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Governo de Trump leva disputa eleitoral da Califórnia à Suprema Corte

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O fascista nem sabe o resultado, mas já está apelando
Governo de Trump leva disputa eleitoral da Califórnia à Suprema Corte
Governo Trump pede à Suprema Corte que impeça Califórnia de contar votos de mais de 20 mil eleitores suspeitos de não serem cidadãos americanos.

Por Reuters
O governo do presidente Donald Trump solicitou nesta segunda-feira (2) à Suprema Corte dos Estados Unidos que impedisse temporariamente a Califórnia de contar os votos por correspondência de mais de 20 mil eleitores registrados que, segundo autoridades federais, provavelmente não são cidadãos americanos.
Em mais um capítulo da disputa judicial, que pode afetar milhares de eleitores nas eleições de meio de mandato desta terça-feira (3), o Departamento de Justiça pediu uma medida cautelar para suspender a contagem dos votos contestados até que a cidadania de cada eleitor seja verificada.
Um tribunal federal de apelações rejeitou o pedido na sexta-feira (30).
O governo americano intensificou as ações contra a suposta participação de não cidadãos nas eleições na reta final da campanha. Trump já fez alegações falsas sobre a existência de fraude eleitoral generalizada, inclusive na eleição de 2020, quando foi derrotado pelo democrata Joe Biden.
No entanto, diversos estudos e auditorias estaduais mostram que a votação irregular, inclusive por pessoas que não são cidadãs americanas, é rara.
A Constituição dos EUA atribui aos estados a responsabilidade de organizar as eleições, embora o governo federal exerça algum nível de supervisão.
A ação judicial representa uma rara intervenção federal no processo eleitoral e demonstra a disposição do governo Trump de contestar decisões relacionadas às eleições na Justiça.
O governo já havia tentado restringir o voto por correspondência — modalidade mais utilizada por eleitores com tendência democrata —, mas a Suprema Corte rejeitou a iniciativa em setembro.
A lista com os nomes de mais de 20 mil eleitores foi compilada pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA e encaminhada às autoridades da Califórnia e do condado de Los Angeles.
Em 15 de outubro, o Departamento de Justiça entrou com uma ação na Justiça Federal, alegando que a Califórnia impede ilegalmente a aplicação de uma lei de 1996 que criminaliza o voto de não cidadãos em eleições federais.
Segundo o departamento, a conduta do estado viola a Cláusula de Supremacia da Constituição americana, que estabelece a prevalência da legislação federal sobre as leis estaduais em determinadas situações.
O governo pediu à Suprema Corte que determinasse à Califórnia a separação dos votos registrados por pessoas incluídas na lista e a suspensão de sua contagem até que a cidadania desses eleitores fosse comprovada.
"Uma vez que os votos ilegalmente emitidos sejam contados e misturados aos votos legítimos, o dano resultante é impossível de ser reparado", escreveu o Departamento de Justiça em um documento apresentado à Corte.
A Califórnia, por sua vez, afirmou que possui mecanismos rigorosos para impedir o voto de não cidadãos e que a ação do governo ameaça retirar o direito de voto de 20 mil pessoas com base em acusações vagas.
O estado também argumentou que o método utilizado pelo governo para identificar possíveis não cidadãos nos registros eleitorais é falho e provavelmente contém diversos erros, conforme documentos apresentados à Justiça


UA retiram aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes e sua esposa

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Decisão ocorre após conversa com Lula. Último resquício de golpismo lesa-pátria do bolsonarismo contra o Brasil cai por terra.

UA retiram aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes e sua esposa


O Departamento de Estado dos EUA removeu, de forma oficial, o nome do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e de sua esposa, Viviane de Moraes, da relação de pessoas sancionadas sob a Lei Magnitsky. A medida foi comunicada pelo governo norte-americano sem detalhamento sobre os motivos que levaram à exclusão dos dois da lista.

A sanção havia sido imposta em julho deste ano, com base em alegações relacionadas ao andamento, no STF, do processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), então réu por tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A retirada ocorre dias depois do último diálogo direto entre os presidentes Donald Trump e Lula, pondo fim à última ação de pressão externa ainda remanescente do período bolsonarista que visava atingir instituições brasileiras.

Em setembro, Jair Bolsonaro foi condenado a pena superior a 27 anos e três meses de prisão pelo envolvimento na tentativa de ruptura institucional e, atualmente, cumpre a sentença na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

Com a decisão norte-americana, encerra-se por completo o capítulo de sanções internacionais aplicadas com fundamento em narrativas fantasiosas do antigo governo de extrema direita, consolidando o reconhecimento externo da legitimidade das decisões judiciais brasileiras no caso.

A armadilha das terras-raras

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A armadilha das terras-raras



Quando você terceiriza produção por décadas, não perde apenas fábricas — perde o conhecimento.

A China domina 90% da produção global de terras-raras — minerais essenciais para smartphones, carros elétricos e tecnologia militar.

Como chegamos aqui: Três inovações dos anos 60-70 mudaram tudo:

  • Aviões a jato capazes de voos transcontinentais (Boeing 707)

  • Cabos telefônicos transpacíficos

  • Containers padronizados para transporte

Essas tecnologias tornaram viável desenhar produtos nos EUA e fabricá-los na Ásia. O que começou como busca por mão-de-obra barata virou dependência total.

O caso Apple ilustra bem: A empresa precisa de 30.000 engenheiros de manufatura para gerenciar 700.000 trabalhadores nas fábricas chinesas. Não é que faltam engenheiros nos EUA — é que não existem mais fábricas para eles trabalharem.

Com terras-raras, o roteiro se repetiu: A China identificou isso como prioridade estratégica enquanto os EUA tornavam inviável manter em seu território. Toda a cadeia — separação, processamento, refino — migrou para lá. Qualquer tentativa de criar alternativas é sabotada por dumping de preços chinês.

Por que isso importa: Diferente do que prega a teoria do livre comércio, a globalização não aumentou a resiliência das cadeias de suprimento — ela a destruiu.

  • Quando tudo se concentra em um único lugar por décadas, você não está apenas terceirizando produção. Você está abandonando conhecimento, capacidade técnica e curvas de aprendizado inteiras.

O resultado? Tim Cook pode dizer que a Apple só participa de mercados onde "pode fazer contribuição significativa". Mas a tecnologia mais importante da empresa — sua capacidade inigualável de produção em escala — está nas mãos da China.

A realidade dura: Terras-raras não são realmente raras. Mas recriar décadas de escala e expertise? Isso sim é quase impossível.

Mark Bray, autor de 'Manual Antifascista', e exila dos EUA

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Mark Bray, autor de 'Manual Antifascista', se exila dos EUA após ameaças de morte
Mark Bray, autor de 'Manual Antifascista',  e exila dos EUA

Historiador se refugia na Espanha por questões de segurança; governo Trump emitiu ordem equiparando antifascismo a terrorismo

O escritor Mark Bray abandonou os EUA. Historiador, ele é o autor de 'Antifa: O Manual Antifascista', um livro que reconta a história do movimento antifascista ao redor do mundo desde o seu surgimento.
Contudo, após um exemplar do livro ser encontrado nas posses de Tyler Robinson, suspeito de assassinar o influenciador de extrema direita Charlie Kirk, a sua permanência no país ficou impossível.
O governo decidiu assinar uma ordem executiva tornando o movimento Antifa em uma organização terrorista, em um significativo avanço do autoritarismo nos EUA.
O historiador foi alvo de uma série de provocações ao longo do último mês, mas decidiu que era hora de partir após receber um e-mail com seu endereço pessoal atrelado a uma ameaça.
"Eu estava assistindo a um jogo de beisebol do New York Yankees quando recebi um e-mail ameaçador. A diferença é que, desta vez, incluía meu endereço residencial. De repente, meu mundo mudou. É verdade que a cada dia convivíamos com mais problemas, mais ameaças, mais medo. Mas a sensação de que minha família poderia estar em perigo era definitiva. Tudo o que eu conseguia pensar era: "Preciso sair daqui, preciso sair daqui"", relatou Bray ao El Diario, da Espanha.
Hoje, ele está morando na Espanha, país em que viveu no passado. "O governo Trump decidiu usar o assassinato de Kirk para demonizar a esquerda. Pouco depois, ele emitiu a ordem executiva declarando a Antifa uma organização terrorista, o que é ridículo. Mas, após o anúncio, algumas figuras de extrema direita me chamaram de "professor terrorista" na X, e as ameaças começaram. Então, o Turning Point USA, o grupo de Charlie Kirk na minha universidade, organizou uma petição para que eu fosse demitido e comunicou à Fox News. Foi aí que tudo se precipitou: recebi o e-mail com meu endereço no sábado e, na segunda-feira, ele já estava publicado na X. Na sexta-feira, desembarcamos na Espanha", completou.
O livro de Bray, 'Antifa: O Manual Antifascista' foi editado no Brasil pela Autonomia Literária, com tradução de Guilherme Ziggy e prefácio de Acácio Augusto e Matheus Marestoni.
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EUA com Trump caminha para uma ditadura

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Como Trump usa morte de Kirk para tentar silenciar opositores

EUA com Trump caminha para uma ditadura


Após o assassinato de Charlie Kirk, presidente dos EUA e outros republicanos culpam “esquerda radical”, colocam organizações progressistas liberais na mira, ameaçam revogar vistos e adotam “cultura do cancelamento”.O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está elevando suas ameaças de reprimir o que ele chama de “esquerda radical” após o assassinato do ativista ultraconservador Charlie Kirk, gerando temores de que seu governo esteja tentando aproveitar a indignação com a morte para sufocar a oposição política.

“A esquerda radical causou danos tremendos ao país”, disse Trump a repórteres nesta terça-feira (16/09), antes de partir para uma visita de Estado ao Reino Unido. “Mas estamos arrumando isso.”

Esta não é a primeira vez que Trump faz ameaças desse tipo. Desta vez, porém, há um interesse renovado que é alimentado pela indignação com o assassinato de Kirk, um ativista e podcaster que era um importante apoiador de Trump e amigo do vice-presidente JD Vance e de assessores presidenciais.

Após o assassinato, o presidente republicano e membros de seu governo discutiram classificar algumas organizações como terroristas domésticos, ordenar investigações de irregularidades em organizações sem fins lucrativos do campo progressista ou revogar o status de isenção fiscal delas.

A Casa Branca apontou a Indivisible, uma rede de ativistas progressistas, e a Open Society Foundations, fundada pelo bilionário liberal George Soros, como potenciais alvos de escrutínio. A Open Society Foundations condenou a violência e o assassinato de Kirk e afirmou que “é vergonhoso usar essa tragédia para fins políticos, dividindo perigosamente os americanos e atacando a 1ª Emenda” da Constituição.


“O que está acontecendo nos EUA parece vir do manual para autocratas”, opinou o jornal alemão Süddeutsche Zeitung, afirmando que Trump e seus aliados estão usando a morte de Kirk “como pretexto para o desmonte das liberdades” e que o temor de que Trump e seus aliados queiram transformar os Estados Unidos num sistema autoritário se tornou “assustadoramente real”.

Silenciar a oposição

Trump fez da retaliação a inimigos políticos um pilar de sua campanha de retorno à Casa Branca e, desde o início do seu segundo mandato, mobilizou o governo federal para pressionar universidades e outras instituições independentes. Ele também ordenou uma investigação da plataforma online ActBlue, que arrecada fundos para os democratas.

Decretos de Trump atingiram organizações sem fins lucrativos com tentativas de limitar seu trabalho ou congelar o financiamento federal, mas propostas mais agressivas para revogar o status de isenção fiscal nunca se concretizaram.
Agora, porém, o clima piorou, e críticos temem que Trump esteja usando a morte de Kirk para intensificar a campanha de retaliação contra seus inimigos políticos e os seus esforços de longa data para sufocar a oposição política nos Estados Unidos.

O deputado republicano Chip Roy, do Texas, quer que a Câmara dos Representantes crie uma comissão especial para investigar organizações sem fins lucrativos, afirmando que “precisamos seguir o dinheiro para identificar os autores dos ataques antiamericanos coordenados que estão sendo realizados contra nós”.
O senador, também republicano, Ted Cruz, do Texas, e outros congressistas propuseram uma legislação que permita ao Departamento de Justiça usar leis originalmente concebidas para combater o crime organizado para processar manifestantes violentos e os grupos que os apoiam.


Polícia acredita que assassino agiu sozinho


As ameaças de Trump à “esquerda radical” foram feitas apesar de a polícia ter dito acreditar que o suspeito pelo assassinato, Tyler Robinson, agiu sozinho. “Estou farto do ódio dele [Kirk]”, escreveu Robinson numa troca de mensagens com um amigo, segundo os investigadores do caso.
Mesmo assim, funcionários do governo Trump têm repetidamente feito declarações sobre a necessidade de investigações e punições mais amplas relacionadas à morte de Kirk.
A procuradora-geral Pam Bondi culpou “radicais de esquerda” pelo tiroteio e disse que eles serão responsabilizados. O chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, Stephen Miller, disse que houve uma “campanha organizada que levou a esse assassinato”.

Os comentários de Miller foram feitos durante uma conversa com Vance, que apresentou o podcast de Kirk na Casa Branca nesta segunda-feira. Miller disse estar sentindo “uma raiva concentrada e justificada” e que “vamos canalizar toda essa raiva” para “erradicar e desmantelar essas redes terroristas”, usando “todos os recursos que temos”.

No podcast, Vance disse que é preciso “falar sobre este movimento incrivelmente destrutivo de extremismo de esquerda que cresceu nos últimos anos e que, acredito, é parte da razão pela qual Charlie foi assassinado”.

A teórica da conspiração Laura Loomer, uma fervorosa apoiadora de Trump com um longo histórico de comentários preconceituosos, disse: “Vamos calar a esquerda”. Ela também afirmou querer que Trump “seja o ‘ditador’ que a esquerda pensa que ele é”.

Na sexta-feira passada, o Departamento de Justiça tirou do seu site um artigo sobre uma pesquisa do Instituto Nacional de Justiça (NIJ) que concluiu que “extremistas da extrema direita cometeram muito mais homicídios com motivação ideológica do que extremistas da extrema esquerda ou extremistas islâmicos radicais” desde 1990.
Essa afirmação contrasta fortemente com os comentários feitos por altos funcionários do governo Trump sobre a ameaça do extremismo de esquerda após o assassinato de Kirk. O Departamento de Justiça não explicou por que o artigo foi removido.


“Cultura do cancelamento” republicana


Trump adota posições claramente parciais sobre violência política. Ele descreveu as pessoas que invadiram o Capitólio em 6 de janeiro de 2021 como “reféns” e “patriotas” e perdoou 1.500 delas em seu primeiro dia de volta à Casa Branca.
Ele também zombou da presidente da Câmara, Nancy Pelosi, após um ataque ao marido dela e precisou de dois dias para condenar o atentado cometido em Charlottesville por um supremacista branco, que atropelou pessoas que protestavam contra uma manifestação neonazista.

Quando Trump condenou o assassinato de Kirk numa mensagem de vídeo, um dia depois do ocorrido, mencionou vários exemplos de “violência política da esquerda radical”, mas ignorou ataques semelhantes aos democratas. Nesta segunda-feira, ao ser questionado sobre o recente assassinato da parlamentar democrata do Minnesota Melissa Hortman, Trump disse que não estava familiarizado com o caso.
Como conservadores frequentemente se sentem vítimas de “cancelamento” pelos liberais por suas opiniões, Trump, no primeiro dia do seu segundo mandato, assinou um decreto proibindo todos no governo federal de se envolverem em condutas que “restrinjam inconstitucionalmente a liberdade de expressão de qualquer cidadão americano”.
Em fevereiro, na Conferência de Segurança de Munique, Vance criticou o governo do ex-presidente Joe Biden por encorajar “empresas privadas a silenciar pessoas que ousaram dizer o que se revelou uma verdade óbvia” sobre a pandemia de covid-19 e também criticou países europeus por “censurarem o discurso político”.
“Sob a liderança de Donald Trump, podemos discordar de suas opiniões, mas lutaremos para defender seu direito de expressá-las publicamente, concorde ou discorde”, disse Vance na época.

Agora, muitos conservadores americanos, que sempre reclamaram da “cultura do cancelamento”, estão fazendo campanha para arruinar a carreira ou mesmo a vida de pessoas que criticaram ou menosprezaram Kirk após a sua morte ou que acusam de espalhar discurso de ódio.

Uma campanha de lideranças conservadoras levou, em poucos dias após a morte de Kirk, à demissãoou punição de professores, funcionários públicos, um comentarista de TV, uma colunista do jornal Washington Post e à expectativa de mais demissões.

O Departamento de Estado alertou que revogará os vistos de qualquer estrangeiro que glorificar ou ridicularizar o assassinato de Kirk. E Vance incentivou pessoas a denunciarem aos empregadores qualquer um que celebrasse o assassinato do ativista.

“O envolvimento do governo nessa campanha nos aproxima ainda mais do macartismo”, observou Adam Goldstein, da Fundação para os Direitos Individuais e a Expressão, referindo-se à campanha dos anos 1950 para erradicar os comunistas, que levou a falsas acusações e arruinou carreiras. “Não é um grande momento para a liberdade de expressão”, disse.

As atuais posições da Casa Branca e de congressistas republicanos não apenas contrastam fortemente com as declarações de alguns meses atrás como também vão de encontro à tradição do Partido Republicano de defesa da liberdade de expressão e às críticas à esquerda pela “cultura do cancelamento” após declarações vistas como ofensivas.

Plantadores de soja nos EUA estão em desepero

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Plantadores de soja nos EUA estão em desepero

Trump diz que perdeu Índia e Rússia para a China, após desfile militar

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Líderes dos países participaram de evento em Pequim, organizado por Xi Jinping

Narendra Modi, Vladimir Putin e Xi Jinping em Kazan, na Rússia
Narendra Modi, Vladimir Putin e Xi Jinping em Kazan, na Rússia 23/10/2024 Alexander Zemlianichenko/Pool via REUTERS  • Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recorreu às redes sociais nesta sexta-feira (5), mais uma vez para reagir ao desfile militar de Pequim, organizado pelo presidente chinês, Xi Jinping, que contou com a presença do presidente russo Vladimir Putin, do líder norte-coreano Kim Jong Un e do primeiro-ministro indiano Narendra Modi, simbolizando um crescente eixo de poderes autoritários em contraste com os interesses globais dos EUA.
“Parece que perdemos a Índia e a Rússia para a China, a mais profunda e sombria. Que tenham um futuro longo e próspero juntos!”, escreveu Trump na rede social Truth Social, acompanhado de uma imagem dos líderes caminhando.

Embora a Índia continue sendo um parceiro estratégico fundamental para os Estados Unidos, Nova Déli manteve uma postura neutra em relação ao conflito na Ucrânia e continua comprando petróleo russo com descontos.

Os comentários de Trump ocorrem um dia depois de ele ter dito em uma reunião de líderes mundiais na quinta-feira (4) que a Europa deve parar de comprar petróleo russo e pressionar economicamente a China para tentar pôr fim à guerra na Ucrânia, disse um funcionário da Casa Branca à CNN, enquanto o governo pareceu transferir a responsabilidade sobre seus aliados de se envolverem mais na interrupção do conflito.

O presidente também fez publicações nas redes sociais na noite de terça-feira (2), horário dos EUA, quando imagens do líder chinês Xi Jinping recebendo os líderes da Rússia e da Coreia do Norte em um impressionante desfile militar em Pequim foram exibidas na televisão.

“Por favor, transmitam meus mais calorosos cumprimentos a Vladimir Putin e Kim Jong-un, enquanto vocês conspiram contra os Estados Unidos da América”, escreveu Trump em uma mensagem a Xi.


A última conversa entre o ex-presidente Jimmy Carter e Donald Trump

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A última conversa entre o  ex-presidente Jimmy Carter e Donald Trump

A imprensa americana acaba de publicar o que o ex-presidente Jimmy Carter disse a Donald Trump durante a sua última entrevista sobre a China:

«Tem medo que a China fique à nossa frente, e eu concordo consigo. Mas você sabe por que a China se nos adiantou? Eu normalizei relações diplomáticas com Pequim em 1979. Desde essa data, sabe quantas vezes a China entrou em guerra com alguém? Nem uma vez, enquanto nós estamos constantemente em guerra.
Os EUA são a nação mais guerreira da história do mundo, porque querem impor estados que respondam ao nosso governo e aos valores americanos em todo o Ocidente, controlar as empresas que dispõem de recursos energéticos em outros países. A China, por seu lado, está investindo seus recursos em projetos como ferrovias, infra-estruturas, comboios-balas intercontinentais e transoceânicos, tecnologia 6G, inteligência robótica, universidades, hospitais, portos, edifícios e comboios de alta velocidade em vez de usá-los em despesas militares.
Quantos quilômetros de comboios de alta velocidade temos neste país?
Desperdiçamos 300 bilhões de dólares em despesas militares para submeter países que procuravam sair da nossa hegemonia.
A China não desperdiçou um centavo com a guerra, e é por isso que nos ultrapassa em quase todas as áreas. E se tivéssemos levado 300 bilhões de dólares para instalar infra-estruturas, robôs, saúde pública nos EUA? Os EUA , teriam comboios transoceânicos de alta velocidade.
Teríamos pontes que não colapsem, sistema de saúde gratuito para os americanos, milhares de americanos não seriam infectados mais do que qualquer país do mundo pela COVID-19.
Teríamos caminhos que se mantivessem adequadamente. Nosso sistema educacional seria tão bom quanto o da Coreia do Sul ou Xangai. -SIM!”
(Jimmy Carter)
Retirado da revista Newsweek.