagrou-se como o presidente mais votado da história, ampliando em 3,8 milhões os votos que recebeu em 2022. Contribuiu para a vitória de Lula a queda recorde na abstenção (de 21,08% no 1º turno para 19,21%) e nos votos brancos e nulos (5,98 milhões para 4,15 milhões). O presidente aumentou sua votação em todos os estados e no DF, com maior crescimento numérico em São Paulo, Rio e Minas. Como seu pai quatro anos atrás, Flávio Bolsonaro não reconheceu a derrota, e disse que vai pedir a anulação do pleito.

Eleições 2026: Veja os resultados dos países que já encerraram a votação

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Números foram obtidos pela CNN a partir dos boletins de urna (BUs) publicados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em seu site de resultados; acompanhe ao vivo


Os resultados de boletins de urna no exterior divulgados até 13h15 deste domingo (25) mostram o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente com 66,2% dos votos válidos, contra 33,8% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno da eleição presidencial.

Ao todo, 918 mil brasileiros que vivem fora do país estão aptos a votar neste ano, distribuídos por 186 cidades de 134 países, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Os dados estão sendo divulgados ao longo do dia e foram obtidos pela CNN a partir dos boletins de urna (BUs) publicados pelo TSE em seu site de resultados. O boletim de urna é o documento que cada urna eletrônica emite ao fim da votação, com o total de votos de cada candidato naquela seção. Somando os boletins de todas as seções de um país, é possível conhecer o resultado antes da totalização oficial, que é feita e divulgada pela Justiça Eleitoral.

A diferença de fuso horário entre os países permite que os primeiros votos sejam registrados antes mesmo da abertura das seções eleitorais em território brasileiro.

No Brasil, a votação começa às 8h deste domingo, pelo horário oficial. A votação no exterior ocorre, em geral, das 8h às 17h no horário local, o que faz com que o processo eleitoral dure, ao todo, 29 horas — começando no sábado às 16h na Nova Zelândia e terminando com o Canadá às 21h de domingo.

Depois da Nova Zelândia, as urnas abriram na Austrália e países da Ásia na noite de sábado. Na madrugada e manhã de domingo, brasileiros que vivem na Europa, África e Américas começaram a votar.

Veja onde cada candidato tem vantagem ao redor do mundo:

Flávio Bolsonaro

  • Japão (80,08%), com 28.538 votos contra 7.098 de Lula (19,92%)

  • Israel (80,81%), com 699 votos contra 166 de Lula (19,19%)

  • Grécia (54,95%), com 311 votos contra 255 de Lula (45,05%)

  • África do Sul (57,92%), com 256 votos contra 186 de Lula (42,08%)

  • Moçambique (52%), com 117 votos contra 108 de Lula (48%)

  • Hong Kong (51,15%), com 133 votos contra 127 de Lula (48,85%)

  • Taiwan (58,04%), com 130 votos contra 94 de Lula (41,96%)

  • Malásia (51,76%), com 44 votos contra 41 de Lula (48,24%)

  • Filipinas (59,09%), com 39 votos contra 27 de Lula (40,91%)

  • Tailândia (51,72%), com 60 votos contra 56 de Lula (48,28%)

  • Indonésia (60,53%), com 23 votos contra 15 de Lula (39,47%)

  • Emirados Árabes Unidos (54,56%), com 772 votos contra 643 de Lula (45,44%)

  • Catar (55,08%), com 195 votos contra 159 de Lula (44,92%)

Lula

  • China (73,67%), com 375 votos contra 134 de Flávio (26,33%)

  • Nova Zelândia (80,54%), com 418 votos contra 101 de Flávio (19,46%)

  • Austrália (63,46%), com 6.017 votos contra 3.465 de Flávio (36,54%)

  • Coreia do Sul (64,35%), com 148 votos contra 82 de Flávio (35,65%)

  • Singapura (63,77%), com 213 votos contra 121 de Flávio (36,23%)

  • Jordânia (90,51%), com 725 votos contra 76 de Flávio (9,49%)

  • Síria (90,60%), com 106 votos contra 11 de Flávio (9,40%)

  • Kuwait (78,48%), com 62 votos contra 17 de Flávio (21,52%)

  • Arábia Saudita (61,25%), com 49 votos contra 31 de Flávio (38,75%)

  • Egito (78,95%), com 60 votos contra 16 de Flávio (21,05%)

  • Quênia (64,44%), com 29 votos contra 16 de Flávio (35,56%)

  • Líbano (68,20%), com 2.736 votos contra 1.276 de Flávio (31,80%)

  • Palestina (95,60%), com 1.000 votos contra 46 de Flávio (4,40%)

  • Finlândia (74,83%), com 550 votos contra 185 de Flávio (25,17%)

  • Estônia (82,90%), com 160 votos contra 33 de Flávio (17,10%)

  • Chipre (53,70%), com 29 votos contra 25 de Flávio (46,30%)