Ontem Adolf Eichmann esteve na TV Globo

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Sobre o debate de ontem na TV  Globo o Brasil pode conhecer o lado mais cruel e sombrio de um sujeito.

A banalidade do mal

O conceito da banalidade do mal foi criado pela filósofa e teórica política germano-americana Hannah Arendt no livro Eichmann em Jerusalém: Um Relato sobre a Banalidade do Mal (1963), após cobrir o julgamento do oficial nazista Adolf Eichmann em Jerusalém, em 1961

Quando Hannah viu Eichmann no julgamento ela  expectativa de encontrar um "monstro" sádico, fanático ou movido por ódio pessoal profundo, Arendt deparou-se com um homem de aparência comum, um burocrata medíocre que falava por clichês e tratava o assassinato em escala industrial como se fosse apenas a execução de tarefas administrativas e cumprimento de metas. Esse foi o Flávio  Bolsonaro ontem.

Primeiro zombou de Lula ter nove dedos, revelando seu capacitismo. Um ser preconceituoso, sem nenhum pudor.

Mas a crueldade viria  depois....

Ao falar do assassinato de uma criança de 5 anos Flávio incorporou seu lado cruel e sem coração e disse que a morte da menina foi uma coisa normal numa operação policial.

O assassino de Ana Clara, Bruno Dias Delaroli, foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. A perícia só encontrou capsulas do fuzil dele em toda a região da cena do crime, não houve confronto, não houve tiroteio. É inacreditável o desrespeito dele com a mãe, Cristiane, que estava no estúdio e ele não teve a dignidade de olhar na cara dela, mas teve a desfaçatez de mentir para todo o Brasil para defender o assassino.

O monstro que defende  o assassino ainda demonstrou tanto desprezo que trocou o nome da menina morta pelo nome da mãe. Isso dá para ver como ele cuidou do processo.

Ontem  Adolf Eichmann esteve na TV Globo

 

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