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PF diz que Frias é participante ativo da engrenagem financeira do Dark Horse

O blog do Magal - Opinião, cultura, economia e Política

A PF (Polícia Federal) afirmou que o deputado federal Mario Frias (PL-SP) é "participante ativo da engrenagem financeira" envolvida no repasse de emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas à produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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Além disso, decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), aponta que o político retardou a prestação de informações sobre emendas parlamentares suspeitas.

Frias foi alvo de busca e apreensão nesta manhã. A ação policial de hoje, realizada em parceria com a CGU (Controladoria-Geral da União), apura suposto desvio de emendas parlamentares repassadas à organização da sociedade civil.

De acordo com a PF (Polícia Federal), as investigações apontam a existência de uma "organização criminosa formada por agentes públicos e privados", que é suspeita de direcionar os valores recebeidos para empresas subcontratadas de forma irregular e sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados.

A PF destaca que levantamentos financeiros identificaram movimentação de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado. A operação investiga crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Quem é Mario Frias

O atual deputado ganhou notoriedade como ator por papéis na TV, entre o fim dos anos 1990 e o começo dos anos 2000, quando participou de telenovelas como "Malhação" e "Floribella", também com atuações em "O Beijo do Vampiro", "Senhora do Destino" e "Os Mutantes" - tramas transmitidas pela TV Globo e Record.

O início da vida política de Frias começou em 2020, quando ele foi nomeado secretário especial da Cultura no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Sem ter experiência prévia em gestão cultural, o parlamentar assumiu o cargo que foi deixado pela também atriz Regina Duarte.

A gestão de Mario Frias ficou marcada pela política de proibição de linguagem neutra em projeto da Lei Rouanet (Lei de Incentivo à Cultura), em 2021. A portaria, que chegou a entrar em vigor, do Ministério do Turismo, determinava que ficava "vedado o uso e/ou utilização, direta ou indiretamente, além da apologia, do que se convencionou chamar de linguagem neutra". A Justiça vedou a legislação em abril de 2022.

Outro caso que aconteceu durante a gestão de Mario Frias na secretaria da Cultura foi o incêndio na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. Nove dias antes, o MPF (Ministério Público Federal) tinha alertado o governo federal para o risco de fogo na instituição.

Em 20 de maio de 2020, Jair Bolsonaro falou que a então secretária especial da Cultura Regina Duarte — que foi substituída pelo ator Mário Frias — deixaria a pasta e comandaria a Cinemateca em São Paulo. No entanto, ela nunca assumiu o cargo.

Bolsonaro exonerou Frias da secretaria da Cultura em 2022, junto com Alexandre Ramagem, que era diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência); e Sérgio Camargo, que presidia a Fundação Cultural Palmares.

Frias disputou a primeira eleição para deputado federal por São Paulo em 2022 e foi eleito. Agora, ele concorre à reeleição do cargo na Câmara dos Deputados.

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