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Governo Trump debocha de migrantes em vídeo de Halloween

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Agência de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA publicou vídeo que celebra prisão de migrantes
Imagem: Charly Triballeau/AFP

O governo de Donald Trump comemorou o Halloween neste sábado (31) com a divulgação de vídeos agressivos que celebram a detenção de migrantes e a morte de "inimigos" estrangeiros pelas mãos do Exército dos Estados Unidos.

A agência de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês), que tem liderado uma campanha de deportações em massa de migrantes em situação irregular, publicou no X um vídeo de um minuto com "Thriller", o famoso sucesso de Michael Jackson.
O vídeo começa com uma sequência de ícones de filmes de terror antes de passar a imagens de prisões e migrantes detidos, com legendas como "este sujeito era procurado por homicídio"

"À espreita dos inimigos dos Estados Unidos", anunciou o Departamento de Defesa no X sobre um breve vídeo em preto e branco que mistura cenas de lançamento de mísseis e tropas em ação com trechos de Trump prometendo matar traficantes de drogas.

Também inclui trechos do secretário de Defesa Pete Hegseth jurando matar qualquer um que mate americanos.

A Agência Federal de Investigação (FBI) publicou um vídeo animado com uma caricatura de seu diretor, Kash Patel, que adapta a letra de "Thriller" para destacar estatísticas sobre o que descreveu como uma queda da criminalidade
A Casa Branca e o próprio Trump publicam com frequência conteúdo provocador nas redes sociais para inflamar a indignação de seus críticos.

Esse tipo de vídeo, em particular os relacionados ao alvo posto sobre os imigrantes em situação irregular, tem sido amplamente denunciado como degradante e racista…
https://x.com/ICEgov/status/2116563517524644332?a=8mO7XTdSYOmtr2ykSo0&s=20


Léo Lins sobre condenação: "Epidemia da cegueira racional"

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Humorista foi condenado a mais de 8 anos de prisão por ter conteúdo considerado ofensivo
Léo Lins sobre condenação:  "Epidemia da cegueira racional"

O humorista Léo Lins se pronunciou sobre a sentença que o condenou a mais de 8 anos de prisão e uma multa de quase 2 milhões de reais por conta de suas piadas. Em vídeo, Lins descreve a decisão como "pesada" e questiona os embasamentos teóricos utilizados.
Segundo Léo Lins, um dos fundamentos da juíza teria sido a Wikipédia, mesmo com a plataforma alertando que não é fonte primária. Ele comparou a sentença entre o próprio caso e um julgamento de homicídio baseado na enciclopédia online.
Defesa de Leo Lins diz que condenação equivale a "tráfico ou homicídio"
Para Léo Lins, a sociedade vive uma "epidemia da cegueira racional", onde julgamentos são baseados em emoção. Ele expressa preocupação com a gravidade da sentença para a liberdade de expressão e a classe artística.
O humorista também criticou o fato da sentença, em sua interpretação, ignorar a distinção entre a pessoa e a "persona cômica" interpretada no palco, mesmo havendo "texto, edição, cenário, figurino e palco", segundo o artista.


O humorista ainda aponta um trecho da sentença que sugere que "mesmo que fosse um personagem ainda assim há crime", levantando a questão se isso implicaria na prisão de outros personagens.

Agora dá para prender a atriz que faz a vilã da novela
Léo Lins
O humorista ainda aponta um trecho da sentença que sugere que "mesmo que fosse um personagem ainda assim há crime", levantando a questão se isso implicaria na prisão de outros personagens.

Sobre minorias

De acordo com Léo Lins, o promotor perguntou se ele já havia considerado que as pessoas de minorias (negros, gays, pessoas com deficiência) que o apoiavam poderiam ser uma "minoria dentro da minoria".

Léo Lins afirmou ter respondido questionando se o objetivo do processo não era o respeito às minorias e se essa "minoria" seria tão pequena a ponto de não merecer respeito, argumentando que, em seu julgamento, havia mais pessoas de minorias ao lado dele do que contra ele.

Ele acrescenta que, "em nome da defesa das minorias", a juíza teria ignorado a opinião dessas minorias.



Governo brasileiro repudia declarações do presidente da Conmebol

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Nota pede ações para coibir e reprimir atos de racismo



nullPresidente da Conmebol, Alejandro Domínguez
© REUTERS/Cesar Olmedo/Direitos reservados
Versão em áudio

O Governo Brasileiro emitiu, nesta terça-feira (18), uma nota repudiando a declaração do presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), Alejandro Dominguez, de que uma Copa Libertadores sem a presença de equipes brasileiras seria como “Tarzan sem Chita”.

“O Governo Brasileiro repudia, nos mais fortes termos, as declarações do Presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol [Conmebol], Alejandro Dominguez, na noite de ontem, 17 de março, em entrevista à imprensa após cerimônia de sorteio da fase de grupos dos torneios promovidos por aquela entidade. As declarações ocorrem em contexto em que as autoridades da Conmebol têm reiteradamente falhado em adotar providências efetivas para prevenir e evitar a repetição de atos de racismo em partidas por ela organizadas, incluindo medidas para combater a impunidade e promover a responsabilização dos responsáveis”, diz a nota assinada pelo Ministério do Esporte, pelo Ministério da Igualdade Racial e pelo Ministério das Relações Exteriores.

“O Governo Brasileiro exorta a Conmebol e as Federações Nacionais de Futebol da América do Sul a atuarem decisivamente para coibir e reprimir atos de racismo, discriminação e intolerância, promover políticas de igualdade racial e compartilhar conhecimento e boas práticas para ampliar o acesso de pessoas afrodescendentes, imigrantes e outros grupos vulneráveis ao esporte. O Governo Brasileiro reitera seu compromisso com iniciativas de combate ao racismo e de promoção da igualdade racial, inclusive medidas contra qualquer tipo de discriminação nas diferentes modalidades de esportes”, concluiu a nota.

Pedido de desculpas

Após o sorteio dos grupos da Copa Libertadores, realizado na noite da última segunda-feira (17) na sede da Conmebol no Paraguai, Domínguez foi perguntado por um jornalista se ele imaginava uma Libertadores sem times brasileiros.

“Seria como o Tarzan sem a Chita, impossível”, respondeu o dirigente com uma risada.

Pouco antes, o dirigente paraguaio havia dito em um discurso para o público convidado para o evento que o racismo era um flagelo que afetava o futebol e que sua organização continuaria a aplicar sanções para que “toda expressão racista tivesse uma consequência real”.

“Quero expressar minhas desculpas. A expressão que usei é uma frase popular e nunca tive a intenção de menosprezar ou desqualificar ninguém”, disse Domínguez nesta terça-feira em uma declaração na rede social X.

“A Conmebol Libertadores é impensável sem a participação dos clubes dos 10 países-membros […]. Reafirmo meu compromisso de continuar trabalhando por um futebol mais justo, unido e sem discriminação”, acrescentou.

A controvérsia envolvendo Domínguez ocorre dias após a Conmebol sancionar o clube paraguaio Cerro Porteño por insultos e gestos racistas contra o atacante do Palmeiras Luighi Hanri em uma partida da Copa Libertadores Sub-20.

Após o jogo, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, disse aos repórteres que, se a Conmebol não respeitasse o futebol brasileiro, o Brasil deveria pensar em entrar para a Confederação das Associações de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf).

* Com informações da Agência Reuters.